sexta-feira, 31 de julho de 2015

Powerpoint - Paisagens Magmáticas


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Manual - Alcipe para o atendimento de mulheres vítimas de violência - parte I - Compreender


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Notícia - Mar virou deserto

O Mar de Aral, considerado o maior lago da Euroásia depois do Cáspio, deixou de existir como unidade geográfica. Quarenta anos de má gestão humana bastaram para reduzir a um terço o seu tamanho, e só um milagre o salvará da dessecação total.



É hoje uma das mais espectaculares regiões do Mundo, não só pelas surrealistas paisagens que ali se descobre, com inúmeros barcos de pesca encalhados num mar de sal e de areia, quando ainda há vinte anos navegavam em águas profundas, mas sobretudo porque nunca se tinha dado oportunidade ao homem de observar com uma tal rapidez o resultado das suas acções e da degradação do meio ambiente daí resultante.

A causa do que alguns especialistas consideram uma das maiores catástrofes ecológicas dos últimos anos é clara: um brutal plano de regadio para as plantações de algodão em 7,5 milhões de hectares desenvolvido pela antiga URSS entre os anos 70 e 80 do século passado.

Nos seus tempos áureos, este mar interior da Ásia central era o quarto maior lago do Planeta e a sua actividade pesqueira dava emprego a 60 mil pessoas nos anos 50 – dali retiravam cerca de 50 mil toneladas de peixe por ano. Agora, as capturas estão reduzidas a zero, o limite das águas retrocedeu 100 quilómetros e o seu volume total ficou reduzido a uma quarta parte do que foi.

A tragédia do Mar de Aral tem sido tema de conferências internacionais patrocinadas pela ONU, nas quais os especialistas se concentraram mais no problema de salvar a zona envolvente do que tratar de dar nova vida ao mar, tarefa considerada praticamente impossível.

Não é só a perda do Aral, como também as consequências que uma mudança tão radical do ecossistema impôs à zona envolvente, e que agora se estão a notar com toda a dureza. Por causa da drástica redução do volume, a salinidade das águas triplicou e a superfície antes coberta por água está agora convertida num imenso deserto.

Para milhões de pessoas que vivem nas suas margens, a situação é dramática: doenças congénitas, cancro e malformações, e um alarmante aumento da mortalidade infantil.

CURIOSIDADES

A ENCOLHER

O Mar de Aral vai continuar a encolher nas próximas décadas. A sua superfície é um terço da que se verificava em 1960.

SALINIDADE

A salinidade atingiu os 35 gramas por litro, quando há quarenta anos era de dez gramas por litro.

DOIS LAGOS

O mar está agora dividido em dois lagos. Foi construído um dique para separar completamente as duas partes.

PÓ VEVENOSO

O vento recolhe, anualmente, entre 40 e 150 toneladas de uma mistura tóxica de pó, deixando improdutivo o solo agrícola envolvente ao mar.

RECUO

Os antigos portos pesqueiros encontram-se agora a mais de cem quilómetros das suas águas.

Mário Gil

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Manual - Apoio à Prática


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2ºAno - Estudo do Meio - Ficha de Trabalho - Ementa


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Vídeo - Densidade

Vídeo - Aprendam a fazer contas de multiplicar!

Manual - Computador


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terça-feira, 28 de julho de 2015

Legislação - Despacho Normativo n.º 50/2005


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Vídeo - Santo Agostinho 1

2ºAno - Estudo do Meio - Ficha de Trabalho - Alimentação


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Vídeo - Tabela Periódica dos Elementos

Vídeo - Hora do Banho na Creche

Vídeo - Carlota Joaquina - Princesa do Brasil

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Notícia - A Atmosfera

A atmosfera:
  
Ao longo da história e formação do nosso planeta, a atmosfera já sofreu diversas mudanças. Poder-se-á dizer que estamos na 3ª fase da atmosfera, o que significa que já houve antes 2 fases em que a atmosfera era completamente diferente da actual, tendo na sua composição uma mistura de gases que era mortífera para a actual vida terrestre.
A composição actual da atmosfera terrestre, pelo menos nos primeiros 100 km de altitude, é a seguinte:

Azoto (Na)
78.08%
Oxigénio (O)20.94%
Árgon (Ar)0.93%
Vapor de água (H2O)0 a 4 %
Dióxido de carbono (CO2)325 ppm  ppm = partes por milhão, ou seja, em cada 1 000 000 existem "x"
Neón (Ne)18 ppm        é quase como a percentagem, mas em vez de ser "por 100"
Hélio (He5 ppm        é por 1 000 000
Criptón (Kr)1 ppm
Hidrogénio (H)0.5 ppm
Ozono (O3)0 a 12 ppm

Além destes gases, ainda existem outras substâncias em suspensão: fumos, pólens, cinzas, poeiras, sais, microrganismos....

Daqueles gases todos, os mais importantes (para já) são os dois primeiros: o Azoto e o Oxigénio, e como se pode verificar, ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, o elemento mais abundante na atmosfera, no ar que respiramos, é o azoto e não o oxigénio.

Existem várias maneiras de estudar e fazer uma divisão em camadas, da atmosfera: podemos fazê-lo tendo em conta a composição química; tendo em conta a ionização das partículas; e a mais simples e conhecida é a que tem por base a variação da temperatura.

A imagem ao lado, mostra a divisão da atmosfera, tendo por base a variação da temperatura. Comecemos por identificar na imagem elementos importantes para a sua interpretação:- no eixo da esquerda está representada a altitude (em km).
- no eixo horizontal (das abcissas - em baixo), está representada a temperatura e, essa recta está situada a 0 metros de altitude.
- uma curva em linha cheia (sem estar tracejada) indica a variação da pressão atmosférica.
- a tracejado, estão representados os limites das diferentes camadas e a curva (em "ziguezague") da variação da temperatura.
Postas estas explicações, podemos partir para a análise da figura:

  1. Verifica-se que está dividida em em quatro camadas, que são aTroposfera, a Estratosfera, a Mesosfera e a Termosfera.
  2. A separar estas camadas (e representadas por um tracejado) estão a Tropopausa (entre a troposfera e a estratosfera), a Estratopausa (entre a estratosfera e a mesosfera), e a Mesopausa (entre a mesosfera e a termosfera).
  3. Verifica-se, pela linha a tracejado e em "ziguezague" (a linha da variação da temperatura), que a temperatura, em cada camada, tem "tendências" diferentes. Assim, Observa-se que na Troposfera a temperatura diminui conforme a altitude vai aumentando (repara-se que a 0 metros de altitude a temperatura é superior a 0oC e no limite superior da troposfera, - a tropopausa, a aproximadamente 12 km de altitude- a temperatura é cerca de 50oC negativos). Na estratosfera a temperatura volta a aumentar, atingindo no seu limite - a estratopausa - um valor próximo dos 0oC.  Na Mesosfera a temperatura continua a

aumentar, mas depois ao atingir uma área conhecida por "camada quente" ela começa outra vez a diminuir. Na termosfera, a temperatura torna a aumentar.
  1. Ao observar a linha da pressão atmosférica (linha a cheio), verifica-se também que a pressão diminui com a altitude.
A camada que mais interessa estudar (por agora) é a TROPOSFERA, que é a camada inferior da atmosfera, a que está em contacto com a superfície da Terra e é nela que acontecem os mais importantes fenómenos meteorológicos (chuva, trovoadas, relâmpagos, arco-íris, nuvens, ventos, etc...), e onde existe uma mistura de gases ideais para a vida terrestre. Também é a camada mais agitada.
Como se verificou, na troposfera a temperatura diminui com a altitude. A temperatura diminui em média, cerca de 6oC por cada 1000 metros, ou seja se ao nível do mar (0 metros) a temperatura for, por exemplo, 18oC, e começarmos a subir uma montanha ali pertinho do mar, se essa montanha tiver 1000 metros, isso significa que no cimo da montanha estarão aproximadamente 12oC (18oC-6oC=12oC).
É na Troposfera que a composição do ar é mais constante: azoto, oxigénio, dióxido de carbono e vapor de água, permitindo assim um ar respirável pelos seres vivos. Contudo, por ser nesta camada que existe a vida, é também esta camada que está mais sujeita à poluição e é assim também, a camada mais suja, principalmente nos primeiros 3000 metros de altitude.

Finalmente, e também já observado na figura, é de realçar e não esquecer que na troposfera a temperatura diminui com a altitude.
         


Índicepágina inicial
Circulação geral da atmosfera

















Índice
página inicial

Introdução:

O existência de ar é, para todos nós, um aspecto tão vulgar que nos passa despercebido. No entanto, o ar, é algo material. Quase ninguém se apercebe que (ao nível do mar - 0 metros), a atmosfera exerce uma pressão de aproximadamente 1 kg por cada centímetro quadrado. É a este "peso", a esta "força", que se dá o nome de pressão atmosférica.
   Qualquer instrumento utilizado para medir a pressão atmosférica chama-se barómetro.
Umas das primeiras experiências com barómetros, foi realizada por Torricelli (físico italiano - 1643).  A experiência dele consistia no seguinte:

Encheu-se de mercúrio (completamente), um tubo de vidro com 1 metro de comprimento. Esse tubo apenas estava aberto numa extremidade. Em seguida colocou-se esse tubo numa tina (vazia) e, verificou-se que havia mercúrio que saia do tubo para a tina, mas só até determinada quantidade... ou seja, parte do mercúrio do tubo passava para a tina, ficando o tubo com apenas 76 cm de mercúrio (ou 760 milímetros). Também se verificava que havia dias em que havia um pouco menos de mercúrio no tubo, e noutros dias parecia que o mercúrio voltava a subir para o tubo. A explicação é, que existe uma força que actua sobre o mercúrio que fica na tina, que impede que o resto do mercúrio que está no tubo saia....essa força é a pressão atmosférica e convencionou-se, desde essa data, que a pressão atmosférica normal é de 760 milímetros de mercúrio(760 mm/Hg)Mais recentemente, meteorologistas, imaginaram uma coluna, com 1 cm2 que fosse desde o nível médio das águas do mar (0 metros) até ao limite da troposfera (a tropopausa), e através de cálculos, chegaram à conclusão que o ar contido nessa coluna pesaria cerca de 1 kg.
A pressão mede-se em bar (1bar é aproximadamente igual a 1 kg), mas como a pressão sofre mudanças muito ligeiras, é mais fácil usar a milésima parte do bar - o milibar (mb). Por isso, é que os instrumentos usados para medir a pressão se chamam barómetros.
Mais recentemente, em homenagem a um matemático e grande estudioso dos fenómenos da pressão - Pascal - resolveu-se usar o nome deste cientista como unidade de pressão.
Nestas novas unidades a pressão normal é de 1013
Assim, as unidades que são mais usadas actualmente para a medição da pressão são:- mb (milibares) sendo a pressão normal nesta unidade, de 1013 mb
- hPa (hectoPascal) sendo a pressão normal nesta unidade, de 1013 hPa
- e, cada vez menos utilizado, os mm/Hg (milímetros de mercúrio) sendo o valor da pressão normal nesta unidade, de 760 mm/Hg

Na superfície terrestre (mesmo nos mares) existem muitas estações meteorológicas que registam os vários elementos climáticos, entre eles a pressão atmosférica. Esses valores são depois assinalados em mapas. No que respeita à pressão, unem-se depois esses valores, de modo a fazer passar linhas por locais que têm os mesmos valores de pressão. A essas linhas chamam-se isóbaras e são linhas que unem pontos de igual valor de pressão. Dum modo geral, essas linhas, depois de traçadas, parecem-se com círculos.
Sempre que a pressão é superior a 1013 mb, diz-se que é centro de altas pressões ou anticicloneOs anticiclone representam-se com a letra A (como na figura acima), ou com o sinal + (por ser maior que o normal), ou apenas pelo valor da pressão, por exemplo 1020.Quando a pressão é inferior a 1013, diz-se que é um centro de baixas pressões, ou ciclones, ou depressõesRepresentam-se com a letra BD, com o sinal  , ou apenas com o valor (por exemplo 990).
O vento não é mais do que ar em movimento. O ar desloca-se entre os centros de pressão, numa tentativa de equilibrar as coisas entre as altas e as baixas pressões.

A fixar -->
Há na Natureza algumas "regras" que convém fixar. Assim, em relação às pressões:


marcaOs ventos sopram sempre das altas para as baixas pressões.
marca
Ao deslocarem-se (das altas para as baixas pressões), os ventos são desviados da sua trajectória. Chama-se a este desvio oEfeito de Coriólis. Se os ventos se deslocarem no hemisfério Norte, sofrem um desvio para a direita. Se os ventos se deslocarem no hemisfério Sul, sofrem um desvio para a esquerda.
marcanas altas pressões, os ventos são descendentes e divergentes (descem e afastam-se)
marcaNas baixas pressões os ventos são convergentes e ascendentes (aproximam-se e sobem).
Como se pode ver pela imagem ao lado, estas "regras" estão lá assinaladas. A imagem corresponde a centros de pressão no hemisfério Norte. No anticiclone podemos observar que os ventos (a vermelho em baixo e a vermelho e azul em cima) são descendentes e divergentes, ao contrário do que se passa nas depressões (imagens da esquerda). Nas imagens de baixo observa-se que os ventos saem das altas pressões e "entram" nas baixas pressões. também se observa que os ventos estão a sofrer um desvio para a direita, quer no anticiclone, quer na depressão.

Os centros pressionários encontram-se distribuídos pelo planeta, mais ou menos como uma "sandwich".... no centro (equador) estão baixas pressões, depois, quer para norte, quer para sul, a seguir às baixas pressões, encontram-se altas pressões, a seguir, baixas pressões novamente, e nas áreas polares estão altas pressões.Nas imagens à esquerda e em baixo,  podem-se observar como se efectua a distribuição das pressões, bem como os principais ventos delas resultantes.
Os alísios, que sopram das altas pressões subtropicais para as baixas pressões equatoriais, são talvez os mais importantes pela sua força e constância.
Na imagem da esquerda pode-se observar no Atlântico Norte, a "nossa" alta pressão.... o anticiclone dos Açores.

Notícia - Mutualismo, cooperação ou oportunismo?

Organismos de grupos muito distintos estabelecem por vezes relações complexas entre si, nalguns casos de total interdependência. As formas de cooperação, pelo menos aparente, são dos resultados mais fascinantes da evolução da vida.

No mundo natural, quase todos os seres vivem embrenhados numa complexa teia de relações que se estabelecem entre representantes dos diferentes grupos taxonómicos. As relações de predador-presa, herbívoro-planta e de parasita-hospedeiro, são um exemplo disso mesmo. Em todos estes casos, há uma característica em comum: entre os parceiros destas relações existe uma pressão selectiva comum, mas em sentidos opostos. Ou seja, à pressão imposta pelos predadores, herbívoros e parasitas, sobre as presas, as plantas e os hospedeiros, estes últimos respondem com uma contra adaptação para evitar a pressão.

Pelo contrário, no caso das relações mutualísticas, ambos os parceiros beneficiam das pressões selectivas recíprocas, através de um processo que se designa por co-evolução. O que na prática quer dizer que se ajudam mutuamente. Dentro do mutualismo existem muitas modalidades diferentes, mas o factor comum que conduziu os diferentes organismos a evoluir neste sentido permanece ainda por explicar. Na verdade, verifica-se que muitas relações mutualísticas são mais explorações recíprocas, do que esforços cooperativos entre indivíduos.

Em todo o caso, este tipo de relação atrai de forma particular a atenção dos humanos, que facilmente encontram aqui uma analogia com sentimentos como a amizade ou o altruísmo. Mesmo assim se nos debruçarmos mais profundamente sobre o paralelo, as conclusões sobre o porquê da amizade poderiam ser também algo desconcertantes: será que amizade é motivada por questões de altruísmo ou de egoísmo? Afinal, se calhar até as próprias relações entre as pessoas se podem arrumar, pelo menos de forma metafórica, dentro das categorias: predação, parasitismo e mutualismo…

O mutualismo pode, ser ou não simbiótico e pode ser facultativo ou obrigatório. O mutualismo simbiótico, ou simplesmente simbiose, é aquele em que ambos os organismos vivem juntos numa associação física muito próxima e em que pelo menos um deles não poderia viver independente do outro. A simbiose é por isso sempre um caso de mutualismo obrigatório.

Na verdade, apesar das relações de simbiose existirem um pouco por todo o lado, na sua maioria não são nada óbvias, e muitas vezes utiliza-se essa designação (simbiose) de forma abusiva para outros tipos de mutualismo. As relações entre organismos simbiontes são por vezes tão profundas que chega a ser difícil distingui-los. Um exemplo disso é uma associação de algas e fungos que constitui os líquenes. Também no coral, os Celenterados associam-se a algas que lhes fornecem mais de 80% da energia de que necessitam, em troca da retenção de nutrientes essenciais que provêm da sua habilidade em capturar o zooplancton em suspensão no Oceano. Nas raízes de muitas plantas, que vivem em solos pobres, estabelecem-se relações simbióticas com fungos, que em troca da energia fotossintética fornecida pelas plantas fornecem nutrientes minerais que captam do solo.

O mutualismo obrigatório não simbiótico é um tipo de mutualismo mais frequente do que o anterior. Neste caso, os intervenientes dependem um do outro para sobreviver mas não vivem fisicamente tão próximos. A polinização de flores e a dispersão de sementes está em alguns casos absolutamente dependente de um agente, que pode ser um insecto, uma ave, ou outro animal, que dependa desse recurso, néctar, pólen ou fruto, para sobreviver. Também algumas espécies de formigas vivem dentro dos troncos de árvores, que para alem de abrigo, lhes fornecem alimento através de substâncias açucarinas que segregam, em troca de protecção contra insectos desfolhadores. Também as térmitas da savana africana criam fungos dentro dos seus ninhos, que lá encontram as características indispensáveis para se desenvolverem e que lhes degradam parcialmente o alimento.

O mutualismo facultativo ou oportunista não só é o mais frequente, como provavelmente o mais visível de todos os tipos de mutualismo, já que opera em maior escala ao nível dos animais vertebrados.

Para muitas plantas, apesar de não ser a única forma de se reproduzirem, a ajuda prestada por alguns animais torna-se preciosa e em troca fornecem-lhes alimento. Noutros casos, como em alguma orquídeas de florestas tropicais, as flores não fornecem qualquer alimento aos machos das abelhas que as polinizam. Em vez disso, os machos encontram no interior das flores fragrâncias segregadas por células específicas, que utilizam para desenvolver as suas próprias feromonas para atrair as fêmeas. Como essas abelhas visitam orquídeas de diferentes espécies, estas estão adaptadas de forma a que o pólen se deposite numa parte específica do corpo da abelha, de forma a esta poder visitar muitas outras flores sem que o pólen se perca e para, quando vários dias ou semanas mais tarde entrar uma flor da mesma espécie, poder cumprir o seu papel.

Ao nível da dispersão das sementes, as relações mutualísticas entre animais e plantas desempenham também um papel preponderante. Muitas espécies de plantas evoluíram no sentido de produzirem frutos com cores coloridas, odor intenso e um valor nutritivo elevado. Dentro destes frutos existem sementes pequenas, que podem atravessar o tubo digestivo dos animais sem se degradarem. Desta forma, essas plantas convidam diferentes animais a ingerirem os seus frutos e sementes, por forma a excretarem mais tarde as sementes num outro local.

Para além das relações entre animais e plantas, mais raramente também se estabelecem relações entre animais, como algumas aves que catam parasitas em cima de grandes mamíferos. Um outro caso muito curioso disso mesmo, é a cooperação entre uma ave da mesma Ordem dos pica-paus, o Indicador e uma espécie de texugo que habita em África. Estas aves têm a capacidade de encontrar colmeias de abelhas, mas dificilmente consegue extrai-las das cavidades em que se encontram. Por isso, atraem um texugo que com as suas garras afiadas consegue fazer o trabalho. O texugo come o mel e o Indicador ingere as larvas e a cera de que é feito o ninho. Curiosamente, a capacidade para digerir a cera depende, também ela, da existência de bactérias simbiontes no intestino da ave, que lhe fornecem as enzimas necessárias para a digestão. Na ausência de texugos, os indicadores estabelecem esta relação com humanos que também procuram o mel.

O limite entre as relações mutualísticas e outras de outro tipo nem sempre é claro. Será que os tubarões beneficiam de alguma forma da presença das rémoras que os seguem para ingerir os restos de alimento por si deixados? Se lhes fosse absolutamente indiferente seria uma relação de comensalismo. Mas em alguns casos, as fronteiras são tão ténues que pode mesmo ser difícil de distinguir algumas formas de parasitismo de outras de mutualismo. De certa forma, o mutualismo é por vezes um caso de parasitismo recíproco.

A complexidade das relações entre os diferentes seres vivos faz com que, apesar de muito se investigar nesta área da ecologia, como nas demais ciências, o aprofundar dos conhecimentos conduza a um refinar de conceitos que mesmo assim ficarão sempre aquém da complexidade da realidade.


Alexandre Vaz

Manual - Orientações para o combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes


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domingo, 26 de julho de 2015

Legislação - Declaração de Salamanca - Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais

Reafirmando o direito à educação de todos  os indivíduos, tal como está inscrito na Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, e renovando a garantia dada pela comunidade mundial na Conferência Mundial sobre a Educação para Todos de 1990 de assegurar esse direito, independentemente das diferenças individuais.

Relembrando as diversas declarações da Nações Unidas que culminaram, em 1993, nas Normas das Nações Unidas sobre a Igualdade de Oportunidades para as Pessoas com Deficiência, as quais exortam os Estados a assegurar que a educação das pessoas com deficiência faça parte integrante do sistema educativo.

Notando com satisfação o envolvimento crescente dos governos, dos grupos de pressão, dos grupos comunitários e de pais, e, em particular, das organizações de pessoas com deficiência, na procura da promoção do acesso à educação para a maioria dos que apresentam necessidades especiais e que ainda não foram por ela abrangidos; e reconhecendo, como prova desde envolvimento, a participação activa dos representantes de alto nível de numerosos governos, de agências especializadas e de organizações intergovernamentais nesta Conferência Mundial.

1. - Nós delegados à Conferência Mundial sobre as Necessidades Educativas Especiais, representando noventa e dois países e vinte cinco organizações internacionais, reunidos aqui em Salamanca, Espanha, de 7 a 10 de Julho de 1994, reafirmamos, por este meio, o nosso compromisso em prol da Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e a urgência de garantir a educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educativas especiais no quadro do sistema regular de educação, e sancionamos, também por este meio, o Enquadramento da Acção na área das Necessidades Educativas Especiais, de modo a que os governos e as organizações sejam guiados pelo espírito das suas propostas e recomendações.

2. - Acreditamos e proclamamos que:
•cada criança tem o direito fundamental à educação e deve ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem,
•cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias,
•os sistemas de educação devem ser planeados e os programas educativos implementados tendo em vista a vasta diversidade destas características e necessidades,
•as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades,
•as escolas regulares, seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa óptima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo.

3. Apelamos a todos os governos e incitamo-los a:
•conceder a maior prioridade, através das medidas de política e através das medidas orçamentais, ao desenvolvimento dos respectivos sistemas educativos, de modo a que possam incluir todas as crianças, independentemente das diferenças ou dificuldades individuais,
•adoptar como matéria de lei ou como política o princípio da educação inclusiva, admitindo todas as criança nas escolas regulares, a não ser que haja razões que obriguem a proceder de outro modo,
•desenvolver projectos demonstrativos e encorajar o intercâmbio com países que têm experiência de escolas inclusivas,
•estabelecer mecanismos de planeamento, supervisão e avaliação educacional para crianças e adultos com necessidades educativas especiais, de modo descentralizado e participativo,
•encorajar e facilitar a participação dos pais, comunidades e organizações de pessoas com deficiência no planeamento e na tomada de decisões sobre os serviços na área das necessidades educativas especiais,
•investir um maior esforço na identificação e nas estratégias de intervenção precoce, assim como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva,
•garantir que, no contexto duma mudança sistémica, os programas de formação de professores, tanto a nível inicial com em serviço, incluam as respostas às necessidades educativas especiais nas escolas inclusivas.

4. Também apelamos para a comunidade internacional; apelamos em particular:

•aos governos com programas cooperativos internacionais e às agências financiadoras internacionais, especialmente os patrocinadores da Conferência Mundial de Educação para Todos, à Organização das Nações Unidas para a  Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), ao fundo das Nações Unidas para a Infância, (UNICEF), ao Programa de Desenvolvimento da Nações Unidas (PNUD), e ao Banco Mundial:
-a que sancionem a perspectiva da escolaridade inclusiva e apoiem o desenvolvimento da educação de alunos com necessidades especiais, como parte integrante de todos os programas educativos;

• às Nações Unidas e às suas agências especializadas, em particular à Organização Internacional do Trabalho (OIT), à Organização Mundial de Saúde (OMS), UNESCO e UNICEF:
-a que fortaleçam a sua cooperação técnica, assim como reenforcem a cooperação e trabalho, tendo em vista um apoio mais eficiente às respostas integradas e abertas às necessidades educativas especiais;

• às organizações não-governamentais envolvidas no planeamento dos países e na organização dos serviços:
-a que fortaleçam a sua colaboração com as entidades oficiais e que intensifiquem o seu crescente envolvimento no planeamento, implementação e avaliação das respostas inclusivas às necessidades educativas especiais;

• à UNESCO, enquanto agência das Nações Unidas para a Educação:
-a que assegure que a educação das pessoas com necessidades educativas especiais faça parte de cada discussão relacionada com a educação para todos, realizada nos diferentes fóruns;
-a que mobilize o apoio das organizações relacionadas com o ensino, de forma a promover a formação de professores, tendo em vista as respostas às necessidades educativas especiais;
-a que estimule a comunidade académica a fortalecer a investigação e o trabalho conjunto e a estabelecer centros regionais de informação e de documentação; igualdade, a que seja um ponto de encontro destas actividades e um motor de divulgação e do progresso atingido em cada país, no prosseguimento desta Declaração;
-a que mobilize fundos, no âmbito do próximo Plano a Médio Prazo (1996-2000), através da criação dum programa extensivo de apoio à escola inclusiva e de programas comunitários, os quais permitirão o lançamento de projectos-piloto que demonstrem e divulguem novas perspectivas e promovam o desenvolvimento de indicadores relativos às carências no sector das necessidades educativas especiais e aos serviços que a elas respondem.

5. Finalmente, expressamos o nosso caloroso reconhecimento ao Governo de Espanha e à UNESCO pela organização desta Conferência e solicitamo-los a que empreendam da Acção que a acompanha ao conhecimento da comunidade mundial, especialmente a fóruns tão importantes como a Conferência Mundial para o Desenvolvimento Social (Copenhaga, 1995) e a Conferência Mundial das Mulheres (Beijin, 1995).

Aprovado por aclamação, na cidade de Salamanca, Espanha, neste dia, 10 de Junho de 1994.

Vídeo - O Espírito Santo, de Roberto Benigni

Vídeo - Sofistas vs Filósofos

2ºAno - Estudo do Meio - Ficha de Trabalho - Horas


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Vídeo - INFOKIDS Informática Educacional

Vídeo - Organização da Tabela Periódica dos Elementos

sábado, 25 de julho de 2015

Notícia - Água do mar subterrânea está a fazer o gelo do Oeste da Antárctida derreter


Uma equipa de cientistas descobriu o que está a fazer com que o glaciar de Pine Island, na região Oeste da Antárctida, esteja a derreter tão rapidamente. Por baixo do glaciar existe a passagem subterrânea de água do mar, mais quente, que faz acelerar o movimento das massas de gelo para o mar. A descoberta é publicada hoje na Nature Geoscience.

A Antárctida é uma massa de gelo uniforme e branco que está por cima de terras recortadas formadas por muitas ilhas de diferentes tamanhos.

Estima-se que o derretimento do glaciar de Pine Island esteja a contribuir para dez por cento do aumento do nível médio do mar.

Os cientistas, utilizando uma sonda chamada Autosub verificaram que por baixo deste glaciar existe uma cordilheira aquática. Antigamente as massas de gelo estavam assentes nesta cordilheira que desacelerava o movimento do gelo para o mar. Há umas décadas, antes de 1970, o glaciar descolou-se da cordilheira, o que acelerou o movimento do gelo para o mar. Por outro lado, as águas marinhas entraram por dentro do continente, cobrindo uma área de mil quilómetros quadrados. Estas águas mais quentes aquecem o gelo e fazem derretê-lo.

“Este trabalho é vital para avaliar o risco de um potencial colapso dos glaciares da região Oeste da Antárctida”, disse Adrian Jenkins, o primeiro autor do artigo e investigador do British Antarctic Survey.

Notícia - Zebras têm riscas pretas e brancas para se protegerem de picadelas de insectos

Investigadores húngaros e suecos defendem que as zebras desenvolveram riscas pretas e brancas como estratégia para afastar os insectos que lhe sugam o sangue e transmitem doenças, revela um estudo publicado no Journal of Experimental Biology.

Descobrir por que razão as zebras têm riscas tem sido um mistério para a ciência. Uma equipa de investigadores defende nesta quinta-feira que este padrão é o menos atractivo para as vorazes moscas da família Tabanidae. As picadelas dolorosas destes insectos, que chegam a impedir as zebras de se alimentar, são responsáveis pela transmissão de várias doenças.

Num campo da Hungria rural, perto de Budapeste, a equipa de Susanne Åkesson, da Universidade de Lund, na Suécia, criou quatro modelos de cavalos, cada um pintado de castanho, preto, branco e com riscas pretas e brancas. “Pusemos uma cola especial nos modelos e depois contámos o número de moscas atraídas por cada um”, disse hoje Åkesson à BBC. O cartaz com riscas foi aquele que atraiu menos moscas.

Os investigadores baseiam o seu estudo na forma como a luz é reflectida nos animais e chega aos olhos dos insectos. De acordo com o húngaro Gábor Horváth - outro autor do estudo, da Universidade Eötvös -, as moscas são atraídas por ondas de luz plana, que viajam na horizontal, fazendo lembrar o movimento de uma serpente ondulante que se desloca rente ao solo. Isto acontece porque a luz é reflectida na água na horizontal e estes insectos são aquáticos. Estas moscas que tanto afligem as zebras usam esta preferência pelas ondas de luz polarizadas na horizontal para identificar zonas de água onde possam acasalar e pôr os ovos.

Nas zebras, as riscas são verticais e a luz é reflectida de maneira diferente. “Concluímos que as zebras desenvolveram uma pelagem com padrão de riscas finas para garantir que são o menos atractivas possível para as moscas da família Tabanidae”, escreve a equipa no site do Journal of Experimental Biology.

O biólogo evolutivo da Universidade de Manchester Matthew Cobb disse à BBC que a experiência é “rigorosa e fascinante”, mas não exclui outras hipóteses sobre a origem das riscas nas zebras. “Acima de tudo, para esta explicação ser verdadeira, os autores teriam de ter mostrado que as picadelas de mosca são uma verdadeira pressão evolutiva para as zebras, mas não para os cavalos e burros, já que nenhum deles tem riscas”, acrescentou.

“Eles reconhecem isso no seu estudo e o meu palpite é que não há uma explicação única e que são vários os factores envolvidos nas riscas das zebras”, acrescenta Cobb.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Notícia - Buraco na camada de ozono sobre a Antárctida atinge os níveis mais baixos desde 2005

Há já cinco anos que o buraco na camada de ozono sobre a Antárctida não era tão reduzido, informam hoje investigadores neozelandeses, com base em dados de satélite e medições a partir do solo.

O buraco na camada de ozono, uma “porta de entrada” para os raios ultravioletas que podem ser nocivos para a saúde e Ambiente, atingiu uma área máxima de 22 milhões de quilómetros quadrados este ano, comparada com os 24 milhões registados no ano passado, segundo os investigadores do Niwa, Instituto nacional neozelandês para a Investigação Atmosférica e da Água, sediado em Auckland.

O cientista do Niwa Stephen Wood disse ao jornal “New Zealand Herald” que se tem registado nos últimos anos uma tendência para a diminuição do buraco na camada de ozono. “Todos os anos assistimos a variações na dimensão do buraco de ozono, causadas por diferenças na temperatura e circulação atmosférica. Por isso, não podemos dizer com certeza que o buraco na camada de ozono está a melhorar, com base nas observações que fazemos por ano”, comentou. “Ainda assim, temos agora uma série de anos com buracos de ozono menos severos. Isso indica que podemos começar a ver uma recuperação”, disse Stephen Wood, citado por aquele jornal.

O buraco na camada de ozono sobre a Antárctida forma-se todos os anos em Agosto e Setembro e normalmente desaparece em Novembro ou Dezembro. A maior área alguma vez registada foi 29 milhões de quilómetros quadrados, no ano de 2000.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Notícia - Pinguim-rei morre mais e tem menos filhos por causa de marcadores metálicos

A identificação um indivíduo no meio de uma população de pinguins não é fácil. Uma das técnicas utilizadas é a utilização de marcadores em forma de banda que se colocam nas asas dos pinguins. Nas últimas décadas, vários estudos discutiam se esta abordagem causava algum mal às espécies, agora uma investigação de dez anos publicada na Nature mostra que os pinguins-rei com estes marcadores são mais susceptíveis e procriam menos. A banda metálica é utilizada para identificar os pinguins (DR) “O quadro é desambiguo”, disse à AFP Yvon Le Maho da Universidade de Estrasburgo, na França. “Entre os pinguins com bandas, os indivíduos menos adaptados morrem nos primeiros cinco anos do estudo, deixando vivos os super-atléticos. Nos outros cinco anos, a mortalidade é igual mas o sucesso reprodutivo dos pinguins com bandas foi de 39 por cento abaixo da média.” A equipa de investigação estudou uma população de pinguim-rei, Aptenodytes patagonicus, da ilha da Possessão, no arquipélago Crozet perto da Antárctida. Os investigadores escolheram cem indivíduos ao acaso e colocaram em 50 bandas metálicas à volta da asa, os outros 50 foram seguidos por radares que detectam implantes. O estudo decorreu entre 1998 e 2008. Durante os dez anos morreram mais 16 por cento de pinguins com os marcadores, a mortalidade foi concentrada na primeira metade da década. O que a equipa estima é que as bandas dificultam a movimentação na água, obrigando um esforço maior por parte dos pinguins e um maior gasto de energia. Isto faz com que estes indivíduos permaneçam mais dias no mar para caçar e cheguem a terra dias mais tarde, atrasando a reprodução e fazendo com que muitas vezes só tenham filhos no ano seguinte. Muitas vezes os pinguins servem para estudar o impacto das alterações climáticas no oceano, já que estão no topo da cadeia alimentar. À luz deste artigo, os estudos que tiram conclusões sobre este assunto utilizando populações de pinguins estudadas com marcadores podem ter que ser revistos, defende o artigo. “Durante o decurso do nosso estudo, quando a temperatura do mar era baixa e o alimento era abundante, não existia virtualmente nenhuma diferença entre aves com bandas e aves sem bandas”, disse Claire Saraux, colega de Yvon Le Maho. “No entanto, quando a temperatura aumenta e o alimento é menos abundante, os pinguins tem que nadar mais rápido, e os pinguins com banda permanecem mais tempo no mar à procura de alimento.”

Notícia - Fóssil pode ajudar a explicar a origem das pinças dos escorpiões

Cientistas da Universidade de Yale (EUA) e da Universidade de Berlim descobriram um fóssil com 390 milhões de anos que pode ajudar a compreender a evolução das pinças dianteiras do escorpião e do caranguejo-ferradura, refere um artigo científico publicado hoje pela revista “Science”.

O Schinderhannes bartelsi foi encontrado fossilizado numa ardósia extraída de uma mina perto da localidade de Bundenbach, na Alemanha. A zona, denominada Hunsrück Slates, é conhecida por ter fornecido ao mundo diversas pistas sobre a evolução dos artrópodes.

“O espécimen é o único exemplo conhecido desta invulgar criatura”, disse o investigador da Universidade de Yale, Derek Briggs, autor do artigo na prestigiada revista científica.

Com esta descoberta, os cientistas ficam mais próximos de perceber a origem das duplas quelíceras (apêndices articulados que estão ao lado da boca e servem para apanhar as presas) que se podem encontrar nas cabeças dos escorpiões e dos caranguejos-ferradura – animal no qual foi inspirado o desenho do Pavilhão Atlântico em Lisboa. Estas quelíceras podem ser equivalentes às encontradas em criaturas que supostamente se terão extinguido cem milhões anos antes do Schinderhannes bartelsi.

A secção da cabeça do fóssil tem grandes olhos salientes, uma abertura de boca circular e um par de apêndices cobertos de espinhos. O tronco é composto por 12 segmentos e o corpo termina numa cauda em forma de espigão. Entre a cabeça e o tronco existem duas extremidades triangulares, com a forma de asa – que supostamente ajudariam a criatura a nadar, da mesma forma como os pinguins fazem, refere Briggs. O Schinderhannes bartelsi mede cerca de 10 centímetros, ao contrário dos seus antepassados que quase atingiriam um metro de comprimento.

“Infelizmente a mina de onde foi retirado este fabuloso material está fechada por razões económicas, e assim os únicos especímes adicionais que vão aparecer estão já nas mãos de coleccionadores, que podem não estar devidamente preparados ou conscientes do que [os espécimes] representam”, lamentou Briggs.
Público

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