quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A intimidade dos dinossauros


O que dizem os fósseis sobre os seus hábitos?
A partir dos vestígios que chegaram até nós, os paleontólogos conseguiram desvendar alguns segredos dos dinossauros, mas a sua vida sexual ainda é um mistério. O ilustrador José Antonio Peñas imaginou-os nos momentos mais tórridos, em imagens que têm, pelo menos, o condão de alertar para o muito que falta saber sobre estes répteis extintos.

Uma coisa evidente: os dinossauros não surgiam por geração espontânea. Outra: desconhecemos praticamente tudo sobre a sua conduta reprodutiva: como eram os rituais de cortejo, com que frequência se produziam os encontros, quanto tempo duravam? Em 2005, Mary Higby Schweitzer, paleontóloga da Universidade do Estado da Carolina do Norte, anunciou na revista Science a descoberta de osso medular nuns fósseis de Tyrannosaurus rex. Esta camada de tecido ósseo, que proporciona o cálcio necessário para formar a casca dos ovos, hoje apenas se encontra nas fêmeas das aves, das quais os dinossauros eram parentes. Por isso, alguns investigadores procuraram uma relação entre o comportamento sexual de ambos os vertebrados.

Outras descobertas revelaram, por outro lado, que estes répteis extintos alcançavam muito depressa a maturidade sexual. No entanto, como os genitais, formados por tecidos moles, não são propriamente as partes que melhor se conservam, nem sequer sabemos de ciência certa se os machos possuíam algum tipo de órgão copulador, se a fecundação se produzia por aproximação das cloacas ou se, no caso dos exemplares maiores, esta teria lugar na água, como acontece com os crocodilos. Seja como for, funcionava, pois eles dominaram o planeta durante 160 milhões de anos.

Retirado de:
A.A.
SUPER 147 - Julho 2010
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