segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Formação de Montanhas 6

Cadeia Montanhosa dos Himalaias
Himalaias
Os Himalaias (em Sanscrito, `hima alaias´, significa `morada das neves´), é um sistema montanhoso do Continente Asiático, formado por una série de cordilheiras, a chamada Grande Cordilheira dos Himalaias, sensivelmente, paralelas e convergentes, constituindo a região montanhosa mais alta do Planeta Terra. Apresenta centenas de picos, mas mais de trinta atingem ou ultrapassam os 7.620 m de altitude, de entre os quais se destaca o Monte Evereste (8.850 m), a montanha mais elevada do mundo. Este enorme complexo forma um arco de 2.410 km, em extensão, desde o rio Indo, ao norte de Paquistão. O sistema ocupa uma área de 594.400 km2.
Na página 2, do TEMA Formação de Montanhas, mostramos um esquema animado ( Esquema animado mostrando o movimento relativo das placas - Ver Tectónica de Placas), de há 280 Milhões de Anos (M.A.) até à actualidade. De salientar, o movimento convergente da Placa Indiana com a Placa Eurasiática. A colisão das duas placas, que prossegue na actualidade, deu origem à formação da cadeia montanhosa dos Himalaias (Ver o texto), em que fizemos referência à colisão da Placa Indiana com a Placa Eurasiática, resultando daí a formação da Cadeia Montanhosa dos Himalaias. O evento geológico, causador das mais profundas e complexas deformações da litosfera, é a colisão e respectiva interacção entre placas continentais.
Placas convergentes
Bloco diagrama simplificado mostrando a colisão entre duas placas continentais convergentes.
Mapa de Placas Tectónicas
Mapa esquemático mostrando as macroplacas envolvidas na formação dos Himalaias e analisadas no texto.
Durante o Precâmbrico (parte do Proterozóico Superior) e o Paleozóico (Ver Tabela Cronoestratigráfica) , o "Continente Indiano", limitado ao norte pelo Cimmerian Superterranes, fazia parte da Gondwana estando separado da Eurásia pelo Oceano Paleotethys ( Ver figura abaixo e à esquerda).
No Carbónico (Carbonífero) Superior, deve ter surgido um rifte entre o "Continente Indiano" e o Cimmerian Superterranes. Durante o Pérmico Superior, aquele rifte deve ter dado origem ao Oceano de Neotethys.
No Noriano - Triássico Superior (há cerca de 210 Milhões de Anos), um episódio avançado da abertura do rifte terá dividido a Gondwana em duas partes. O "Continente Indiano" deve ter passado a fazer parte do leste da Gondwana, junto com a Austrália e Antárctica. Posteriormente, durante o Caloviano (há cerca de 160-155 Milhões de Anos), deve ter ocorrido a divisão da parte leste e da parte ocidental da Gondwana, tendo-se formado, a partir do rifte, uma crosta oceânica. A placa Indiana, separou-se da Austrália e da Antárctica no Cretácico Médio (há cerca de 130 - 125 Milhões de Anos), dando origem à abertura "do Oceano Índico Sul" (Ver figura abaixo e à direita).
Terra há 435 MA
Reconstrução paleogeográfica da Terra durante o Silúrico Superior, há cerca de 435 M.A.. Nesse tempo, a Índia fazia parte da Gondwana e era limitada ao Norte pelo Cimmerian Superterrane. A posição da actual região de Zanskar, nos Himalaias, é mostrada por uma estrela negra.
A Terra no Cretácico
Reconstrução paleogeográfica da Terra durante o Cretácico, há cerca de 100 M.A.. O Cimmeridian Superterrane deve ter sido "acrescentado" à Mega Laurásia. A crosta oceânica ao Norte do Oceano Neotethys estará em subducção ao longo do arco vulcânico de Dras. Abriu-se o oceano de Shigatze, como consequência do rifte e consequente expansão do fundo oceânico. A Índia deverá ter estado separada de África e E. Gondwana. Abriu-se o Oceano Índico. A posição da actual região de Zanskar, nos Himalaias, é mostrada por uma estrela negra.
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