terça-feira, 31 de julho de 2018

Powerpoint - Sistemática dos Seres Vivos

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Caracol gigante é uma ameaça em Miami



As autoridades na região de Miami, no Sul da Florida, estão preocupadas com a infestação do caracol-gigante-africano que, nas próximas semanas, se vai tornar mais activo à medida que começa a estação das chuvas. O gastrópode, que pode alcançar o tamanho de uma ratazana e que devora todas as plantas que lhe aparecem à frente, chegou ao Estado norte-americano em Setembro de 2011.

Desde essa altura já foram apanhados 117.000 indivíduos. Por semana apanham-se mais de 1000 destes gastrópodes. “Eles são enormes, andam por aí, parecem que estão a olhar para as pessoas e a comunicar com elas, e as pessoas gostam disso”, explica Denise Feiber, porta-voz do Departamento para a Agricultura e para os Serviços dos Consumidores. “Mas as pessoas não se apercebem da devastação que esta criatura pode causar e libertam-nas num ambiente onde não têm inimigos naturais e prosperam”, diz, citada pela Reuters.

O caracol-gigante-africano, Achatina fulica, é original do Leste de África. Atinge os 18 centímetros de comprimento. Esta espécie é hermafrodita e cada indivíduo põe, em média, 1200 ovos por ano. A espécie já foi introduzida em locais tão diversos como a China ou o Brasil.

Nas próximas semanas os avistamentos destes caracóis vão tornar-se mais frequentes, à medida que os indivíduos vão saindo da terra onde estiveram em hibernação.

Esta não é a primeira vez que a Florida assiste a uma infestação da espécie. Em 1966, um rapaz trouxe de Miami três caracóis que, provavelmente, vieram no bolso do seu casaco. A avó do rapaz libertou os caracóis no seu jardim. Durante sete anos, a população cresceu, alcançando um efectivo de 17.000 caracóis. O Estado teve de gastar um milhão de dólares e demorou dez anos a erradicar a espécie.

O caracol também chegou a algumas ilhas da Caraíbas. Na ilha de Barbados, que está completamente infestada pelo gastrópode, a situação é tão grave que nas vias rápidas a carapaça do caracol fura pneus de carros que passam por cima. Por outro lado, o pavimento e as paredes estão preenchidos por baba e excremento do caracol. “Torna-se uma porcaria pegajosa”, descreve Denise Feiber.

As criaturas acabam por infestar as casas para se alimentarem de estuque e gesso e conseguirem assim obter o cálcio necessário para a carapaça. O caracol também é um hospedeiro de um verme que pode causar meningite nas pessoas, embora a doença ainda não tenha sido detectada nos Estados Unidos.

Não há certezas como é que a espécie chegou de novo à Florida. Uma pista que está a ser investigada é o grupo religioso Miami Santeria, com raízes na África Ocidental e nas Caraíbas. Em 2010 descobriu-se que estavam a utilizar estes caracóis para fazerem rituais. Mas a espécie pode ter chegado numa carga ou, inadvertidamente, na bagagem de um turista.

“Se alguém estiver na Jamaica ou na República Dominicana e tiver uma sanduíche de fiambre ou uma laranja, e não a comer totalmente, se a trouxer para os Estados Unidos e deitar o resto para o lixo em algum momento vai emergir alguma coisa destes produtos”, exemplifica Feiber.

Na semana passada, em Gainesville, na Florida, houve um simpósio sobre o caracol-gigante-africano. Os especialistas estiveram a discutir as formas mais eficazes para erradicar o molusco.

Esta não é a primeira vez que as autoridades da Florida se vêem obrigadas a lidar com uma espécie exótica e infestante. Desde 2000, que têm um grave problema com uma espécie de pitão que passou a habitar a região de Everglades, no Sul do estado.

http://www.publico.pt

Vídeo - O Corpo Humano - Episódio 13 - Sistema Imunológico

Vídeo - Curso de Horta - Aula 6


Construir uma horta é uma tarefa complexa que se realiza em vários passos. Não é difícil, mas requer atenção, cuidado e muita paciência. Como se planeja?  Que é conveniente semear primeiro? Encontra as respostas nessa aula inicial do curso e conheça os princípios da agricultura orgânica.

Documento - Verbos


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Resumo - Relativpronomen


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Ficha de Trabalho - 12ºAno


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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Manual - Ser Familia - Educação Parental


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Vídeo - Programa de Alimentação Mundial, com Sean Penn

EFA - STC - NG6 - DR2 - Ficha de Trabalho nº2 - Ruralidade e Urbanidade - Sociedade, Tecnologia e Ciência


Biografia - Lutgarda Guimarães de Caires

O Natal dos Hospitais que hoje conhecemos e que é transmitido para todo o país pela rádio e pela televisão nasceu há várias décadas de um drama pessoal: a morte de uma menina. Para se recompor do choque, a mãe passou então a visitar crianças doentes nos hospitais, levando- lhes roupas, brinquedos e rebuçados. E foi com esse acto que, no princípio do século, a escritora e poetisa Lutgarda de Caires deu os primeiros passos para o Natal das Crianças dos Hospitais, hoje alargado aos doentes de todas as idades.
Vila Real de Santo António orgulha-se de na sua cidade ter nascido, em Novembro de 1873, aquela que além de escritora e filantropa, teve, um dia, a ideia de proporcionar às crianças doentes um Natal com agasalhos, prendas e brinquedos, cuja dimensão viria a atingir a imensa popularidade do actual Natal dos Hospitais. 
             Lutgarda Guimarães (de Caires pelo casamento), filha de Maria Teresa de Barros Guimarães e de José Rodrigues Guimarães, perdeu a mãe ainda criança. Mas o pai rodeou-a, a ela e ao irmão, de um ambiente de grande ternura e muita arte. Os filhos foram embalados ao som de harpa, violino e cítara, que o pai executava primorosamente. Desde criança, Lutgarda improvisava, junto com o irmão e os primos, treatrinhos com peças consagradas que adaptavam e representavam para a família. 
             Ainda jovem, Lutgarda Guimarães deixa o Algarve e passa a viver em Lisboa onde conhece e vem a casar com o advogado madeirense João de Caires, homem culto, escritor e fundador da Sociedade de Propaganda de Portugal, que reunia em casa amigos e onde havia regularmente animados serões literários. Era o ambiente propício para que Lutgarda de Caires desse livre curso à sua criatividade. Porém, sofreu logo no início do casamento a perda de uma filha (e provavelmente ainda de outro filho), facto que a marcou profundamente e que se revela na sua poesia, toda ela triste. A partir daí, decide passar a visitar as crianças doentes do Hospital da Estefânia levando-lhes roupas, brinquedos e rebuçados. As crianças foram o lenitivo para a sua dor. 
             Durante alguns anos o casal Caires viveu em Óbidos e Alcobaça, onde o marido foi juiz. Nesta cidade do célebre Mosteiro nasceria, em 1895, o filho Álvaro (Guimarães de Caires), que viria a ser, além de médico, professor na Universidade de Sevilha, escritor e investigador. 
             De passagem por Alcobaça, onde repousam os amantes mais conhecidos da Península - Pedro e Inês -, Lutgarda de Caires declamou num sarau literário junto aos seus túmulos. Por onde passava, Lutgarda deixava uma marca de cultura e filantropia. A partir de 1905, começa a colaborar em jornais com artigos de índole social. A sua primeira obra. 'Glicínias" foi editada em 1910. Seguiram-se "Papoilas (1912) e "A Dança do Destino contos e narrativas" (1913). 
             Já regressada a Lisboa, continua a visitar regularmente as crianças do Hospital da Estefânia. Fazia- lhes casaquinhos de malha e com o sucesso dos seus livros mais pessoas começaram a conhecê-la e a interessar-se pela sua cruzada em prol das crianças doentes e sozinhas. Os lucros que obtinha da venda dos seus livros revertiam para proporcionar às crianças um dia de Natal especial. 
             Em 1911, o Ministro da Justiça Diogo Leote propôs à escritora que fizesse um estudo da situação dos presos, principalmente das mulheres. Nessa época as prisões eram mistas e as mulheres estavam numa situação extremamente critica, tanto fisica como psicologicamente. Lutgarda denunciou as péssimas condições em que viviam os prisioneiros e os seus artigos conseguem que seja abolida a máscara nas prisões (para presos com determinadas penas) e a obrigatoriedade do silêncio, castigo medieval que infelizmente vigorou até ao 25 de Abril de 1974. Conseguiu ainda que as mulheres tivessem melhores condições higiénicas nos cárceres.
Mas a sua prioridade ia para as crianças e para a escrita. A sua obra é principalmente de poesia, que dedica a figuras famosas da época, algumas que per duraram no tempo, como Guerra Junqueiro, Branca de Gonta Colaço, Virgínia Quaresma, Maria Amália Vaz de Carvalho e Laura Chaves, entre outros. 
             Em 1923, Lutgarda de Caires, ganhou o 1° prémio nos Jogos Florais Hispano-Portugueses de Ceuta, com o soneto Florinha da Rua. A autora, ausente em França, fez-se representar pelo irmão João de Deus Guimarães, numa bela cerimónia que teve lugar no mosteiro do Carmo, na Associação dos Arqueólogos e onde uma delegação espanhola se deslocou propositadamente para fazer a entrega do prémio. 
             Durante dez anos, Lutgarda de Caires foi a impulsionadora do Natal das Crianças dos Hospitais, que hoje apenas se chama Natal dos Hospitais e que foi alargado a todas as idades. É, como sabemos, uma festa que atingiu uma dimensão jamais esperada. Depois de se popularizar, passou a ser transmitida pela rádio e depois pela televisão. Muitas dezenas de artistas colaboram gratuitamente para alegrar os doentes nessa quadra que se quer de fraternidade. Lutgarda de Caires não foi uma feminista "avant la lettre', porque, ciente do analfabetismo feminino em Portugal, achava que reivindicar o voto para as mulheres era prematuro. Primeiro a instrução pela qual se bateu denodadamente e depois sim, o voto consciente. Porém, ela terá feito com os seus artigos, em jornais como "O Século", "Diário de Notícias', 'A Capital", "Brasil-Portugal", "Ecos da Avenida", "Correio da Manhã", mais pela igualdade de oportunidades para as mulheres do que muitas feministas filiadas em organizações. Por detrás de um rosto meigo e uma postura aristocrática, Lutgarda de Caíres foi uma mulher de grande fibra, que denunciou com alguma indignação que mulheres cultas e com cursos superiores fossem excluídas de cargos públicos. Também se insurgiu contra a discriminação de que eram vítimas as mulheres por não poderem dispor dos seus bens, enquanto casadas. 
             Foram muitas as suas acções em prol dos desfavorecidos, nomeadamente aquando do terramoto de Benavente, em 1909, quando imensas famílias ficaram sem nada. 
             Deixou, além dos livros já mencionados, "Bandeira Portuguesa" (1910) defendendo a manutenção das cores azul e branca (polémica em que intervieram muitos nomes da cultura portuguesa); "Dança do Destino" (1911); "Pombas Feridas" (1914), "Sombras e Cinzas" (1916); o romance "Doutor Vampiro" (1921); "Violetas" (1922), "Cavalinho Branco" (1930) e "Palácio das Três Estrelas" (1930), entre outros. Em co-autoria com o arqueólogo e escritor, Manuel Vieira Natividade e Virgínia Vitorino escreveu a peça Inês. 
             Lutgarda de Caires traduziu ainda uma peça de teatro e escreveu o texto da ópera Vagamundo, musicada em épocas diferentes primeiro pelo compositor e maestro Rui Coelho e mais tarde por Júlia Oceana Pereira. Num dos regressos à sua terra natal escreveu estes versos:

"Tornei a ver te! Agora os meus cabelos
embranqueceram já... longe de ti. 
Foram-se há muito aspirações e anelos
mas as saudades ainda as não perdi. 

Mas volto à minha terra, tão bonita! 
Terra onde reina o sol que resplandece, 
aonde a vaga é murmurar de prece
e sinto ainda a ternura infinita. 

É que não há céu de tal 'splendor
nem rio azul tão belo e prateado
como o Guadiana, o meu rio encantado
de mansas águas, suspirando amor!" 

             O Governo português agraciou-a com as Ordens de Benemerência, pela sua dedicação às crianças e com a de Santiago da Espada. Faleceu em 1935. 
             Em 1937, foi dado o seu nome a uma rua de Vila Real de Santo António e, em 1966, foi descerrado um busto, numa praça da cidade, numa cerimónia que teve bastante eco nos jornais locais e do resto do país. A Casa do Algarve foi a principal entidade promotora da homenagem que imortaliza alguém que, acima de tudo, deixou o seu nome ligado a uma iniciativa de solidariedade que não pudemos esquecer. Mesmo que os seus versos já não sejam lidos, Lutgarda de Caires merece ser recordada neste e em todos os Natais.

Notícia retirada daqui

domingo, 29 de julho de 2018

Powerpoint sobre os Diferentes Sistemas de Classificação

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No cimo da serra da Estrela já não se ouve o coaxar do sapo-parteiro



O alerta foi dado em 2009. Ibone Anza passeava-se na serra da Estrela e, numa das zonas do planalto superior, a investigadora do Instituto de Investigação de Recursos Cinegéticos, na Cidade Real, em Espanha, encontrou sapos-parteiros mortos junto a uma lagoa. Quando se analisaram os cadáveres, descobriu-se que estavam infectados com um fungo que causa uma doença - a quitridiomicose - que é responsável pelo declínio de muitas espécies de anfíbios.

Nos dois anos seguintes, Gonçalo M. Rosa andou a contar sapos-parteiros na serra da Estrela, num projecto para avaliar o impacto da infecção. Os resultados mostraram um cenário negro: houve uma diminuição de 67% de sapos-parteiros acima dos 1200 metros de altitude, conclui o estudo agora publicado na revista Animal Conservation por uma equipa internacional. É a primeira vez que se documenta em Portugal o declínio de uma espécie de anfíbio devido a esta doença.

Em poucos anos, o sapo-parteiro deixou de se ouvir durante a época de acasalamento, quando os machos faziam as suas vocalizações. Nem sequer se encontram sinais da praga. "Não tenho visto grande mortalidade porque simplesmente já não há indivíduos. Está-se ali com o camaroeiro, à procura de girinos, e não se encontra nada", diz Gonçalo M. Rosa, doutorando do Instituto Durrell da Conservação e Ecologia na Universidade de Kent, no Reino Unido, e no Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). "O sapo-parteiro pode desaparecer desta região."

O Alytes obstetricans, o nome científico do sapo-parteiro-comum, existe na Região Centro e Norte de Portugal. Passa a sua vida adulta longe da água, escondido nas rochas. Na serra da Estrela, a espécie reproduz-se a partir da Primavera. Depois, os machos transportam os ovos - daí o nome de sapo-parteiro -, e só quando os girinos estão prestes a sair dos ovos é que os machos os libertam para a água. Quando, finalmente, se completa a metamorfose, os animais saltam para terra.

"A Ibone viu os indivíduos mortos depois de terem terminado a metamorfose", diz o investigador de 29 anos. Foi na água que apanharam a infecção. Ainda ninguém sabe a 100% de onde emergiu o fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Pensa-se que a doença provém de África e terá sido transportada para o resto do mundo com grande ajuda do homem.

Até ao início da década de 1990, não havia registos de mortes. Mas subitamente começaram a aparecer relatos do fungo em todos os continentes. O primeiro foi na Austrália, em 1993. Hoje, já infectou mais de 508 espécies, ameaçando de extinção 30% dos anfíbios e acelerando o declínio geral deste grupo de vertebrados que, antes, já tinha de lidar com a redução drástica do habitat e a poluição. Mas não se sabe há quanto tempo é que o fungo já estava na natureza.

Na Península Ibérica, foi identificado pela primeira vez o fungo no sapo-parteiro-comum na serra de Guadamarra, em Espanha, em 1997, por Jaime Bosch, do Museu Nacional de Ciências Naturais de Madrid, um dos autores do novo estudo.

"A quitridiomicose está associada aos insectos e esta é a primeira espécie descrita a infectar vertebrados", explica Gonçalo M. Rosa. O estádio adulto deste fungo lança células microscópicas com flagelo, que nadam na água e se agarram a superfícies vivas com queratina. A queratina é uma proteína que está na pele dos mamíferos e na dos anfíbios. Os girinos do sapo-parteiro só têm queratina na boca, e é lá que o fungo se instala. Depois da metamorfose, cresce para a pele.

"A pele do sapo-parteiro fica com uma vermelhidão na zona ventral - barriga e pernas. Os animais começam a largar pele com muita frequência e em grande quantidade, o que não é saudável", explica o biólogo. "O fungo começa a causar buracos na epiderme e provoca uma perturbação da função da pele." No caso dos anfíbios, há uma boa parte da respiração que é cutânea e fica comprometida com a doença. O animal fica prostrado e morre.

Durante a década de 1990 Pedro Moreira (FCUL) e José Conde (Centro de Interpretação da Serra da Estrela) - outros autores do estudo actual - analisaram a abundância do sapo-parteiro na serra da Estrela. No caso dos girinos, contabilizaram-nos e, nos indivíduos já metamorfoseados, avaliaram a sua presença.

Em 2010 e 2011, a equipa voltou aos mesmos locais: riachos, tanques, lagoas e represas acima dos 600 metros de altitude. O objectivo era ter uma comparação da evolução da espécie. Depois, avaliou-se a presença do fungo em sapos-parteiros vivos, mortos e em girinos.

Pensa-se que o fungo está mais activo durante mais tempo em temperaturas baixas e o resultado da monitorização revelou-se desastroso para os habitats acima dos 1200 metros. A equipa concluiu que o sapo-parteiro "desapareceu de 67% dos pontos onde foi encontrado no passado, a reprodução está limitada a 16% dos locais e as larvas são menos abundantes e estão muito infectadas pelo" fungo. A altitudes mais baixas, o fungo está presente, mas não existe esta mortalidade.

Gonçalo M. Rosa vai voltar à serra em Maio. A seca prolongada de 2012 confundiu a altura de reprodução dos anfíbios e o biólogo não sabe o que o espera no campo. Ao mesmo tempo, tornou-se num detective. Está à caça de espécimes de anfíbios da serra da Estrela que museus portugueses e internacionais possam ter recolhido no passado para tentar saber mais sobre o agente da quitridiomicose. Não se sabe "se o fungo chegou recentemente ou já lá estava há dezenas ou centenas de anos".

http://www.publico.pt

Vídeo - O Corpo Humano - Episódio 12 - Músculos e Ossos

Vídeo - Curso de Horta - Aula 5


Construir uma horta é uma tarefa complexa que se realiza em vários passos. Não é difícil, mas requer atenção, cuidado e muita paciência. Como se planeja?  Que é conveniente semear primeiro? Encontra as respostas nessa aula inicial do curso e conheça os princípios da agricultura orgânica.

Documento - The Atomic Bomb


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Resumo - Einzhal und mehrzhal Verben


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Powerpoint - Desmistificando a Dislexia - Pequenas Adaptações para Grandes Habilidades


Ficha de Trabalho - La chanson française


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Powerpoint - Química Orgãnica


sábado, 28 de julho de 2018

Vídeo - Episódio 6 - "Quem criou o Mundo?"

Apresentamos o 6º episódio da nova série "Minuto Youcat". Uma produção da Editora Paulus a que o Educris se associa. Um bom recurso para docentes de EMRC, alunos, catequistas e catequizandos bem como aos demais agentes de pastoral.

Vídeo - "The Economic Hitmen"

EFA - STC - NG6 - DR2 - Ficha de Trabalho nº3 - Substâncias Tóxicas - Sociedade, Tecnologia e Ciência


Biografia - Abílio Manuel Guerra Junqueiro

(Célebre poeta anticlerical português )
1850-1923

Célebre poeta anticlerical português nascido em Freixo-de-Espada-à-Cinta, Trás-os-Montes, Portugal, de sólida influência francesa e que obteve em suas sátiras efeitos de caricatura que intensificaram a retórica de seus versos. De família rica e severamente católica, freqüentou a Faculdade de Teologia (1866-1868) que abandonou para seguir para a Universidade de Coimbra onde se formou em Direito (1868-1873) e passou a freqüentar ambientes de intelectuais e políticos. Entrou em contato com os intelectuais do Cenáculo e colaborou na revista Lanterna Mágica (1875). Sua primeira publicação foi Mysticae nuptiae (1866), seguida de A morte de D. João (1874) e a coleção de poemas A musa em férias (1879). Foi secretário dos governos de Angra e Viana, filiou-se no Partido Progressista, monárquico, que estava na oposição (1879), elegeu-se deputado pelo círculo de Quelimane, Moçambique (1880) e representou o país em Berna. Ingressou no grupo Vencidos da Vida (1888), de que faziam parte Eça de Queirós e Oliveira Martins, e continuou a escrever até que se retirou para suas propriedades no Douro (1891), onde evoluiu para o misticismo, caracterizado pela piedade para com os humildes. Morreu em Lisboa, deixando como sua obra mais conhecida, A velhice do Padre Eterno (1875), uma sátira anticlerical de contundente humor e de aspecto caricaturista. Os romances Prosas Dispersas (1921) e Horas de Combate (1924) e obras poéticas como Duas Páginas dos Catorze Anos (1864), Vozes sem Eco (1867), Baptismo de Amor (1868), A Musa em Férias (1879), Finis Patriae (1880), Os Simples (1892), Pátria (1896), Oração ao Pão (1903), Oração à Luz (1904) e Poesias Dispersas (1920). Após a sua morte, surgiu Horas de Combate (1924), reunindo os seus discursos políticos.

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Powerpoint - Fungos


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Alterações climáticas podem levar lince-ibérico à extinção neste século



Modelo mostra que nas próximas décadas o Sul da Península Ibérica deixará de ter condições para o felino mais ameaçado da Terra. Paradigma de conservação tem de mudar para salvar a espécie, defende estudo

O lince-ibérico é o felino que está mais próximo da extinção. Na última década, o número de animais não ultrapassava na natureza a centena e meia. Em Portugal, avistar um deles passou a estar no patamar dos sonhos, com uma ou outra excepção. Os imensos esforços de conservação reverteram, para já em Espanha, esta tendência e a população de linces tem aumentado. Mas de acordo com um novo estudo, este esforço não chega. As alterações climáticas podem mudar, em poucas décadas, as paisagens do Sul da Península Ibérica e tornar inviáveis as regiões onde hoje o felino tem condições para viver: se nada for feito, o lince desaparecerá da face da Terra ainda neste século, avança um artigo publicado agora na revista Nature Climate Change.

"As alterações climáticas vão rápida e severamente diminuir a abundância do lince e provavelmente levar à extinção da espécie na natureza dentro de 50 anos, mesmo que haja um forte esforço global de mitigar as emissões de gases com efeito de estufa", avança o artigo da equipa internacional que conta com dois portugueses.

A equipa teve em conta os cenários anuais do clima futuro na Península Ibérica fornecidos pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas, mas cruzou esses dados com a ecologia das populações de lince-ibérico e coelho-selvagem. "A maior parte dos modelos aborda as alterações climáticas e os solos, nunca aborda as interacções bióticas", explica ao PÚBLICO Miguel Araújo, coordenador do estudo e que divide o seu tempo entre a Universidade de Évora e o Museu Nacional de Ciências Naturais de Madrid.

Para sobreviver na natureza, o lince-ibérico (Lynx pardinus) está dependente do coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), que perfaz 90% da alimentação do felino. Nas últimas décadas, o coelho tem-se debatido com duas doenças que dizimaram as populações. Além disto, a diminuição do habitat disponível, a caça e uma terceira doença que afecta o lince-ibérico têm sido fatais para este felino. A área do lince reduziu 33 vezes entre 1950 - quando existiam mais de 5000 animais na Península Ibérica - e 2005. Neste ano, já só ocupava 1200 quilómetros quadrados, em Espanha. E as alterações climáticas podem dar o golpe de misericórdia, se nada for feito. "Se houver menos pluviosidade [um dos efeitos esperados para o Sul da Península Ibérica], há menos vegetação e menos coelhos", diz o biogeógrafo. "Menos coelhos implica menos linces."

O artigo mostra que, na melhor das hipóteses - tendo em conta a conservação actual que só contempla a reintrodução da espécie no Sul e uma mitigação agressiva da emissão de gases com efeito de estufa -, o lince-ibérico tem 89% de probabilidades de extinção. O que ocorrerá por volta de 2065. Apesar de os modelos não incluírem todos os aspectos, "a mensagem qualitativa da extinção nas próximas décadas é robusta", diz o investigador português.

Mas há uma alternativa. "Está nas nossas mãos assegurar a continuação da espécie, só que isso exige uma alteração de paradigma", defende o biogeógrafo. "Se tivermos uma política de reintrodução do lince-ibérico tendo em conta critérios geográficos e ambientais, poderemos esperar um aumento da população até aos 800 indivíduos [no final do século]."

Atendendo a esses novos critérios, o lince-ibérico deveria ser introduzido em várias zonas mais a norte da Península Ibérica, como a meseta ibérica, a costa da Catalunha, a zona perto dos Pirenéus e ainda na Beira Alta, a Beira Baixa e Trás-os-Montes. Todos estes locais, onde o lince-ibérico já existiu no passado, vão ter no futuro as condições climáticas para o coelho e o lince viverem.

"A mensagem mais geral é que as políticas de conservação têm de passar a considerar as mudanças de paisagem devido às alterações climáticas", resume o cientista.

Para Eduardo Santos, da Liga para a Protecção da Natureza e um dos coordenadores do Projecto LIFE Lince Moura/Barrancos - um dos potenciais locais onde o lince poderá ser reintroduzido em Portugal -, este artigo é importante quando se pensa na conservação a médio prazo deste felino. "O tempo e o investimento para fazer a conservação é grande e depende do esforço de diferentes entidades, não só das da conservação mas de proprietários, agricultores, caçadores e da sociedade em geral", considera. "A reintrodução sozinha não tem sucesso", diz.

Mas Eduardo Santos concorda com esta nova equação que inclui os efeitos das alterações climáticas: "Enquanto novo paradigma, faz todo o sentido."

Noticia retirada daqui

Vídeo - O Corpo Humano - Episódio 11 - Pele

Vídeo - Curso de Horta - Aula 4


Construir uma horta é uma tarefa complexa que se realiza em vários passos. Não é difícil, mas requer atenção, cuidado e muita paciência. Como se planeja?  Que é conveniente semear primeiro? Encontra as respostas nessa aula inicial do curso e conheça os princípios da agricultura orgânica.

Documento - Reference: Irregular Verbs


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Resumo - La Oración


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Resumo - Erst und nur


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Powerpoint - Dislexia - Como trabalhar com o aluno


Ficha de Trabalho - Paris et ses monuments


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Powerpoint - Composição Química Celular


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Vídeo - Episódio 5 - O que significa dizer que Jesus Cristo é ao mesmo tempo verdadeiro Deus e verdadeiro homem?


Apresentamos o 5º episódio da nova série "Minuto Youcat". Uma produção da Editora Paulus a que o Educris se associa. Um bom recurso para docentes de EMRC, alunos, catequistas e catequizandos bem como aos demais agentes de pastoral.

Vídeo - Café Filosófico: As Pontes de Madison


“Como, através de um outro, concreto, de uma amor que existe, agente pode se dirigir para um auto-conhecimento, para um amor por si próprio, para um amor de transcendência ? O amor é como uma linha mestra que nos impulsiona para a união. A união com o outro, externo e a união com o outro interno. A união com a transcendência, a união com a totalidade da nossa personalidade mais profunda, da nossa essência. Isso porque o arquétipo é virtual, para se manifestar ele precisa ter um objeto, ele precisa ter um continente. Pode ser uma imaginação, pode ser muito abstrato mas em se tratando do amor, via de regra, ele é projetado, ele é depositado numa relação com uma outra pessoa.” Os terapeutas Jungianos Maria Helena Guerra e Carlos Byington analisam o filme “As pontes de Madison” para explicar como a busca pelo amor mútuo é a tentativa humana de curar a natureza ferida pela separação do outro mas sobretudo pela separação entre aquilo que alguém aparenta ser e aquilo que se é profundamente

Vídeo - "Nós e a Economia"

EFA - STC - NG6 - DR4 - Ficha de Trabalho nº6 - Urbanismo e Mobilidade - Sociedade, Tecnologia e Ciência


Curiosidade - Paraísos fluviais a não perder em Portugal - 6


A norte do país fica um pequeno paraíso ibérico tão bem conhecido pelos portugueses, o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Montalegre é um dos munícipios abrangidos por esta beleza natural e é onde se situam as 7 lagoas. O caminho não é de fácil acesso. É necessário calçado confortável e um pouco de cuidado, mas as límpidas águas e o suave barulho da cascata compensam.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Powerpoint - Reino dos Fungos


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m em cada cinco répteis está ameaçado de extinção



Aproximadamente um em cada cinco espécies de répteis está em risco de desaparecer para sempre da Terra, segundo um estudo que faz pela primeira vez uma avaliação global da situação desta classe de animais.

No estudo, publicado na revista Biological Conservation, cientistas avaliaram uma amostra aleatória de 1500 espécies de répteis e concluíram que 19% estão ameaçadas de extinção. Não havia, até agora, uma indicação fidedigna do estado dos répteis a nível global. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, mantida e actualizada anualmente pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), identifica 807 répteis “criticamente ameaçados”, “em perigo” ou “vulneráveis”. Mas apenas 39% das 9547 espécies descritas de répteis foram até agora avaliadas, segundo dados da Lista Vermelha. E a avaliação não tem sido sistemática, incidindo mais sobre determinadas áreas do globo ou sobre alguns tipos de répteis.

Está em curso uma avaliação completa dos répteis do mundo (Global Reptile Assessment). Mas enquanto isso não fica concluído, o estudo agora publicado oferece um atalho, através de uma amostra com representatividade global. “É basicamente um retrato imediato do estado dos répteis”, disse ao PÚBLICO Philip Bowles, da Comissão de Sobreviência das Espécies da UICN e um dos autores principais do estudo.


Cerca de duas centenas de cientistas, de vários países, estiveram envolvidos nesta avaliação. Os resultados serão validados à medida que a avaliação global dos répteis for avançando, explica Philip Bowles.

A percentagem estimada de espécies ameaçadas não é tão grande como a da classe dos anfíbios – onde duas em cada cinco corre o risco de se extinguir. “Não é tão mau como poderia ser. Mas não são boas notícias”, afirma Philip Bowles.

As espécies ameaçadas concentram-se sobretudo nas regiões tropicais, onde têm sido vítimas da destruição do seu habitat, para dar lugar à agricultura ou à exploração de madeira. Os répteis de água doce apresentam maior número de espécies em risco: 30% no total e 50% só para as tartarugas.


De acordo com Philip Bowles, o estudo, embora seja apenas uma primeira abordagem à escala global, permite identificar desde já espécies para as quais é prioritário adoptar medidas de conservação.

Vídeo - O Corpo Humano - Episódio 10 - Glândulas e Hormonas

Vídeo - Curso de Horta - Aula 3


Construir uma horta é uma tarefa complexa que se realiza em vários passos. Não é difícil, mas requer atenção, cuidado e muita paciência. Como se planeja?  Que é conveniente semear primeiro? Encontra as respostas nessa aula inicial do curso e conheça os princípios da agricultura orgânica.

Documento - Using Modal Verbs to Problem Solve - Discussing a Difficult Situation


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Resumo - Relativpronomen


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Vídeo - Max Weber

Powerpoint - Dislexia


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Powerpoint - Química Orgânica


terça-feira, 24 de julho de 2018

Vídeo - Episódio 4: Cremos num Deus ou em três deuses?



Apresentamos o 4º episódio da nova série "Minuto Youcat". Uma produção da Editora Paulus a que o Educris se associa. Um bom recurso para docentes de EMRC, alunos, catequistas e catequizandos bem como aos demais agentes de pastoral.

Vídeo - O Nascimento da Europa - Episódio 3


Um estranho mundo de lava e vulcões gigantes. Durante milénios ele foi esfriando para se tornar o planeta azul que conhecemos hoje e a Europa nasceu mas o continente nunca parou de evoluir e o fogo ainda o transforma até os dias de hoje. No sul da Itália e a Islândia, vulcões bombas relógio estão montados e funcionando. O mais assustador de todos é um super vulcão europeu que pode estar despertando e ameaçando com uma explosão que pode apagar a Europa do mapa.

Vídeo - Quem Somos Nós ?


O filme/documentário utiliza a animação para transmitir os avanços da ciência vêm revelando durante os últimos anos. Seqüências poderosas em cinematic exploram o funcionamento interno do cérebro humano. Uma animação de natureza peculiar nos apresenta à menor fração de consciência existente em nosso corpo, a célula. Efeitos visuais deslumbrantes reforçam a mensagem central do filme, de uma forma contundente e poderosa.
Feitas com muito humor, precisão e irreverência, estas cenas são apenas uma pequena parte daquilo que torna esse filme tão ímpar no contexto da história do cinema.

Vídeo - Grandes Economistas

EFA - STC - Texto - Migrações - Sociedade, Tecnologia e Ciência

As Migrações
Introdução
A mobilidade é uma característica de praticamente todos os seres vivos. Fundamentalmente, as migrações são movimentos horizontais (deslocamentos), que tendem a um equilíbrio demográfico à superfície do Globo, este equilíbrio, como é óbvio, é realizado inconscientemente, mas qualquer migração tende a estabelecer um determinado equilíbrio.
Há uma interdependência entre estes movimentos horizontais e os movimentos verticais (crescimento natural - condicionados pela natalidade e mortalidade), sendo que, à medida que se acentuam os desequilíbrios demográficos (e não só) regionais, maior é a tendência para que as populações efectuem movimentos migratórios.

Formas das migrações


















Através do esquema, facilmente se compreende as diversas formas que as migrações podem assumir. Qualquer exemplo de migração, independentemente do seu motivo ou causa, pode assumir uma "mistura" de formas:


Exemplos:
Quanto ao espaço - são internas se os deslocamentos realizam-se de umas regiões para as outras, dentro do mesmo país, e externas ou internacionais se os deslocamentos se fazem de um país para outro (emigração / imigração). Nas externas, se a migração é efectuada para outro país do mesmo continente, é intracontinental, se por outro lado, é para outro país de outro continente, é intercontinental. No que respeita às migrações internas (êxodos rurais e urbanos) falaremos delas mais adiante.
Quanto à duração - podem ser temporárias se a mudança é apenas por um determinado período de tempo (pode ir de alguns dias até poucos anos - por exemplo, contratos temporários de trabalhadores portugueses na indústria hoteleira e construção civil, na Suíça - ou apenas umas semanas de férias noutro lugar). Dentro das migrações temporárias, há ainda as migrações sazonais (têm a ver com determinadas estações do ano - por exemplo a contratação de trabalhadores para as vindimas, ou as férias balneárias). As definitivas, são aquelas em que os indivíduos decidem ir para um determinado local, para aí se estabelecerem definitivamente, podendo eventualmente regressar após muitos anos.
Quanto à forma - as migrações podem ser voluntárias, quando a decisão de se deslocar é do próprio indivíduo, ou seja, é iniciativa do indivíduo. Quando o individuo, apesar de não desejar fazer uma deslocação, se vê obrigado a fazê-la, por diversos motivos, então, diz-se que a migração é forçada.
Quanto ao controlo - se a migração é feita com autorização do país de acolhimento, é uma migração legal. Se por outro lado o indivíduo entra (ou fica) num determinado país sem nenhuma autorização (ou conhecimento) deste, diz-se que é clandestina ou ilegal.

Causas ou motivos das migrações
















Económicas - provavelmente deverá ser a causa fundamental que leva as pessoas a migrarem, quase sempre resultante da diferença de desenvolvimento socioeconómico entre países ou entre regiões. Quase sempre, nestes casos, os indivíduos migram porque querem assegurar noutros locais um melhor nível de vida, onde os salários são mais elevados, as condições de trabalho menos pesadas, onde a assistência social é mais eficaz, enfim, vão para onde pensam ir encontrar uma vida mais agradável.......o que, diga-se de passagem, nem sempre acontece. Por exemplo, ir trabalhar para a Alemanha, pois dum modo geral, os salários lá, são mais elevados.
Naturais - dum modo geral, este motivo de migrações, leva a que sejam migrações forçadas, pois devido a causas naturais (cheias, terramotos, secas, vulcões...) a vida e a sobrevivência das pessoas fica em risco, pelo que se vêem forçadas a abandonar os seus locais de residência.
Turísticas - são as que se efectuam normalmente, pela maioria das pessoas, em determinadas épocas (ou estações) do ano, que por isso mesmo, também são uma forma de migrações sazonais. São aquelas deslocações que se efectuam no período das férias de Verão, Natal, Páscoa, etc...
Laborais - São todas as deslocações que se efectuam por motivos profissionais. Podem também ser sazonais e dum modo geral, são temporárias. Um exemplo muito fácil de compreenderem, é o dos docentes, que na sua maioria, são colocados (muitas vezes sem grande vontade) quase todos os anos lectivos em escolas diferentes e por vezes, longe das suas residências.
Políticas - São dum modo geral migrações externas, que devido a mudanças nos governos de países, alguns habitantes se vêem forçados (mas nem sempre) a saírem desse país. Por exemplo, quando se deu a independência de alguns países africanos, muitos dos seus habitantes tiveram de sair deles e ir para outros países; aconteceu com os portugueses em Angola, Moçambique, Guiné, mas também com franceses em Marrocos, Argélia, Indochina, ou com ingleses na ex-Rodésia, etc...
Étnicas - esta palavra, muitas vezes confundida com racismo, tem mais a ver com diferenças entre culturas e povos, podendo ou não ser da mesma raça. Por exemplo, na II Guerra Mundial, havia muitos judeus na Alemanha e, para Hitler, eles constituíam um povo inferior, pelo que tentou exterminá-los, contudo, eles eram ambos (alemães e judeus) de raça branca. Também recentemente, na ex-Jugoslávia, muitos povos se viram forçados a emigra apenas por pertencerem a outra cultura.
Religiosos - há muitas migrações, muitas delas externas, cujo único objectivo é a deslocação a um determinado centro de fé, de acordo com a religião de cada indivíduo. Como exemplo podem-se citar as peregrinações a Fátima, Santiago de Compostela (Espanha), Lourdes (França), Meca (Arábia), entre muitos outros espalhados pelo mundo. Aliás, a titulo de curiosidade, a religião muçulmana obriga cada um dos seus crentes a deslocarem-se pelo menos uma vez na vida, a Meca, ao túmulo do profeta.
Culturais - poucos consideram este motivo uma causa de migração, contudo, há muitas pessoas que se deslocam (normalmente temporariamente) para outros locais, apenas com uma finalidade cultural, ou de enriquecimento de conhecimentos. Por exemplo, ir a outro país tirar um curso de pós graduação, ou um doutoramento.... ter de sair do local de residência porque a universidade/faculdade onde um estudante conseguiu entrar se situa muito longe, etc...

Os grandes fluxos migratóriosinternacionais










Foi possivelmente com os Descobrimentos, nos séculos XV e XVI, que se abriram os horizontes geográficos, dando a conhecer enormes espaços praticamente despovoados, e permitiram uma vontade e oportunidade de emigrar para esses novos locais. Foi talvez a partir desta época que se abriu uma nova era na história das migrações. É do conhecimento de todos que a partir dessa época, espanhóis e portugueses ocuparam países da América latina e África, Franceses e Britânicos, ocuparam a América do Norte.
Mas de todos os movimentos migratórios, os dos finais do séc.os grandes fluxos migratórios desde os Descobrimentos até ao final da II Guerra Mundial XIX e princípios do séc. XX, foram os mais espectaculares. Estes gigantescos fluxos migratórios desempenharam um grande papel na redistribuição e no equilíbrio da população mundial. A maior parte dos países de origem, eram países europeus. Convém lembrar que a Europa (a partir da Revolução Industrial), conheceu um enorme crescimento populacional, chegando a uma situação em que a industria e os serviços, já não conseguiam garantir emprego a todos os que o desejavam. Por isso a pressão demográfica europeia era enorme. Por outro lado, vastos e ainda inexplorados e escassamente povoados territórios não faltavam. Assim, nessa época, milhões de portugueses, espanhóis, irlandeses, britânicos, franceses, alemães suecos, dinamarqueses ... emigraram para onde a "terra não faltava" - os territórios do Novo Mundo (EUA, Canadá, Brasil, Venezuela, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul... Estes movimentos migratórios, ajudaram a diminuir a pressão demográfica na Europa e ajudaram o crescimento económico e populacional do Novo Mundo.
período compreendido entre as duas guerras mundiais, foi uma época de abrandamentos dos fluxos migratórios internacionais. Por um lado devido aos conflitos bélicos, que dificultavam o movimento dos meios de transporte, bem como que "impediam" a saída de pessoas de grande parte dos países europeus (não esquecer que nessa altura era essencialmente o homem que trabalhava e, portanto, que emigrava, e devido à guerra, os homens eram necessários para a guerra). Outra causa do abrandamento, foi a grave crise económica dos anos 30, que teve início nos EUA e que se alastrou a todo o mundo. Foi também a partir desta crise económica, que muitos países adoptaramrestrições às imigrações, ou seja, adoptaram políticas de controlo cada vez mais rigorosas, que passavam pelo estabelecimento de quotas (limitações ao número - e às vezes ao tipo - de estrangeiros autorizados a entrar num território) e pela luta contra a imigração clandestina e na dificuldade de acesso à naturalização (possibilidade de uma pessoa mudar de nacionalidade para se tornar cidadão do país de acolhimento).
Após o fim da II Guerra Mundial, houve uma retoma dos fluxos migratóriosFluxos migratórios após a II Guerra Mundialmas com outra "direcção". Os países europeus encontravam-se destruídos pelo conflito e procuravam a sua reconstrução e o tornar a dinamizar a sua economia. Porém havia obstáculos; os fluxos migratórios anteriores tinham "esvaziado" a Europa de jovens e adultos, por outro lado, as duas guerras mundiais devastaram imensas vidas humanas, também principalmente, adultos e jovens, pelo que a população europeia, além de reduzida, estava envelhecida. Deste modo, a falta de mão-de-obra era o maior obstáculo à reconstrução. Contudo, nessa época (cerca de 1950), muitos países mediterrâneos, ou que não entraram directamente nos conflitos, possuíam uma economia pouco desenvolvida e sobretudo agrícola, e portanto incapaz de absorver essa mão-de-obra toda, originando nesses países, muito desemprego e salários reduzidos. A possibilidade de poderem arranjar emprego, emigrado para os países que estavam destruídos, foi uma alternativa de melhorar o seu nível de vida. Desencadeou-se assim outro fluxo migratório enorme, só que agora, o destino não era o Novo Mundo, mas sim os países da Europa Ocidental, que em poucas décadas conseguiu recuperar o seu desenvolvimento económico. Os principais países de acolhimento foram a França, a Alemanha (na altura a RFA), o reino Unido, a Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça. Dos países de partida, destacam-se a Espanha, Portugal, Irlanda, ex-Jugoslávia, Turquia, Marrocos, Argélia e Tunísia.
Mas em 1973, aconteceu outra grande crise económica, provocada pela subida vertiginosa e crescente dos preços do petróleo, principalmente devido à guerra entre o Irão e o Iraque. As restrições à imigração tornaram-se novamente implacáveis.
A partir de 1990, assistiu-se a grandes mudanças a nível de mudanças económicas e políticas de muitos países (desmembramento da ex-URSS e da ex-Jugoslávia, conflitos pelo poder em África, os boat people do sudeste asiático e de Cuba, etc..) que originam, actualmente, um grande fluxo migratórios. Contudo as características destas actuais migrações internacionais são inovadoras: a maior parte delas são clandestinas e de refugiados, que tentam fugir de conflitos políticos e étnicos.

Curiosidade - Paraísos fluviais a não perder em Portugal - 5


Um pouco mais abaixo, perto de São Pedro do Sul aconselhamos a fugir às tradicionais termas. O Poço Azul tem águas cristalinas da ribeira da Landeira e rochas graníticas. Ouve-se uma pequena queda de água, que dá origem à piscina natural onde pode tomar banho. Apesar de calmo, é necessário ter cuidado, pois é uma praia fluvial selvagem.

Powerpoint - Conceitos Básicos de Informática


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Powerpoint - Reino Fungi


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Tubarão, um senhor dos mares ameaçado

Os tubarões são dos mais bem sucedidos predadores de sempre, tendo surgido há cerca de 350 milhões de anos e tendo permanecido particamente imutáveis nos últimos 70 milhões. Só agora é que o Homem os está a ameaçar.

"Tudo nele era lindo, excepto as mandíbulas". É com esta frase que o escritor norte-americano Ernest Hemingway começa a descrever um magnífico tubarão, no seu célebre romance "O Velho e o Mar".

Os tubarões são um grupo fascinante de peixes que sempre provocaram nos seres humanos sensações de temor, até certo ponto exageradas, mas que podem ser comparadas aos sentimentos de medo e respeito que todos os grandes predadores despertam. No entanto, apesar de existirem muitos predadores marinhos, é ao tubarão que se aplica a identificação estereotipada de "assassino dos mares".

Inúmeros mitos sobre tubarões têm sido construídos ao longo dos tempos. Em determinadas regiões, onde este animal está presente desde sempre, verdadeiras religiões foram criadas divinizando-o, como aconteceu nas Ilhas Salomão, onde é conhecido por "takw manacca". Ainda no ínicio do século XX, os habitantes destas ilhas realizavam sacrifícios humanos ao deus tubarão. Mas embora na cultura ocidental os mitos tenham expressões bem diferentes, assistimos com frequência a manifestações mistas de receio e admiração materializadas, por exemplo, nos sucessos de bilheteira de filmes em que o tubarão é o vilão protagonista, como a sequela "Jaws" (O Tubarão), de Steven Spielberg ou, mais recentemente, o filme de Renny Harlym, "Deep Blue Sea" (Do Fundo do Mar).

Na realidade, os tubarões têm muito mais motivos para recear os seres humanos, do que o contrário, pois nesta história os papéis estão invertidos e é o tubarão que necessita de protecção. Todos os anos são mortos mais de 50 milhões de tubarões, para fins comerciais. Para além da sua carne ser muito apreciada, muitas das capturas têm apenas como objectivo as barbatanas, usadas na preparação de uma famosa sopa asiática. O fígado destes animais, por ser muito rico em óleos, é ainda utilizado como lubrificante, a pele como matéria-prima na produção de lixas e as cartilagens são extraídas para utilizações terapêuticas "duvidosas".

Estas mortes têm um impacto bastante relevante nos ecossistemas oceânicos e são responsáveis pelo desequilíbrio das cadeias alimentares de que os tubarões fazem parte, uma vez que a maioria das espécies são predadoras de topo. É por este motivo que conseguem regular o balanço entre as diferentes espécies marinhas. Quando estes predadores são removidos, espécies comercialmente importantes podem entrar em competição com espécies de menor interesse, que anteriormente eram por eles controladas. Um outro aspecto negativo da alteração da estrutura dos ecossistemas marinhos pode ser demonstrado pelo que aconteceu na Austrália, há alguns anos atrás. A pesca excessiva do tubarão desencadeou um crescimento explosivo da população de polvos, o que não parece ser muito grave, já que o polvo é um molusco muito apreciado. O problema é que o aumento da população de polvo provocou uma diminuição acentuada nas populações das suas presas, o que já é extremamente preocupante em termos económicos, quando estamos a falar de lagostas!

Por outro lado, os tubarões não predam indiscriminadamente, mas realizam uma selecção relativamente ao tipo, ao tamanho e ao estado de saúde das presas. Deste modo, são responsáveis pela remoção dos animais mais fracos e debilitados do ecossistema, actuando como uma ferramenta da selecção natural, impelindo a evolução a continuar o seu curso.

Em Abril deste ano, realizou-se a XI Conferência da CITES em Nairobi, no Quénia, onde 150 países discutiram quais as espécies ameaçadas do mundo que precisam de maior protecção. A tentativa por parte de organizações ambientalistas e de alguns governos de colocar certas espécies de tubarões (nomeadamente o Tubarão Baleia e o Tubarão Branco) no anexo II da Convenção, que impõe restrições ao seu comércio, revelou-se infrutífera, pois não se atingiram os dois terços necessários para a aprovação desta medida.

Para além da necessidade de travar a comercialização não controlada, a desmistificação do tubarão "caçador-de-homens" é fundamental para a sua conservação. Esta visão universal e simplista está a ser, lentamente, substituída por uma visão mais equilibrada e racional do papel que este animal desempenha nos ecossistemas dos quais faz parte e do balanço entre prejuízos/benefícios que pode causar.

Mas qualquer que seja a visão que se possui, existem factos inegáveis que permitem olhar para os tubarões como uma obra-prima no mundo dos predadores. Eles surgiram há mais de 350 milhões de anos, muito antes do Homem e permaneceram praticamente imutáveis nos últimos 70 milhões de anos. Apesar de viveram num ambiente que é razoalvelmente tolerante às alterações e que, até agora, não tem sido muito afectado pela actividade humana, para sobreviver tanto tempo numa escala geológica, deverão estar a fazer "as coisas bem feitas"!

No entanto, as mesmas características que lhes garantiram tão grande sucesso, estão agora a ameaçar a sua sobrevivência. Uma vez que cada fêmea produz apenas um número suficiente de crias para substituir as taxas naturais de mortalidade, as populações que sofrem maiores pressões estão a declinar perigosamente porque, devido à intervenção humana, actualmente essas taxas nada têm de natural. Como os fenómenos evolutivos só produzem resultados à escala de tempo geológico, muitos destes "senhores dos mares" correm sérios riscos de deixarem de o ser.

Maria Carlos Reis