sábado, 21 de fevereiro de 2026

Menopausa

Caracterização
Trata-se de um fenómeno fisiológico, logo, absolutamente normal, mas que tem um grande impacto na vida da mulher. As implicações decorrentes deste período da menopausa podem ser maiores ou menores consoante a mulher, o seu prévio estilo de vida, os seus hábitos desportivos, os seus comportamentos alimentares e sexuais, entre outros. A menopausa surge por volta dos cinquenta anos de idade, mas este limite pode variar bastante de mulher para mulher. É antecedida por uns anos ou meses (pró-menopatisa) caracterizados por irregularidades menstruais devidas à falta de ovulações.

Com a redução progressiva do funcionamento das glândulas que são conhecidas como ovários, deixa de haver produção das hormonas femininas, denominados estrogénios e deixa também de se efectuar a libertação mensal de óvulos. Assim, o organismo feminino adapta-se a um novo ambiente hormonal designado hipoestrogenismo que se caracteriza por uma descida acentuada dos níveis de estrogénio no corpo. Importa referir que esta situação pode ocorrer mesmo antes do período de menopausa, nos casos de aparecimento de doenças que também acarretam o hipoestrogenismo. Se, na fase da menopausa, houver uma redução rápida e intensa dos estrogénios, é natural que nestas mulheres com doenças haja uma exacerbação dos sintomas da menopausa, que necessitarão de tratamento específico, para alívio dos seus sintomas, ao contrário dos casos em que o hipoestrogenismo se vai instalando lenta e progressivamente (e para o qual o respectivo tratamento só é feito nos casos em que os seus médicos pretendem fazer a prevenção de doenças que surgirão anos mais tarde em consequência do hipoestrogenismo).

Se há várias décadas, as mulheres tinham uma esperança média de vida não muito elevada, com taxas de mortalidade acentuadas, a verdade é que, presentemente, se verifica a situação inversa, ou seja, assiste-se ao envelhecimento global da população, encontrando-se uma percentagem cada vez maior da população feminina em fase pós-menopausa. Actualmente, pode dizer-se que as mulheres viverão cerca de um terço da sua vida em pós-menopausa. Esta realidade faz toda a diferença, não apenas a nível fisiológico, onde os efeitos da privação das hormonas sexuais femininas sobre vários órgãos se fará sentir concretamente, mas também a nível psicológico, social e financeiro. A mulher deparar-se-á com novos problemas relativos a estas áreas, nomeadamente os riscos aumentados de doença cardiovascular, doença óssea e até doença psíquica. Como tal, afiguram-se de extrema importância todos os tratamentos de correcta compensação hormonal que permitirão dar "mais anos às suas vidas e mais vida aos seus anos".


Sintomas
Durante a fase pró-menopatisa os sintomas caracterizam-se por irregularidades menstruais devidas à falta de ovulações. As menstruações abundantes podem traduzir a presença de anomalias do útero e que constituem um risco para doenças graves se não forem corrigidas, quer do útero quer da mama. Já na pós-menopausa surgem outros sintomas devido à falta de hormonas femininas (por serem diferentes causam, por vezes, dificuldades de diagnóstico para quem não esteja familiarizado com este problema). São frequentes os afrontamentos, os calores súbitos, as dores de cabeça, as insónias, o humor depressivo, a irritabilidade, a secura da vagina, as dificuldades sexuais, a incontinência urinária, o aumento de peso, a modificação da pele e do cabelo, as dores ósseas e articulares. Há, ainda, tendência para o aumento de pressão arterial, para a subida de colesterol e, por vezes, para o aparecimento de dores pré-cordiais e alterações no electrocardiograma.

Sistematizando, são estes os sintomas e sinais mais comuns da menopausa:
- Paragem das menstruações
- Aumento de peso, modificação da pele e do cabelo, artralgias, dores ósseas
- Afrontamentos, calores súbitos, sudação, cefaleias (sintomas vasomotores)
- Humor depressivo, insónias, irritabilidade (sintomas psíquicos)
- Incontinência urinária, secura da vagina, dificuldades sexuais (sintomas urogenitais)
- Aumento da pressão arterial e do colesterol, pré-cordialgias, alterações no E.C.G. (sintomas cardiovasculares)

Como tal, sempre que não haja contra-indicação, deverá proceder-se à substituição hormonal. A partir da década de cinquenta, foi desenvolvida uma terapia de substituição hormonal (TSH), usando apenas estrogénios, ou com progesterona, para colmatar os efeitos da menopausa. A realização desta terapia, a longo prazo, tem sido associada ao aumento de incidência do cancro do útero e à formação de coágulos nos vasos sanguíneos, mas formulações recentes, que usam estrogénios naturais, não têm sido associadas a estes efeitos secundários. Sem uma terapia de substituição hormonal existe um aumento do risco de aparecimento da osteoporose (adelgaçamento e fragilização dos ossos), o que pode levar a fracturas ósseas, muitas vezes fatais no caso de mulheres de idade avançada.

Alerta-se para o facto de nunca se dever iniciar um tratamento sem que se conheçam os resultados de uma mamografia, de uma ecografia ginecológica, de análises bioquímicas, ou de uma citologia cervico-vaginal (Papanicolau).

Eis uma lista de exames a efectuar antes de iniciar a Terapêutica Hormonal de Substituição:
- Exame ginecológico com citologia cervico-vaginal (Papanicolau)
- Mamografia
- Ecografia ginecológica
- Perfil lipídico
- Densitometria

De salientar que existem situações em que os tratamentos de substituição hormonal são contra-indicados. É o caso da presença de cancro da mama e do útero (adenocarcinomas), dos sangramentos vaginais de causa desconhecida, dos acidentes trombo-embólicos, em fase aguda, das doenças graves do fígado, e dos nódulos da mama de natureza não esclarecida.


Tratamento
Cada caso tem de ser estudado criteriosamente, de modo a escolher-se o melhor tipo de hormonas a utilizar, a dose recomendada e a melhor via da sua administração. Durante o tratamento é indispensável verificar se se obtém a desejada eficácia clínica e se há normalização dos factores de risco ósseo e cardiovascular. Por isso, nas mulheres que possuem útero devem utilizar-se sempre as duas hormonas femininas: os estrogénios e a progesterona, administrados em combinação diária ou sequencialmente (no primeiro caso, não surgem sangramentos; no segundo, há "menstruações" mensais).
No caso das mulheres que já não possuem útero deverão utilizar-se apenas os estrogénios.
É necessário tomar o equivalente a 1 grama de cálcio por dia (contido em 1 litro de leite). É altamente recomendada a prática de exercício físico regular bem como uma alimentação equilibrada e com muitas fibras (vegetais, cereais). Saliente-se que o recurso a antidepressivos e tranquilizantes é muito raro, ainda que pareça ser muito indicado o seu uso.

As interessadas poderão ter Consultas de Menopausa um pouco por todo o País, nomeadamente:
- Hospital Garcia da Orta (Almada)
- Hospital Fernando Fonseca (Amadora)
- Hospital Distrito de Aveiro (Aveiro)
- Hospital Nossa Senhora do Rosário (Barreiro)
- Hospital de São Marcos (Braga)
- Hospital Distrito de Cascais (Cascais)
- Hospitais da Universidade de Coimbra (Coimbra)
- Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra)
- Hospital do Espírito Santo (Évora)
- Hospital Distrital de Faro (Faro)
- Hospital da Senhora da Oliveira (Guimarães)
- Hospital Sousa Martins (Guarda)
- Hospital D. Estefânia (Lisboa)
- Hospital Egas Moniz (Lisboa)
- Hospital de Santa Maria (Lisboa)
- Hospital São Francisco Xavier (Lisboa)
- Maternidade Alfredo Costa (Lisboa)
- Hospital de Ponta Delgada (Ponta Delgada)
- Hospital Dr. José Maria Grande (Portalegre)
- Hospital Hospital de São João (Porto)
- Hospital do Terço (Porto)
- Hospital Geral de Santo António (Porto)
- Hospital P. Hispano (Porto)
- Maternidade Júlio Dinis (Porto)
- Hospital de Santo Tirso (Santo Tirso)
- Hospital de Vila Nova de Gaia (Vila Nova de Gaia)
- Hospital São Teotónio (Viseu)


Curiosidade
O Dia Mundial da Menopausa é assinalado a 18 de Outubro.


Bibliografia:
http://www.spmenopausa.pt/
www.universal.pt

Período: Modos de agir

Algumas mulheres têm dores durante o período. Outras não sentem nada. Embora possa haver nisto uma componente psicológica, está provado clinicamente que o desconforto físico e as dores menstruais - que se designam por dismenorreia primária - têm uma origem fisiológica normal mais uma vez relacionada com hormonas: as prostaglandinas. Produzidas pelo próprio endométrio e aí acumuladas antes de se iniciar o período, vão sendo absorvidas pelos músculos uterinos que se contraem para expulsar o fluxo menstrual, provocando as tais sensações dolorosas, a nível do abdómen. O efeito das prostaglandinas no organismo pode, além destas contracções uterinas mais ou menos dolorosas, provocar nalgumas pessoas, diarreia, vómitos, dores de cabeça e mau estar geral.

A tensão pré-menstrual (designada TPM por muitos) refere-se a sensações de inchaço, de seios doridos, ao aparecimento de borbulhas, a irritabilidade, ansiedade e nervosismo que também algumas jovens e mulheres começam a ter cerca duma semana antes de se iniciar o período. Médicos e cientistas apontam como causa a variação nos níveis de estrogéneo e progesterona que acontecem nesta fase do ciclo.

Há contudo pessoas que podem ter dores provocadas por problemas ginecológicos – a chamada dismenorreia secundária - não sendo esta habitualmente a origem das que acontecem nas jovens.
Para aliviar este desconforto, existem várias alternativas:

Tomar um analgésico especifico para a dismenorreia. Não se deve tomar qualquer analgésico sem pedir conselho ao médico ou ao farmacêutico.

Fazer exercício físico, pois este ajuda à produção de endorfinas, neutralizador natural das dores.

Tomar um banho morno relaxante, ou colocar um saco de água quente na barriga, o qual ajuda ao relaxamento muscular.

Fazer uma auto-massagem suave no abdómen.

Comer menos sal e beber mais água, o que diminui a retenção de líquidos nos tecidos e o desagradável inchaço.

Procurar fazer uma vida normal, não (sobre)valorizando as dores e o desconforto.

Masturbação

A masturbação é o acto de acariciar, tocar e estimular partes do corpo, com o objectivo de proporcionar prazer. É um acto que pode ser praticado isoladamente ou pelo casal, uma vez que é considerada uma das melhores formas de auto-conhecimento sexual.
Quem pratica a masturbação consegue, assim, saber e conhecer melhor as zonas do seu corpo (erógenas) — para além das genitais —que lhe proporcionam maior prazer, podendo contribuir para uma vida sexual mais gratificante. Para além do toque aquando da masturbação, as fantasias sexuais individuais accionam a excitação e o prazer momentâneo.

A masturbação pode ser praticada por pessoas de ambos os sexos e não acontece apenas na adolescência. Faz parte da sexualidade humana, ao longo da vida, embora possa ser mais frequente nesta fase, que está associada à descoberta do corpo.

Não existe nenhum estudo científico que demonstre que a masturbação causa problemas de saúde ou alterações/reacções físicas, como o crescimento anormal de pêlos, impotência, aparecimento de borbulhas, perda da virgindade, aumento de peso ou, ainda, que cause infertilidade, entre outros.

As referências a estas alterações físicas hipoteticamente decorrentes da masturbação são consideradas pela comunidade médica como sendo mitos sociais sustentados pela ideia de que a actividade sexual do ser humano deve ter como objectivo final a reprodução, em detrimento do prazer físico e psicológico. Mas os mitos não passam disso mesmo.

É importante esclarecer que a masturbação não faz mal à saúde. É uma simples e natural prática sexual, em que se explora e descobre o próprio corpo em busca de prazer. Só poderá ser considerada prejudicial quando altera a rotina diária do indivíduo, em que este se refugia na masturbação, evitando sociabilizar, por pensar que é mais fácil e simples do que procurar a companhia e o relacionamento com outras pessoas. Nesta perspectiva, é importante gostarmos do que vemos quando nos olhamos ao espelho e a masturbação faz parte dessa descoberta, de nós próprios e dos outros.
Segundo a Declaração dos Direitos Sexuais, “a sexualidade é uma parte integral da personalidade de todo o ser humano. O desenvolvimento total depende da satisfação de necessidades humanas básicas, tais como desejo de contacto, intimidade, expressão emocional, prazer, carinho e amor”.

Andropausa

Durante a andropausa regista-se no homem uma descida nos níveis de testoterona (hormona sexual masculina, segregada pelos testículos), à semelhança do que sucede com a descida dos níveis de estrogénios (hormonas sexuais femininas produzidas nos ovários) da mulher durante a menopausa.

No entanto, se na mulher este ciclo é marcado pelo fim da menstruação, no homem não existe um marco claro que assinale a transição. As mudanças ao nível físico ocorrem gradualmente e podem ser acompanhadas por mudanças na atitude e na disposição, fadiga, bem como perda de energia, de desejo sexual e de agilidade física.

Com a diminuição da testosterona diminuem também as acções que a hormona exerce sobre os tecidos do corpo, em especial nos órgão genitais e a nível cerebral, o que se reflecte a nível psicológico e corporal. A acção da hormona influencia também a densidade capilar, a massa gorda, as células sanguíneas e os ossos.

A investigação tem demonstrado que a diminuição da testosterona está relacionada com problemas como as doenças do coração e a fragilidade dos ossos (a osteoporose, cujo aparecimento também se realaciona com outros factores como a falta de actividade física e o alcoolismo). Estas mudanças ocorrem numa fase da vida em que se questionam as realizações pessoais, familiares, profissionais - e até o "sentido da vida" -, pelo que é difícil avaliar se as mudanças que ocorrem estão relacionadas com a andropausa ou com outas variáveis.

A diminuição da testosterona com a idade é , nos homens, parte do processo de envelhecimento, pelo que existe alguma resistência em identificar a andropausa como um período "real" ou uma condição específica.
A diminuição gradual de hormonas masculinas no homem faz com que alguns especialistas prefiram a utilização da designação hipogonadismo de início tardio, uma das mais usadas, a par com "andropausa".

Regra geral, os sintomas começam a surgir a partir dos quarenta anos, prolongando-se nas décadas seguintes, embora seja difícil de estabelecer uma idade para o seu aparecimento. Refira-se ainda que em cada indivíduo as mudanças podem ser diferentes (muitos homens não admitem sequer que existem mudanças). Além de os sintomas serem vagos e de diferirem de homem para homem, os testes que avaliam a disponibilidade da testosterona são recentes, o que, no passado recente, contribuiu para que este problema fosse pouco diagnosticado e tratado.

O nível de testosterona só é considerado baixo em relação à gama de valores normais em cerca de 13% dos casos. No entanto, análises de sangue mais detalhadas e recentes mostram que a disponibilidade da testosterona decresce em 74% dos casos. A terapia passa por uma reposição dos níveis de testosterona.

A investigação tem vindo a relacionar a deficiência de testosterona com algumas outras doenças, entre as quais a disfunção eréctil, a doença de Alzheimer e a síndroma metabólica (que atinge sobre tudo os homens com mais de quarenta anos e está relacionada com dietas hipercalóricas, obesidade e sedentarismo, caracterizando-se por uma associação de factores de risco para, entre outros, as doenças cardiovasculares ou a diabetes).

Os avanços nos meios de diagnóstico e o aumento da esperança média de vida têm contribuído para uma nova abordagem desta fase tão importante na vida dos homens.

Lendas em torno da pílula


Esquecer-se de tomar a pílula
Se se esquecer de tomar a pílula, siga este procedimento:
Se passaram menos de 12 horas desde a hora em que deveria ter tomado a pílula, tome a pílula de que se esqueceu e tome a pílula seguinte na hora habitual. Não importa se tomar duas pílulas no mesmo dia. E é tudo.
Se já passaram mais de 12 horas desde a hora em que deveria ter tomado a pílula, tome a pílula que “falhou” assim que se apercebe do esquecimento e a próxima à hora prevista. No entanto, deve utilizar outros métodos contraceptivos (como o preservativo durante a semana seguinte).
Se já passaram mais de 24 horas, então deve deitar fora a pílula que esqueceu e também tomar precauções adicionais como, por exemplo, o uso do preservativo durante os próximos sete dias.
Se o esquecimento aconteceu quando já faltavam menos de sete pílulas para acabar a carteira, não faça a pausa habitual dos sete dias e comece uma nova carteira assim que terminar a actual.
Não se preocupe se nesse mês a menstruação não aparecer.

Nota: O risco de engravidar será maior quando as pílulas esquecidas são as do princípio e do fim da carteira. O que não é “desculpa” para ignorar descansadamente as pílulas “do meio”…


Fazer uma pausa e não tomar a pílula
Há alguns anos atrás recomendava-se um período de pausa na tomada da pílula, um procedimento que visava minorar os eventuais efeitos secundários desta. O facto é que, nessa altura, as doses de hormonas que a pílula continha eram relativamente elevadas e não havia estudos (que actualmente já estão publicados) sobre os eventuais efeitos da ingestão da pílula durante longos períodos de tempo.

Actualmente as pílulas têm uma dosagem muito mais baixa, pelo que não é recomendado um período de pausa às mulheres que a tomam excepto, claro, se estas quiserem engravidar ou houver alguma indicação específica por parte do médico assistente.


Os antibióticos anulam o efeito da pílula?
Efectivamente alguns antibióticos reduzem a eficácia da pílula. Outros, com princípios activos como a penicilina ou algumas tetraciclinas, por exemplo, em determinadas circunstâncias, podem diminuir a eficácia da pílula.

Portanto, se tomar e pílula e lhe for receitado um antibiótico, fale com o médico sobre o assunto. Com muitos antibióticos não é possível prever com certeza essa redução de eficácia, pelo que será mais prudente recorrer também a outro método contraceptivo, como o preservativo.
Este segundo método contraceptivo deverá ser mantido até uma semana após a ter terminado a toma do medicamento. Não suspenda a toma da pílula.

Existem outros princípios activos que poderão diminuir a eficácia da pílula, pelo que, se estiver a tomar a pílula, deverá perguntar ao seu médico assistente se os medicamentos prescritos poderão reduzir o efeito da pílula.


A pílula engorda?
Não. Isso era antes. Ou seja, há alguns anos atrás, quando a pílula continha dosagens relativamente elevadas de hormonas registaram-se aumentos de peso. Esse aumento acontecia por duas razões: porque os estrogénios que compunham as pílulas combinadas podem provocar retenção de água (resultando num aumento de peso) e porque os progestagénios (outro componente da pílula) podem provocar um ligeiro aumento de apetite.
Actualmente são receitadas pílulas de baixa dosagem que não têm esse efeito secundário.

Folheto sobre Migrações Internacionais - Género e Saúde Sexual e Reprodutiva




Folheto sobre Jovens, Saúde Sexual e Reprodutiva e Desenvolvimento


Folheto sobre Igualdade de Género e Direitos das Mulheres


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ovulação e período

PERGUNTA:
O que é a ovulação? E porque é que temos o período???

RESPOSTA:
A ovulação é um processo no corpo feminino (das fêmeas dos mamíferos) em que este se prepara para a reprodução, que é uma das funções essenciais ao desenvolvimento da espécie (parece primário, mas o Homem É um animal).
O corpo da mulher prepara o ovo (óvulo) para ser fecundado pelo macho e para a consequente gravidez. O período ocorre se não há fecundação.
O corpo, ao preparar-se para formar uma nova vida, faz uma "cama" confortável, uma camada que reveste o útero e que estaria pronta para receber o óvulo fecundado. Quando o óvulo disponível não é fecundado por um espermatozóide, o corpo elimina essa "cama" - é o período - e começa depois a formar outra para o próximo óvulo resultante da ovulação seguinte. Se o óvulo for fecundado temo uma gravidez; caso não o seja, há um novo período.

Paixonetas

PERGUNTA:
É normal por volta dos 13/14 anos ter "paixonetas" por rapazes para aí 12 anos mais velhos ou professores?

RESPOSTA:
É pois! É tudo parte do crescimento e da procura de figuras que nos mostram mais maturidade e experiência do que os colegas da nossa idade.
Fica bem!

Pénis "tortos"?

PERGUNTA:
Tenho 1X anos e o meu pénis quando erecto, faz uma curvatura para baixo... Não sei se o comprimento tem a ver, mas mede 18,5cm. É normal? Que fazer para que seja direito?

RESPOSTA:
O teu pénis NÃO TEM NADA de anormal.
Todos (talvez 98%) os pénis masculinos têm uma ligeira inclinação que não afecta EM NADA a vida sexual e o desempenho sexual.

Período fértil - o que é?

PERGUNTA:
Já ouvi falar em período fértil mas ainda não consegui perceber o que é... Mas sei que é nesse período que se pode engravidar... Será que me poderiam explicar mais acerca deste assunto?

RESPOSTA:
Antes de mais explicações, uma certeza: NUNCA te fies nas conversas de "agora não se fica grávida" ou "agora é que se engravida". O corpo humano é muito especial, não há duas pessoas iguais e os acidentes acontecem. Pois... e quando menos se espera...

Mas há umas coisinhas que podes saber:
1 - O ciclo de ovulação dura cerca de 28 dias (com variações).
2 - O período fértil situa-se perto do 14.º dia do ciclo, sendo esse o "centro" de entre quatro a seis dias "perigosos".
3 - Nos restantes dias, corre-se menos perigo, mas... não há duas pessoas iguais.

Não tenhas relações sem preservativo ou sem protecção (preservativo masculino ou feminino, pílula, etc).
Não confies na sorte (nem nos métodos naturais). Os espermatozóides têm grande mobilidade e não perdem a oportunidade de cumprir A SUA missão...

Resumindo:
1 - Para não engravidar o mais seguro mesmo é o pénis não ter contacto com a vagina :)
2 - Havendo esse contacto, usem preservativo ou outros meios anticoncepcionais.

Piercings e coisas tais

PERGUNTA:
A minha melhor amiga fez um piercing no umbigo e está um bocado encarnado, apesar dela o limpar não sei quantas vezes ao dia com desinfectantes. Que fazer?

RESPOSTA:
O que pode ter acontecido à tua amiga é ela querer fazer um piercing mas o umbigo dela não ter gostado da ideia, e agora está inflamado, ou seja, está a querer rejeitar o que lhe foi feito.
De qualquer maneira, os umbigos são ?boa gente? e vai acalmar-se dentro de dias. Não convém exagerar na desinfecção ? basta lavar com água e sabão duas vezes ao dia e aplicar uma pomada ou líquido antisséptico. Se estiver a deitar um corrimento tipo pús, ou com mau cheiro ou dores fortes, poderá necessitar de um antibiótico e, em casos extremos, retirar o piercing. Espero que a tua amiga tenha tido o bom senso de fazer o piercing num sítio onde seja garantida a utilização de agulhas desinfectadas e em que as coisas sejam feitas como deve ser. Os "vãos de escada" são mais baratos, mas saem mais caros em termos de infecções, doenças que se podem apanhar, etc..

Pílula - começar a tomar

PERGUNTA
Agradecia que me esclerecessem a seguinte dúvida:
Quero tomar a pílula e não sei a quem e onde me dirigir. Poderei ir directamente à farmácia?
Quais as contra-indicações deste método? É 100% seguro no que toca à gravidez?

RESPOSTA
Antes de começar a tomar a pílula (ou a utilizar qualquer outro método anticonceptivo) deves ir a uma consulta de Planeamento Familiar ou consultar um(a) Ginecologista (algo que todas as mulheres devem fazer anualmente. Esta consulta é muito importante, pois:
- pode acontecer que - por qualquer razão - a pílula não seja o método mais aconselhado para ti;
- há muitos tipos de pílulas e há que escolher o tipo mais indicado para cada mulher.
As consultas de Planeamento Familiar são gratuitas e, regra geral, garantem o anonimato da paciente. Podes consultar os Endereços Úteis desta secção para angariar mais informação.

Sim, podes ir directamente à farmácia e comprar a marca que queres mas é aconselhável que faças o que acima sugerimos (sobretudo porque lá não pagas).

Contra-indicações existem várias (basta ler o papel que acompanha a embalagem) mas variam de mulher para mulher, havendo muitas que não sentem qualquer dos efeitos referidos. Mais uma vez, mais vale consultar um especialista para não cometer erros.

Quanto à eficácia, a pílula é considerada um dos métodos mais eficientes desde que as indicações sejam cumpridas (como sabes, ela deve ser tomada diariamente, com pontualidade). É ainda mais eficiente se usada em conjunto com outro método, como o preservativo masculino (que também protege face às doenças sexualmente transmissíveis).

Esperamos ter ajudado.
Fica bem! Pensa bem!

Pílula: Com ou sem preservativo

PERGUNTA:
Eu tomo a pílula mas nao uso preservativo. Mas será que faz mal se o meu namorado se "vier" para dentro de mim? Vou engravidar?

RESPOSTA:
Se tomares a pílula como é dito nas indicações, regularmente, sem falhar, é muito. muito, mas mesmo muito pouco provável que engravides.
O preservativo, no teu caso, protegeria contra as doenças sexualmente transmissíveis - tuas ou do teu parceiro -, se algum de vocês as tivesse.

Pílula: o que é uma "pílula fraca"?

PERGUNTA:
Olá. A minha namorada toma a pílula, mas a médica disse que era uma pilula FRACA... O que eu gostava de saber era em que sentido é que a pílula é fraca, ou seja, se posso ter relações sexuais com a minha namorada duas vezes por dia, todos os dias (por exemplo, claro) ou se é melhor eu usar preservativo, para ela não engravidar!!!


RESPOSTA:
A pílula é "fraca" porque contém uma quantidade baixa de estrogénios, o que não lhe retira eficácia. A protecção continua a existir.
As pílulas são receitadas segundo as características da mulher que as vai tomar, pelo médico, que é quem sabe do assunto.
Se a tua namorada toma a pílula como deve ser, sem falhas, a protecção é completa e diária, quer tenhas relações com ela nenhuma, uma, duas ou mais vezes por dia.

O preservativo protege de uma gravidez indesejada - tal como a pílula - mas soma-lhe a protecção contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Pílula: pode haver gravidez nos dias de interrupção?

PERGUNTA:
Eu tenho uma dúvida que me tem feito pensar muito.. é assim, eu estou a tomar a pilula e gostava de saber se estou protegida naqueles 7 dias de interrupção da mesma. Eu acho que não faz muito sentido estar protegida, visto que se não estou a tomar há ovulação, mas tenho dúvidas e posso não estar certa. Gostava que me dissessem então, se devo usar preservativo nesses 7 dias. Obrigado pela atenção; fico á espera de resposta.

RESPOSTA:
A pílula, se for tomada como indicado, protege sempre, mesmo nos dias de intervalo.
Os dias de pausa, para que saibas, geram um sangramento semelhante à menstruação, mas que de facto não o é. É causado pela interrupção da toma das hormonas, que é o que faz a pílula: ao aumentarem-se artificialmente os níveis de estrogénio, o corpo "pensa" que está grávido, por isso não há "outra" fecundação e não se engravida.

Lê a bula (o papelinho) que acompanha a embalagem e verás as tuas dúvidas esclarecidas.

Tudo de bom!

Prepúcio - o que é que acontece durante o acto sexual

PERGUNTA:
Estou perto de completar 16 anos e namoro há um ano e tal com uma rapariga com 17 anos. Temos equacionado a hipótese de virmos a ter a nossa 1.ª relação e sec alhar ainda não aconteceu por falta de um local propício e minimamente seguro em relação a "visitas inesperadas".
É algo que já podia ter acontecido há bastante tempo e apesar de ter muita vontade e de gostar imenso dela, não é algo que me preocupe pois um dia vai ser o primeiro e aposto que vai ser muito bom. A minha duvida prende-se com o seguinte: Eu não sou circuncisado, ou seja, a dita "pele do pénis" não vai completamente para trás, vai, talvez, até meio. A questão prende-se com o facto de tal coisa causar dor no momento do acto sexual. Já pensei em ir ao médico e tratar disso - acho que não é nada de mais - mas acabo sempre por não dar importância.
Após algumas relações essa pele rompe sem dor e facilita a relação ou será mesmo aconselhável ir a um médico para fazer a pequena cirugia? Agradecia que me esclarecessem sobre o assunto!

RESPOSTA:
Pelo que escreves lemos que és uma pessoa sensata e informada, excepto numa coisa: a pele do prepúcio deixa apenas e só a glande (a "cabeça" do pénis) a descoberto. Não vem "mais para trás", não vai "completamente para trás", como dizes.
Esse movimento em que a cabeça do pénis fica a descoberto é certamente "treinado" pelos rapazes, nem que seja só por questões de higiene do pénis...

Fica descansado que, quando iniciares a tua vida sexual vais verificar que a pele é puxada para trás "automaticamente" ao iniciar-se a penetração, mesmo que às vezes tenhas de dar uma ajudinha com a mão... Quanto à dor... pensamos que não terás.
Se usares preservativo (bom senso básico) terás de colocá-lo com o pénis em erecção antes da penetração e aí a pele também "vem para trás".

E que os dois tenham uma boa primeira vez, sem ansiedades, sem medos e protegidos de consequências indesejadas!

Posições

PERGUNTA:
Tenho um namorado e já começámos a nossa vida sexual... Mas ele queixa-se que é sempre da mesma maneira e que gostava de variar nas posições; então ele deu a ideia de ser eu a ficar por cima... Mas como sou um pouco inexperiente, não sei muito bem como o fazer nem como reagir! Será que me podem orientar? Agradeço muito...


RESPOSTA:
A vida sexual é feita de experiências e de tentativas para obter mais prazer. A única maneira de verem se outras posições vos agradam é... experimentarem-nas. Se não gostarem, abandonem-nas, se gostarem, continuem.
Não há receitas para estas coisas.
Só o treino e a experiência.

Preservativos que se rompem

PERGUNTA:
Quando o rapaz tira o preservativo, e o preservativo tiver rompido, como é que se vê?

RESPOSTA:
Tal como é dito, só se vê que está roto quando o rapaz tira o preservativo, porque sai esperma por um local errado, furado, roto, com um orifício ou... E basta olhar.

E atenção: ao contrário do que a malta (erradamente) pensa, é muito raro o preservativo romper.
O preservativo é 99,99% seguro se:
se colocar com o procedimento certo, com o pénis em erecção, desenrolando-o bem até à base do pénis;
se utilizar um preservativo dentro do prazo de validade;
não abrir se a embalagem com os dentes ou com um instrumento cortante;
se utilizar apenas uma vez e para o fim a que se destina.

Primeiro beijo

PERGUNTA:
Eu tenho um namorado, mas quando começámos, decidimos que ele esperaria até eu estar pronta para dar o 1.º beijo. Mas ele é mais velho e tem-me pressionado. O que faço?

RESPOSTA:
Não tens de ceder às pressões do teu namorado. Um beijo ou outra coisa que tem a ver com uma relação a dois deve respeitar os dois.
Se não estás preparada para beijar, espera.
Ele, se te ama, deve compreender e aceitar.

Descansa que quando te sentires preparada, não vais ter dúvidas.

Quando a 1.ª vez não corre como se espera

PERGUNTA
A minha dúvida é simples mas ao mesmo tempo complicada. Namoro e gosto mesmo muito do rapaz com quem namoro...sei que é com ele que quero perder a virgindade. Ele tem insistido muito.... e houve uma vez que eu deixei tudo acontecer... Quando chegou a altura da penetração ele não conseguiu... Será que foi por eu estar muito nervosa e ficar contraída? Ou isto não é normal?

RESPOSTA:
Acredita que o nervosismo pode mesmo atrapalhar tudo... Deves mesmo ter ficado contraída à conta da expectativa.
No entanto, só deves ter a tua primeira vez quando TU sentires que é a altura certa, não quando o namorado pede, mesmo que o adores.
É mau ter uma primeira experiência "menos boa" à conta de nos precipitarmos.

Algumas coisas IMPORTANTES:
1 - Não vás a correr "perder a virgindade". A "primeira vez" deve ser no momento que TU considerares "certo".
2 - Nunca tenhas a tua "primeira vez" tensa, com medo ou sem a certeza de quereres mesmo. Na dúvida, adia.
3 - Protege-te! (Protejam-se!) Ninguém quer as consequências de uma relação sexual desprotegida.
4 - Deixa as coisas acontecerem naturalmente. Se não for desta, é da próxima. Se não for bom, há-de ser melhor - também da primeira vez que se anda de bicicleta é normal cair (percebes?).
5 - Não tenhas altas expectativas (muito poucas vezes é como o que nos mostram nos filmes ou como o pessoal se gaba que "foi")...

Quistos e obesidade

PERGUNTA:
Olá. Tenho uma doença chamada "síndroma dos ovários poliquísticos" e acho-me gordíssima. Faço dieta, vou ao ginásio, mas parece que isto faz que anda mas não anda e o espelho não me dá resultados nenhuns. Nem a balança. Que fazer? E ainda por cima ando sempre cheia de fome...

RESPOSTA:
Viva, Sónia. Sabes que Sónia quer dizer "sabedoria" em russo? É o mesmo que "Sofia", que vem do grego... bom, mas se calhar, dado que o teu nome representa a sabedoria, já sabes que uma em cada cinco mulheres tem quistos nos ovários, embora muito poucas destas tenham sintomas e sinais, do que tu, muito apropriadamente chamas "síndroma dos ovários poliquísticos", e que está associada a uma perturbação hormonal que leva a que os períodos menstruais sejam irregulares, que se tenha excesso de peso e acne, e muitos pelos na cara (o que nós, médicos, chamamos "hirsutismo"). Há teorias que dizem que manter o peso adequado ajuda a reduzir os outros sintomas, pelo que vale a pena seguires os conselhos de uma dietista e tomares algum cuidado, sem exageros, claro. Já discutiste este assunto com o teu médico?