sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Espécies Invasoras

Actualmente, algo de intrigante está a acontecer: uma nova forma de poluição provocada por animais e plantas que evoluíram noutros lugares do planeta e que estão a surgir onde não são desejados. Os biólogos chamam-lhes «espécies invasoras».
Os mexilhões-zebra, por exemplo, são moluscos do tamanho da unha de um polegar, autóctones do mar Negro, que se amontoam nas rochas e nas canalizações, em enormes aglomerados. Em dois anos invadiram as zonas baixas dos Grandes Lagos, nos EUA e no Canadá, provocando prejuízos na ordem das centenas de milhões de euros. As condutas das empresas de serviço público e das fábricas ficaram revestidas de mexilhões, as luzes enfraqueceram, os lemes dos navios bloquearam, as empresas encerraram. Os grandes cargueiros foram os responsáveis pela sua introdução nesta zona do planeta.
Entre todas as espécies invasoras, as mais destrutivas são as plantas agressivas. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma trepadeira oriunda da América Central e do Sul foi plantada na Índia para camuflar bases aéreas. Actualmente, esta planta invade florestas, camufla grandes áreas do Sul da Ásia e sufoca a vida debaixo do seu manto.
Até um comum gatinho pode provocar prejuízos consideráveis no ecossistema: dezenas de milhões de gatos domésticos vivem à solta, matando centenas de milhões de aves canoras, répteis e mamíferos.
Devido à movimentação humana, muitos ecossistemas espalhados pelo globo estão tão mudados que já não são reconhecíveis.
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