quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Conteúdo - Défice de atenção - Como se previne o Défice de Atenção?


Durante a gravidez é importante evitar tudo o que possa prejudicar o desenvolvimento do feto, como o álcool, tabaco, fármacos ou toxinas ambientais.

Também as crianças devem ser protegidas de poluentes e toxinas do meio ambiente, como o fumo de tabaco, agentes químicos industriais ou agrícolas e a tinta com chumbo.

Embora não existam dados concretos, é prudente evitar a exposição excessiva à televisão ou a videojogos nos primeiros 5 anos de vida.


Vídeo - A Célula - Episódio 1 - A Química da Vida





Título Original: The Cell
Gênero: Documentário
Ano de Lançamento: 2009


Série da BBC em três episódios na qual o biólogo Dr. Adam Rutherford conta a extraordinária história da busca científica para desvendar os segredos da célula e da própria vida. Todos os seres vivos são feitos de células, unidades estruturais dotadas de poder e complexidade quase inimagináveis.









Ficha de Trabalho sobre Sustentabilidade


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UFCD - 0113 - Descrição do processo E-6 e do processo C-41/R-A4

0113 - Descrição do processo E-6 e do processo C-41/R-A4
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Descrição do processo E-6 e do processo C-41/R-A4
Código:
0113
Carga Horária:
25 horas
Pontos de crédito:
2,25
Objetivos

  • Descrever o processo E-6.
  • Descrever o processo C-41/R-A4.
  • Determinar o cálculo das diluições químicas.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Cálculo
    • Primeiro renovador
    • Primeira lavagem
    • Inversor
    • Segundo revelador/revelador de cor
    • Paragem/condicionador
    • Branqueador
    • Fixador
    • Lavagem
    • Estabilizador
    • Secagem
  • Cálculo
    • Aclimatação
    • Revelador
    • Branqueador
    • Lavagem
    • Fixador
    • Estabilizador
    • Secagem
  • Segurança e higiene
    • Precaução no manuseamento dos agentes químicos
Referenciais de Formação

213005 - Operador/a de Fotografia
Histórico de Alterações

(*) 2008-05-14   Criação de UFCD.

Postal Antigo - Grécia - Templo de Hefesto


Biografia - Bernardim Freire de Andrade

n: 18 de Fevereiro de 1759 em Lisboa (Portugal)
m: 17 de Março de 1809 em Braga (Portugal)

Filho de Fernando Martins Freire de Andrade e Castro, senhor dos morgados de Ribeira do Sado e do Bom Despacho, e de Joana de Lencastre Forjaz. Alistou-se no exército e entrou como cadete no Regimento de Infantaria de Peniche, que fazia parte da guarnição de Lisboa, depois de ter frequentado o Colégio dos Nobres.
Em 1782 foi promovido a Alferes na 5.ª companhia do Regimento, companhia onde se manteve até ser promovido a Major. Em 1793 foi com o seu regimento para a Catalunha, integrado na Divisão Auxiliar que ajudou o exército espanhol na guerra contra a República francesa.

Em 1794, durante a campanha, foi promovido a Coronel do seu regimento, tendo sido ferido no ataque à posição de Madalena. Com o fim da campanha, devido à paz de Basileia, entre a Espanha e a França revolucionária, e subsquente regresso a casa foi promovido ao posto de brigadeiro.

Em 1800 foi nomeado governador e capitão-general da capitania de São Paulo, no Brasil. Não embarcou devido aos preparativos de guerra contra a Espanha, o que veio a acontecer em Maio de 1801. Foi nomeado comandante da brigada de granadeiros e caçadores do exército do Alentejo, tendo participado no combate de Arronches, conseguindo salvar as tropas do comando de Carcome Lobo de serem totalmente destruídas.

A seguir à guerra, participou em diversas comissões, no âmbito das reformas do exército postas em prática a partir de 1803. Em 1807 foi  promovido a marechal de campo, e nomeado Governador das Armas da região militar, com sede no Porto, conhecida por "Partido do Porto". Cargo que não tomou posse imediatamente devido à ocupação do país pelo exército francês do comando de Junot.

A revolta do Verão de 1808 contra o exército francês, despoletada em Madrid, no célebre dia 2 de Maio de 1808, e que de Espanha se propagou a Portugal, encontrou-o em Coimbra, para onde se tinha retirado em finais de 1807, juntando-se aí ao seu primo direito, D. Miguel Pereira Forjaz, futuro secretário da Regência. Dirigiu-se para o Porto para ocupar o posto para que tinha sido nomeado em 1807, e organizou com D. Miguel, e com as poucas forças e armas que existiam, um pequeno exército, que com o nome de «exército de operações da Estremadura» se dirigiu para Coimbra, onde chegou a 5 de Agosto, tendo apoiado sempre o flanco esquerdo do exército britânico, do comando do general Wellesley, o futuro duque de Wellington.

As decisões militares e políticas de Bernardim Freire de Andrade, sobretudo a de não juntar a sua força à do exército britânico, são a posteriori controversas, mas ainda hoje difíceis de analisar. A verdade, é que a sua acção em conjunção com a força comandada pelo general Bacelar, teve como consequência o impossibilitar a junção do corpo de tropas do general Loison ao do general Delaborde, o que permitiu aos britânicos só encontrarem as tropas do último na Roliça, e terem tempo, de receber os reforços que irão ser tão necessários para a derrota do exército francês de Junot, no Vimeiro, em 21 de Agosto.

Após a assinatura da Convenção de evacuação do exército francês de Portugal, a que se opôs, regressou ao Porto onde tomou o comando das forças militares do Porto e do Minho, que se preparavam para a defesa de Portugal, e a dar apoio às forças espanholas na expulsão dos franceses de toda a Península.

Fonte: 
António Pedro Vicente, 
«Um Soldado da Guerra Peninsular - 
Bernardim Freire de Andrade e Castro», 
Boletim do Arquivo Histórico Militar, 40.º volume (1970), 
pags. 201-576

Biografia retirada daqui

Manual - Energia, Calor e Temperatura


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Vídeo - David Bowie - "Ashes To Ashes"

Vídeo - Isto é Matemática - T09E04 - “Crescimento Fatorial”

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vídeo - A Célula - Episódio 2 - O Reino Oculto



Título Original: The Cell
Gênero: Documentário
Ano de Lançamento: 2009


Série da BBC em três episódios na qual o biólogo Dr. Adam Rutherford conta a extraordinária história da busca científica para desvendar os segredos da célula e da própria vida. Todos os seres vivos são feitos de células, unidades estruturais dotadas de poder e complexidade quase inimagináveis.








Conteúdo - Alergia Medicamentosa


Quando suspeitar de uma alergia a medicamentos?
-Quando manifesta, próximo da administração de um certo medicamento, os seguintes sintomas (isoladamente ou combinados): mais frequentemente envolvimento da pele e mucosas, com manchas ou pápulas vermelhas na pele com comichão (urticária, exantema), inchaço (angioedema) ou comichão na pele; menos frequentemente queixas do aparelho digestivo, náuseas, vómitos, diarreia ou cólicas abdominais; queixas oculares e/ou respiratórias, comichão nos olhos ou lacrimejo, espirros, tosse, chiadeira no peito ou dificuldade em respirar; ou mesmo sintomas cardiovasculares, traduzindo uma queda súbita da pressão arterial (hipotensão), com tonturas, palpitações, sensação de desmaio ou mesmo choque e perda de consciência.

-Quando manifesta, imediatamente ou próximo da administração de um certo medicamento, uma reação alérgica grave (anafilaxia). As reações mais graves surgem, na maioria dos casos, nos primeiros 30 minutos a 1 hora após a administração do medicamento.

No caso de comprovada alergia a medicamentos os doentes devem ser portadores da informação dos medicamentos envolvidos, do tipo de reação e alternativas terapêuticas. Não esquecer que o medicamento em causa pode existir sob as mais diversas formas de apresentação terapêutica. Pela complexidade do diagnóstico, da maioria das reações de hipersensibilidade a medicamentos, recomenda-se que estes doentes sejam avaliados em Centros de Imunoalergologia, com experiência nesta área.

Informação retirada daqui

Conteúdo - Alergia ao látex


Quando suspeitar de uma Alergia ao látex?
O látex (borracha) entra na composição de múltiplos produtos, incluindo material de uso médico (luvas, cateteres, algálias, máscaras, drenos, sondas, garrotes, entre outros) e de uso corrente (preservativos, bolas, balões, toucas, brinquedos, chuchas, tetinas, entre outros).

Os sintomas de alergia ao látex podem variar desde reação alérgica local (urticária de contacto), rinite (espirros, prurido nasal, corrimento), conjuntivite (prurido, vermelhidão, lacrimejo), asma (dispneia, pieira e tosse), até episódios de reação alérgica grave ou choque anafilático.

Deve suspeitar de alergia ao látex quando:
Ocorre uma reação alérgica em criança ou adulto submetido a múltiplas cirurgias (ex. espinha bífida e outras malformações congénitas) ou com exposição profissional ao látex (ex. profissionais de saúde, veterinários, cabeleireiros, entre outros);
Ocorrem sintomas imediatos após contacto com luvas de látex, preservativos ou outros produtos contendo látex (contacto direto e/ou inalação de partículas dos alergénios de látex);
Reações durante procedimentos médicos ou cirúrgicos, tais como tratamentos dentários, exames ginecológicos, ou reações intra-operatórias;
Reações com alimentos com reatividade cruzada descrita com o látex (síndrome látex-frutos).

Os doentes com história de reações alérgicas graves devem ser portadores de um estojo de emergência com adrenalina para autoadministração, em situações de exposição acidental, ao látex e/ou a alimentos com reatividade cruzada com látex a que sejam alérgicos. Estes doentes devem ser referenciados a um Centro de Imunoalergologia, para avaliação e eventual indicação para imunoterapia (vacina antialérgica) com extrato de látex em ambiente hospitalar.

Informação retirada daqui

Conteúdo - Alergia Alimentar


Quando suspeitar de uma alergia alimentar?
-Quando manifesta sintomas, imediatamente ou próximo da ingestão de um alimento, e menos frequente após o contacto ou inalação de vapores de cozedura dum alimento.
-Quando sintomas idênticos se repetem após a ingestão do mesmo alimento, ou de alimentos relacionados.
-Quando manifesta, próximo da ingestão de um certo alimento, os seguintes sintomas isoladamente ou combinados:

Pele e mucosas - manchas ou pápulas vermelhas na pele com comichão (urticária), inchaço; comichão na boca;
Digestivo: náuseas, vómitos, diarreia, cólica abdominal;
Respiratório: espirros, comichão nos olhos ou lacrimejo, tosse, chiadeira no peito, dificuldade em respirar.

-Quando manifesta, próximo da ingestão de um certo alimento, uma reação alérgica grave (anafilaxia), podendo envolver vários órgãos como a pele, sistema respiratório e sistema digestivo e/ou sintomas cardiovasculares, traduzindo uma queda súbita da pressão arterial, suores, palidez, palpitações e perda de consciência.
-Quando manifesta, após realizar um exercício físico intenso e próximo da ingestão de um certo alimento, uma reação alérgica que pode variar desde uma urticária até uma reação alérgica grave.
-Quando manifesta comichão na boca, com ou sem inchaço dos lábios e/ou língua, imediatamente após a ingestão de alimentos vegetais, como os frutos frescos – síndrome de alergia oral.
-Quando manifesta após o contacto direto com o alimento vermelhidão e comichão na pele – urticária de contacto.
Em crianças, quando na presença dum eczema moderado a grave, particularmente nos primeiros anos de vida.
-Quando ocorrem, particularmente na criança, sintomas digestivos frequentes tais como recusa alimentar, vómitos, diarreia, má progressão no peso ou sangue nas fezes.
Se tiver o diagnóstico de esofagite eosinofílica.

Os doentes com história de reações alérgicas graves devem ser portadores de um estojo de emergência com adrenalina para autoadministração, em situações de ingestão acidental do(s) alimento(s) a que sejam alérgicos.

Recomenda-se que os doentes com alergia alimentar sejam avaliados em Centros de Imunoalergologia, com experiência nesta área.

Pelas particularidades inerentes ao diagnóstico de alergia alimentar de acordo com a idade do doente, particularmente na criança, pela complexidade de algumas situações envolvendo reações de reatividade cruzada entre grupos de alimentos, pela possibilidade de em situações mais graves serem efetuados procedimentos específicos de indução de tolerância oral, como para o leite de vaca ou ovo.

Informação retirada daqui

Conteúdo - Alergia a insetos


Muitas espécies de insetos podem provocar reações alérgicas, na maioria das vezes reações locais, como é o caso dos mosquitos, melgas, moscas, pulgas e percevejos, no entanto, em alguns doentes alérgicos ao veneno de himenópteros, abelha e vespa, a picada destes insetos pode desencadear reações alérgicas sistémicas, muito graves. 

Geralmente a picada de insetos provoca apenas a reação local, com dor, comichão, vermelhidão e inchaço no local da picada, resultante da injeção dos componentes tóxicos do veneno. Nos casos de reação alérgica grave (anafilaxia) os sintomas surgem geralmente alguns minutos após a picada e têm vários graus de gravidade, desde reação cutânea (urticária, angioedema), sintomas digestivos (náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal), respiratórios (pieira, estridor, falta de ar) a cardiovasculares (taquicardia, tonturas, confusão, sensação de desmaio), até ao choque anafilático com paragem cardiorrespiratória. O risco é habitualmente maior nas picadas de abelha do que nas de vespa. Os doentes com história de reações sistémicas devem ser portadores de um estojo de emergência com adrenalina para autoadministração.

Estes doentes devem ser referenciados a um Centro de Imunoalergologia, para avaliação e eventual indicação para vacina anti-alérgica com extrato de veneno em ambiente hospitalar.

Informação retirada daqui

Conteúdo - Alcoolismo


O conceito de alcoolismo abrange a globalidade dos problemas motivados pelo álcool, no indivíduo, nos planos físico e psíquico, nas perturbações da vida familiar, profissional e social, e também nas suas implicações económicas, legais e morais.

Em Portugal, apesar dos últimos dados disponíveis indicarem um ligeiro decréscimo a nível nacional, o consumo de álcool per capita mantém-se bastante elevado. Por outro lado, tem-se verificado um consumo crescente de álcool entre jovens e mulheres e alterações significativas nos modos de ingestão que agravam as situações de risco. Este tópico tem sido tema recorrente nos meios de comunicação e tem determinado alterações na legislação de modo a tentar controlar este importante problema.

Portugal surge de forma sistemática entre os maiores consumidores de bebidas alcoólicas e de álcool a nível Europeu e Mundial. Num estudo recente, encontraram-se estimativas em maiores de 15 anos para o País, de 58.000 doentes alcoólicos (síndrome de dependência de álcool), isto é, cerca de 7% da população nacional, e 750.000 bebedores excessivos (síndrome de abuso de álcool), o que equivale a 9,4% da população nacional.

Na população escolar portuguesa, estima-se que a prevalência de problemas ligados ao álcool se situe entre os 10% e os 20%, em alunos universitários. No que se refere a alunos do ensino secundário, com idade média de 16 anos, entre 18% e 20% ter-se-ão embriagado pelo menos uma vez.

Estima-se que o consumo excessivo de álcool ocorra em cerca de 10% das mulheres e 20% dos
homens. Sabe-se também que o álcool está relacionado com 50% dos casos de morte em acidentes de automóvel, 50% dos homicídios e 25% dos suicídios.

O álcool é actualmente, em Portugal, uma droga legal e comercializada, fazendo parte dos hábitos alimentares de uma larga maioria da população. Para além disso o álcool aparece muitas vezes associado a inúmeras formas de relacionamento social, tanto privado como público, de natureza ritual, comemorativa, recreativa, para além de fazer parte do estilo de vida ou mesmo da identidade de muitos grupos sociais.

Quais as causas do alcoolismo?
O alcoolismo é influenciado por factores genéticos, psicológicos, sociais e ambientais que afectam a resposta e o comportamento do organismo face ao álcool.

O processo de dependência em relação ao álcool ocorre de um modo gradual. O álcool, ao longo do tempo, vai alterando o normal equilíbrio entre as substâncias químicas que existem a nível do cérebro associadas com a sensação de prazer, capacidade de avaliação e controlo do corpo. Esse facto faz que se consuma álcool para recuperar as boas sensações ou para afastar as negativas.

Eis alguns factores de risco para o desenvolvimento do alcoolismo:
Consumo regular de álcool ao longo do tempo, que vai gerando uma dependência física.
Idade: quanto mais cedo se inicia o consumo de álcool, maior o risco de desenvolvimento de dependência.
História familiar: o risco é mais elevado quando existem familiares próximos com problemas relacionados com o álcool.
Depressão e outros problemas mentais, como a ansiedade ou doença bipolar.
Factores sociais e culturais: ter amigos ou pessoas próximas que bebem regularmente álcool aumenta o risco de consumo e de dependência. As mensagens que os media veiculam da associação entre o consumo de álcool e o status social podem ser um factor importante em alguns casos.
Mistura de medicamentos e álcool: alguns medicamentos interagem com o álcool, aumentando os seus efeitos tóxicos. Inversamente, o álcool pode aumentar ou diminuir o efeito de diversos medicamentos, o que se pode revelar perigoso.

Como se manifesta o alcoolismo?
Os sintomas do alcoolismo são muito diversos e passam pela incapacidade de reduzir o consume de álcool, pela sensação de uma enorme necessidade de consumir álcool, desenvolvimento de tolerância ao álcool, que obriga a um maior consumo para se obter o mesmo efeito, consumo de álcool em isolamento ou às escondidas, sensação física de abstinência (náuseas, suores, tremores) quando não se consome álcool, lapsos de memória, criação de rituais, consumindo álcool em horários definidos com sensação de frustração se tal não é possível, irritabilidade, consumo de álcool para se sentir bem ou para se sentir ”normal”, problemas legais, financeiros, pessoais e profissionais, perda de interesse noutras actividades que costumam ser agradáveis.

O álcool provoca uma depressão do sistema nervosa, embora, em algumas pessoas, a reacção inicial seja de estimulação. O álcool reduz as inibições, afecta os pensamentos, emoções e capacidade de julgar e decidir. Afecta ainda a fala, a coordenação muscular e, em doses excessivas, pode induzir coma ou causar a morte.
Por outro lado, a dependência do álcool associa-se, habitualmente, ao consumo excessivo e à dependência de outras substâncias.

Como consequência da perda de todas as capacidades referidas, o álcool aumenta o risco de acidentes de viação, acidentes domésticos, reduz o desempenho no trabalho e na escola e aumenta a probabilidade de se cometerem crimes violentos.

O álcool aumenta o risco de complicações médicas como, doença hepática (hepatite, cirrose, cancro), problemas digestivos (gastrite, úlcera); má-absorção, pancreatite; problemas cardíacos (hipertensão arterial, enfarte do miocárdio, AVC); complicações nos doentes diabéticos; alterações na função sexual; problemas oculares; osteoporose; complicações neurológicas; diminuição das defesas; anomalias congénitas no caso de consumo de álcool durante a gravidez; maior risco para várias formas de cancro;

Como se diagnostica o alcoolismo?
É importante que a pessoa afectada adquira consciência de que consome álcool acima do normal e que, por isso, deve procurar ajuda.

O diagnóstico passa, portanto, por uma boa entrevista com o médico assistente, pela avaliação dos consumos diários e por um conjunto de exames para avaliação da extensão do problema.

Existem diversos exames que são importantes na identificação dos problemas associados ao álcool, como análises clínicas, ecografia abdominal, biópsia do fígado e outros, competindo ao médico selecionar os mais adequados a cada caso.

Como se trata o alcoolismo?
O tratamento é complexo e deve englobar os aspectos biológicos e psicossociais, bem como o meio familiar, profissional e social onde o paciente se insere.

No que se refere aos problemas orgânicos, na fase inicial as lesões causadas pelo consumo de álcool podem ser reversíveis. É uma fase que pode demorar algum tempo e passa, fundamentalmente, pela abstinência completa do consumo de bebidas alcoólicas.

Podem ser prescritos medicamentos para ajudar a combater os sintomas provocados pela dependência ou abstinência ao álcool.

Nas fases mais adiantadas as lesões podem ser irreversíveis (cirrose hepática). Apesar disso, o tratamento das complicações poderá contribuir para uma importante melhoria da qualidade de vida.

Como se previne o alcoolismo?
A única forma verdadeiramente infalível de prevenir o alcoolismo seria simplesmente não beber bebidas alcoólicas. Mas o que verdadeiramente interessa é saber beber com moderação.

Durante eventos sociais deve-se beber sempre menos do que considera razoável. Quando se bebe é importante não variar e beber sempre o mesmo tipo de bebida.

É importante avaliar o grupo de amigos e de pessoas próximas porque o excesso de consumo de álcool é frequentemente incentivado por terceiros.

Praticar desporto, ler, meditar, ir ao teatro e cinema, podem ser boas alternativas para ajudar a libertar do stress e prevenir a necessidade de fuga, em alternativa ao consumo de álcool.

Vale ainda a pena referir que os medicamentos “anti-ressaca” não protegem dos efeitos nocivos do álcool.

Fontes
Sociedade Portuguesa De Gastrenterologia
M ª Lucília Mercês de Mello e col., Álcool e problemas ligados ao álcool em Portugal, Saúde XXI, Programa Operacional Saúde Direcção-Geral de Saúde, 2001
Casimiro Balsa e col., O Consumo de Bebidas Alcoólicas em Portugal. Prevalências e padrões de Consumo, 2001-2007, CesNova – Centro de Estudos em Sociologia Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Mayo Foundation for Medical Education and Research, Agosto de 2012

Conteúdo - Afasia


A afasia é um distúrbio da comunicação adquirido que interfere na capacidade de processamento da linguagem, sem afetar a inteligência. A afasia prejudica a capacidade de falar e de compreender outras pessoas, e, em muitos casos, também compromete a leitura e a escrita.

A causa mais comum da afasia é um acidente vascular cerebral (cerca de 25-40% das pessoas com acidente vascular cerebral apresentam afasia). Outras causas comuns são os traumatismos crânio-encefálicos, tumores cerebrais ou outros problemas neurológicos. Portanto, na afasia, como resultado de uma lesão cerebral, uma ou mais partes do uso da linguagem deixam de funcionar apropriadamente.

A afasia é uma das sequelas mais incapacitantes de um acidente vascular sendo difícil para o doente e para a sua família a adaptação a esta situação. A afasia obriga a modificações dramáticas a nível profissional, social e económico, e gera dificuldades de comunicação e distúrbios emocionais por vezes graves. Por outro lado, a afasia tem um forte impacto na noção de identidade, na autoestima e nas relações interpessoais e sociais, gerando depressão, limitação física e isolamento.

A afasia pode associar-se a dificuldades em ações quotidianas, na observação dos arredores, na concentração, na iniciativa para falar, na memória e pode causar incapacidade para fazer duas coisas ao mesmo tempo.

Não existem duas pessoas que sofram de afasia do mesmo modo. A gravidade e a extensão da afasia dependem, entre outras coisas, da localização e da gravidade da lesão cerebral, da competência linguística anterior e da personalidade do indivíduo. Algumas pessoas com afasia podem entender a linguagem, mas têm problemas para achar as palavras certas ou para construir frases. Outras tendem a falar em demasia, mas o que dizem é difícil de se compreender.

A afasia afeta em torno de um milhão de norte-americanos e é mais comum que a doença de Parkinson, a paralisia cerebral ou a distrofia muscular. Mais de 100.000 norte-americanos adquirem este distúrbio anualmente. A afasia é um distúrbio muito comum em pessoas idosas mas pode ocorrer em qualquer idade, independentemente do género ou raça. A sua identificação é muito importante porque a afasia tende a ser um fator de isolamento social e familiar, dadas as dificuldades de comunicação que origina. Como muitas profissões requerem capacidades de linguagem e fala, a afasia pode prejudicar o exercício pleno do trabalho. As pessoas com afasia leve e moderada conseguem retornar ao trabalho, mas podem ter suas funções ou ocupações adaptadas. Em Portugal não existem dados sobre a incidência de afasia mas estima-se que cerca de 50% dos sobreviventes de um acidente vascular apresentem dificuldades de comunicação. 

Quais as causas da afasia?
Como foi referido, a afasia desenvolve-se como resultado de uma lesão cerebral, como um acidente vascular, um trauma ou um tumor cerebral. No cérebro existem várias áreas com diferentes funções. Para a maioria das pessoas, as áreas responsáveis pela linguagem estão localizadas no lado esquerdo do cérebro. Quando essas áreas são afetadas, surge a afasia.

Como se manifesta a afasia?
Como se referiu, as afasias podem ser de vários tipos. Algumas pessoas têm dificuldade em falar, enquanto outras têm dificuldade em seguir uma conversa. Nalguns casos, a afasia é muito ligeira e não é percetível num primeiro contacto. Noutros casos, ela pode ser muito severa afetando a fala, a escrita, a leitura e a compreensão. Os sintomas específicos são muito variados, mas o que todas as pessoas com afasia têm em comum são as dificuldades de comunicação.

Uma pessoa com afasia pode ter dificuldade em recordar palavras e nomes, mas a sua inteligência está basicamente intacta. A afasia não é como a doença de Alzheimer porque, na afasia, a dificuldade está na capacidade em aceder às ideias e pensamentos e não na elaboração da ideia ou do pensamento em si. Contudo, como muitas pessoas com afasia têm dificuldade em comunicar, elas são frequentemente confundidas com pessoas com problema ou doença mental.

Muitas pessoas com afasia também apresentam paralisia ou fraqueza dos membros superior e inferior direitos porque a afasia resulta de uma lesão no lado esquerdo do cérebro e este lado controla os movimentos do lado direito do corpo. Pode ocorrer perda de campo visual; desconhecimento de como realizar sequências de ações simples como vestir-se, comer ou beber; dificuldades em comer, beber e deglutir; problemas de memória; dificuldade no controlo de emoções; epilepsia.

Como se diagnostica a afasia?
O diagnóstico do tipo de afasia é feito essencialmente por quatro provas: análise do discurso, nomeação de objetos por confrontação visual, repetição de palavras e compreensão de ordens simples.
Para lá do diagnóstico da afasia, é essencial a identificação da lesão cerebral, o que pode ser conseguido pela ressonância magnética.

Como se trata a afasia?
O objetivo do tratamento é tornar a comunicação funcional. Muitas pessoas que sofrem de afasia estiveram hospitalizadas por algum tempo. Esta hospitalização frequentemente ocorre depois da lesão cerebral ter ocorrido. Depois de ter alta do hospital muitas pessoas com afasia ainda necessitarão de tratamento. 

Nem sempre é claro a quem se deve recorrer. O tratamento da afasia é quase sempre realizado por fonoaudiólogos (terapeutas da fala). Por princípio, qualquer pessoa sofrendo de afasia é elegível para terapia fonoaudiólogica. A duração do tratamento depende, entre outras coisas, do tempo de recuperação da afasia.

Devido à afasia, a maneira pela qual o afásico entende o mundo ou a maneira de se expressar sofre uma mudança. Através da melhor utilização possível das capacidades comunicativas remanescentes do afásico, ainda é possível se comunicar com ele. Uma pessoa com uma afasia severa frequentemente entende apenas as palavras mais importantes de uma frase. Muitas vezes as pessoas que rodeiam o afásico pensam que ambos se entenderam muito bem, mas uma reação negativa deste demonstra que este não era o caso. Para que a comunicação seja eficaz, é importante que exista tempo. Estar sentado confortavelmente e manter contacto visual é muito útil. Deve-se falar devagar e com frases curtas, reforçando as palavras mais importantes de cada frase. Deve-se ajudar a pessoa com afasia a expressar-se quando ela demonstra dificuldade. Isso pode ser feito apontando para um objeto), fazendo gestos ou desenhos ou escrevendo algo sobre o que está sendo dito.

Se os sintomas da afasia durarem mais de dois a três meses após a lesão cerebral, uma recuperação completa pode vir a ser menos provável. No entanto, é importante saber que muitas pessoas continuam a melhorar mesmo depois de anos ou décadas. A melhoria do problema faz parte de um processo lento que envolve tanto o sujeito como a família, sendo importante o desenvolvimento de estratégias compensatórias de comunicação.

Como se previne a afasia?
Sendo a causa mais comum da afasia o acidente vascular cerebral, a prevenção passa por medidas que minimizem o risco da sua ocorrência: exercício físico regular; dieta equilibrada com pouco sal e gordura e rica em fruta e vegetais, evitar o tabaco; ingestão moderada de álcool; controlo do peso e da pressão arterial; tratamento de doenças associadas como a diabetes e o excesso de colesterol. 

Fontes
Associação Internacional de Afasia, 2013
National Aphasia Association, 2012
Gabriela Leal e col., Avaliação da afasia pelo Médico de Família, Rev Port Clin Geral 2005;21:359-64
American Speech-Language-Hearing Association, 2013

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Conteúdo - Défice de atenção - Como se trata o Défice de Atenção?


O tratamento, como regra, associa o uso de medicamentos e uma terapia comportamental realizada por um psicólogo infantil e adaptada a cada caso.
Quando as crianças que não são muito agressivas e estão inseridas num ambiente familiar estável, pode ser suficiente o tratamento com medicamentos.

As crianças com défice de atenção não costumam, geralmente, ultrapassar plenamente as suas dificuldades.
Os problemas que se manifestam ou persistem na adolescência e na idade adulta incluem o fracasso escolar, pouca auto-estima, ansiedade, depressão e dificuldades na manutenção de um comportamento social adequado.
De um modo geral, as pessoas com défice de atenção aparentam adaptar-se melhor às situações laborais do que às escolares.

Quando o défice de atenção não é tratado, o risco de abuso de álcool ou de estupefacientes e a percentagem de suicídios tendem a ser mais elevados do que na população em geral.
É importante reforçar que o tratamento pode aliviar muitos dos sintomas mas não existe uma cura para esta condição.

Vídeo - A Célula - Episódio 3 - A Centelha da Vida





Ficha de Trabalho sobre casos de estudo de bem-estar animal


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UFCD - 0112 - Revelação de um filme P/B exposto

0112 - Revelação de um filme P/B exposto
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Revelação de um filme P/B exposto
Código:
0112
Carga Horária:
25 horas
Pontos de crédito:
2,25
Objetivos

  • Executar o processo de revelação de um filme P/B exposto.
  • Determinar o cálculo das diluições químicas.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Cálculo
    • Renovação
    • Stop
    • Fixador
    • Lavagem
    • Secagem
Referenciais de Formação

213005 - Operador/a de Fotografia
Histórico de Alterações

(*) 2008-05-14   Criação de UFCD.

Postal Antigo - Grécia - Acrópole de Atenas


Biografia - D.José Trazimundo Mascarenhas Barreto, 5.º marquês de Alorna, 8.º conde da Torre e 7.º marquês de Fronteira

n.      11 de janeiro de 1802.
f.       19 de fevereiro de 1881.

Vedor honorário da Casa Real, par do reino; 7.º senhor de Fronteira, 8.º senhor dos morgados da Torre da Vargem, senhor de Coculim e Verodá, na Índia; 15.º senhor da quinta das Chantas, no termo de Santarém; 13.º senhor da quinta da Goncharia, em Almeirim; donatário na mordomia-mor de Faro; marechal de campo reformado; grã-cruz da Ordem de Cristo; comendador na mesma ordem, das comendas de Santa Cristina, de Afife, de N. Sr.ª da Conceição, de Rosmaninhal; de S. Miguel, de Linhares; de S. Nicolau, de Carrazedo de Monte Negro; de S. Tiago de Fonte Arcada; de S. Tiago de Torres Vedras. Grã-cruz da Ordem da Torre e Espada, oficial e cavaleiro da mesma ordem; grã-cruz das ordens de Carlos II de Espanha; da Águia Vermelha da Prússia; de S. Gregório Magno de Roma; de Alberto o Valoroso da Saxónia; de S. Maurício e S. Lázaro de Itália e da Rosa do Brasil; condecorado com a medalha das campanhas da Liberdade, algarismo 9, e com as medalhas por Bons Serviços, Valor Militar e Comportamento Exemplar.

Nasceu em Lisboa a 11 de janeiro de 1802, e faleceu na sua quinta de Benfica, a 19 de fevereiro de 1881. Era filho de D. João José Mascarenhas Barreto, 6.º marquês de Fronteira, e de sua mulher, D. Leonor Benedita de Oyenhausen e Almeida. 

Mal conheceu seu pai, que faleceu em 1806, e herdou todos os bens da casa; o príncipe regente D. João o agraciou com os títulos e bens da Coroa, de que os seus antepassados gozavam, em portaria de 17 de maio de 1811, e suplementos de 24 de setembro de 1814 e 26 de abril de 1815. Assentou praça de cadete a 8 de maio de 1818, tendo dezasseis anos, na primeira companhia de Granadeiros do Regimento de Infantaria n.º 4, sendo promovido a alferes do regimento n.º 1 da mesma arma em 10 de dezembro de 1820. Em 14 de fevereiro de 1821 casou com D. Maria Constança da Câmara, dama da Ordem de Santa Isabel, mais tarde, dama de honor das rainhas D. Maria II, D. Estefânia e D. Maria Pia; era filha de D. Luís Gonçalves da Câmara Coutinho Pereira de Sande, 11.o senhor das Ilhas Desertas, de Regalados, e do morgado da Taipa; alcaide-mor de Torres Vedras, casado com D. Maria de Noronha, filha dos 7.os, condes dos Arcos. 

Em 1820, o chefe da revolução liberal, o general Sepúlveda, o nomeou seu ajudante de campo, conservando-o no seu estado-maior até à queda do governo constitucional. Não querendo anuir ao movimento da Vilafrancada em maio de 1823, foi colocado no 7.° Regimento de Cavalaria, de guarnição em Torres Novas. Voltou depois a Lisboa, e foi mandado servir no regimento n.º 4 da mesma arma, poucas semanas antes da revolta de 30 de abril de 1821. Esteve então preso na torre de Belém, e depois na praça de Peniche, correndo os mais sérios perigos de vida, pois esteve quase a ser fuzilado. Saindo da prisão obteve licença para sair do reino, e em companhia de sua mulher percorreu parte da Europa, regressando à pátria depois de ser outorgada a Carta Constitucional em 1826. Foi eleito par do Reino, por carta régia de 30 de abril deste ano, não tomando logo posse, por estar ainda na menoridade, que então se contava de vinte e cinco anos. 

Começando as lutas do partido do infante D. Miguel, o general conde de Vila Flor tomou o comando das armas da província do Alentejo nos fins de Novembro do referido ano de 1826, e nomeou o marquês de Fronteira seu ajudante de campo. Tomou parte no combate de Arronches, e foi recomendado pelo seu comportamento nesta acção, sendo ele o portador da participação do combate à, regente, a infanta D. Isabel Maria. O conde de Vila Flor passou ás províncias da Beira, Trás-os-Montes e Minho, conservando sempre o marquês ás suas ordens. Nesta qualidade esteve na batalha de Coruche, e nos combates de Ponte da Barca e do Prado. Tendo em 9 de janeiro de 1827 deposto as armas os corpos rebeldes, findou a campanha, conservando-se o marquês no quartel general do conde de Vila Flor, que teve a nomeação de governador das armas do partido do Porto, e nele igualmente se conservou, quando aquele general comandou a força armada de Lisboa. Em julho de 1827 houve tumultos sérios na capital, com o fim de obrigar a regente a nomear um ministério que fosse presidido por Saldanha. Aos miguelistas convinha acusar de cumplicidade nestes tumultos pessoas importantes pela sua hierarquia social, e por isso o intendente da polícia recebeu varias denúncias em que se acusava o marquês de Fronteira de ter empenhado os seus esforços na direcção daqueles movimentos. A esta revolução se ficou chamando a Archotada. Na sessão da Câmara dos Pares de 5 de fevereiro de 1828 prestou juramento e tomou posse o marquês de Fronteira, e logo o ministério público remeteu à câmara um processo em que o novo par estava pronunciado como cabeça de motim. Em 22 de fevereiro seguinte ficou absolvido, quando o infante D. Miguel chegou a Lisboa. Constando-lhe que pretendiam prendê-lo, apesar de ter sido absolvido, emigrou para Inglaterra, passando depois a Paris. Tendo adoecido nessa cidade, não tomou parte na conhecida tentativa do vapor Belfast, onde vieram à costa do Porto, Saldanha, Palmela e o conde de Vila Flor, mas o governo de D. Miguel, acreditando que ele fora um dos da expedição, mandou-o processar com os outros, e sequestrou lhe os bens. Sabendo, porém, mais tarde que o marquês estava doente em Paris mandou suspender o processo e levantar o sequestro. O marquês declarou então no Journal des Debats, que se não tinha tomado parte na expedição de Belfast, fora por motivo da doença, e que não reconhecia outra rainha senão D. Maria II. Esta declaração valeu-lhe um novo sequestro, ficando privado de todos os seus bens até à entrada do exército libertador na capital. 

Assim que o ordenaram, reuniu-se ás forças que sustentavam a dinastia e a Carta nos Açores. Partiu para a ilha Terceira, e continuou no lugar de ajudante de campo do general conde de Vila Flor; desembarcou com ele nas praias do Mindelo, a 8 de julho de 1832, e às suas ordens entrou na batalha de Ponte Ferreira, a 23 de julho, em que foi graduado no posto de capitão; e quando se reformou a ordem da Torre e Espada, foi condecorado com a medalha de cavaleiro, com a data do dia da batalha. Assistiu também ao combate de Souto Redondo, e todo o tempo que o conde de Vila FIor comandou o exército liberal durante o cerco do Porto, esteve seu ajudante de campo. Quando D. Pedro IV assumiu o comando em chefe, nomeou o seu oficial ás ordens. Tomando o conde de Vila Flor o comando da ala direita das linhas do Porto e da 1.ª divisão do Exército, o marquês voltou ao seu quartel-general. Foi também recomendado pela sua conduta no combate das Antas. Acompanhou o general, já, então duque da Terceira, na expedição do Algarve, fez a campanha desta província e a do Alentejo, esteve na batalha de Cacilhas, continuando sempre ás ordens daquele general durante os sítios de Lisboa e de Santarém, e acompanhou-o depois ao norte do país. Assistiu à entrada de Coimbra e à batalha de Asseiceira, onde recebeu o grau de oficial da Torre e Espada. Estava em Evoramonte quando se deu a convenção em 27 de maio de 1834, e o duque da Terceira lhe deu ordem de acompanhar o general Lemos aos postos avançados do exercito de D. Miguel, sendo em seguida mandado como parlamentar à praça de Elvas comunicar ao governador o resultado da convenção, e intimá-lo a render-se. 

Terminada a campanha da Liberdade, o marquês de Fronteira foi colocado no Regimento de Lanceiros n.º 1, que se organizou naquela época, sendo nomeado comandante do 3.º esquadrão. Convocadas as cortes foi um dos 13 pares, que, guardando com a devida honra o seu juramento à Carta e à dinastia, instalaram novamente a referida câmara. A revolução de 8 de setembro de 1836 suprimiu a câmara, e em 1837 instaurou-se o Congresso Constituinte, em que o marquês de Fronteira foi eleito deputado por Lisboa. Depois de votada a nova constituição de 1838, foi também deputado, eleito por Bragança. Em 1840 organizou o 2.° Batalhão do Comércio, mas teve de abandonar o comando para acompanhar o duque da Terceira ás províncias do Norte. Em 1842 restabeleceu-se a Câmara dos Pares, e nesse ano, comandando o duque da Terceira a 1.ª Divisão Militar, realizou-se no Porto a restauração da Carta, e a Junta que a proclamara, marchou sobre Coimbra; a rainha ordenou então ao marquês de Fronteira o desempenho da comissão espinhosa de ir ao encontro da junta e das forças da província do Norte, comandadas pelo barão de Santa Maria, e no regresso à capital foi elogiado pelo ministro da Guerra, José Jorge Loureiro pela forma como se houvera no cumprimento daquela comissão. Em 1846 rebentou a revolução chamada da Maria da Fonte, e o marquês de Fronteira foi nomeado governador civil de Lisboa, cargo que exerceu, com uma pequena interrupção, até 1851. Nesta época foi encarregado pelo primeiro-ministro, o general Saldanha, de organizar os corpos de voluntários nacionais da capital, e de tomar o comando geral desses corpos. Antes da batalha de Torres Vedras em 23 de dezembro de 1846, estando Lisboa ameaçada pelas forças da Junta do Porto, ocupou as linhas da capital com os ditos corpos, merecendo elogios do governo pelo bom serviço que fizera. Em 1847 foi elevado a grã-cruz da Ordem da Torre e Espada. Conservou o comando dos corpos nacionais e o cargo de governador civil até 1851, como dissemos, ano em que rebentou a revolta conhecida pela Regeneração, tendo ele empregado todos os meios de que podia dispor, para evitar que a revolta triunfasse na capital. Saldanha foi nomeado presidente do Conselho de Ministros, e o marquês entendeu na sua dignidade demitir-se dos cargos que exercia. Saiu brigadeiro por antiguidade, em 10 de julho de 1851, e não lhe convindo ficar por mais tempo no serviço efectivo, pediu e obteve a reforma no posto de marechal de campo, reforma, que lhe foi melhorada por um decreto honroso, em 11 de maio de 1869, pelo ministério Sá da Bandeira. 

Por ocasião do casamento de D. Pedro V, em maio de 1858, foi nomeado mordomo-mor da Casa da Rainha D. Estefânia, cargo que exerceu até ao falecimento daquela virtuosa senhora, sucedido em Julho de 1859. Quando faleceu D. Pedro V e o infante D. João, em 1861, o duque de Saldanha, que era o mordomo-mor da Casa Real, adoeceu, e o marquês de Fronteira foi substitui-lo nesse elevado cargo. No casamento de D. Luís I, em 1862, foi nomeado mordomo-mor da Casa da Rainha senhora D. Maria Pia. Alguns anos depois, por motivos particulares, pediu a demissão, que lhe foi concedida. 

O marquês de Fronteira era neto pelo lado de sua mãe, da grande poetisa, marquesa de Alorna (V. este título). O titulo de marquês de Alorna foi-lhe dado em 22 de outubro de 1839, ficando desde então reunido ao de Fronteira, que lhe* foi renovado em Julho de 1844. Diz-se que deixou manuscritas algumas memórias valiosas. Do seu matrimónio houve uma única filha e herdeira, D. Maria Mascarenhas, que nasceu a 27 de maio de 1823, e casou com Pedro João de Morais Sarmento, elevado pelo seu casamento a conde da Torre, e depois a marquês de Fronteira (V. o artigo seguinte). O ilustre fidalgo assistiu em França à coroação de Carlos X e a todas as festas que por essa época se realizaram nas Tulherias. Tinha verdadeira paixão pelas artes, e em Roma viveu na convivência do nosso pintor Sequeira.

Nota:
Publicadas por Ernesto de Campos de Andrada em 1926 com o título Memórias do Marquês de Fronteira e d'Alorna, D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto, ditadas por ele próprio em 1861 e publicadas em Coimbra pela Imprensa da Universidade.

Biografia retirada daqui




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UFCD - 0111 - Técnicas de fotografia, execução de fotografia e exposição

0111 - Técnicas de fotografia, execução de fotografia e exposição
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Técnicas de fotografia, execução de fotografia e exposição
Código:
0111
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Operar uma máquina de fotografia.
  • Reconhecer as diferentes possibilidades de exposição, tendo em conta a composição fotográfica.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Ângulo da câmara
  • Distância e objectiva
  • Uso dos controles
  • Perspectiva e escala
  • Centro do interesse
  • Enquadramento e conteúdo
  • Regra dos terços
  • Sobreexposição e subexposição
Referenciais de Formação

213005 - Operador/a de Fotografia
Histórico de Alterações

(*) 2008-05-14   Criação de UFCD.

Postal Antigo - Grécia - Acrópole - Óleo pintado por Leo von Klenze - 1846


Biografia - José César Ferreira Gil

General, historiador militar e comandante da 3.ª expedição a Moçambique, em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial.

Nasceu na Celorico da Beira em 1 de Novembro de 1858;
morreu em 15 de Agosto de 1922.

Frequentou a Escola do Exército (a Academia Militar) de 1876 a 1878, sendo promovido a alferes efectivo e, Outubro de 1881. Em 1899 foi colocado na Escola Prática de Infantaria, em Mafra, sendo o comandante da Companhia Normal de Instrução, a unidade que servia para experimentar, estudar e normalizar os regulamentos. Pouco tempo depois voltou à Escola do Exército como comandante da companhia de alunos. Promovido a major foi nomeado 2.º comandante da Escola Prática de Infantaria. Em 1905 passou a professor do Colégio Militar. Republicano desde cedo, foi promovido a coronel em 1911, sendo transferido para o comando do regimento de infantaria n.º 29, aquartelado em Braga.

Tendo subjugado um motim desencadeado no seu regimento, durante o qual foi ferido, recebeu a medalha de prata de valor militar, sendo nomeado director do Colégio Militar. Promovido a general em 1915, foi escolhido para comandar a maior expedição militar enviada para as colónias africanas no decurso da Primeira Guerra Mundial, para a qual, como escreveu, não se achava verdadeiramente preparado. 

A expedição acabou de sair de Lisboa em 3 de Junho de 1916, chegando a Palma, no Norte de Moçambique, entre 3 e 5 de Julho. Em 19 de Setembro, dirigiu a invasão da «África Oriental Alemã», a colónia germânica a Norte de Moçambique - a actual Tanzânia -, sem sucesso, provocando a subsequente invasão alemã da colónia portuguesa. Em 10 de Outubro de 1916 regressou a Portugal, oficialmente doente, sendo substituído no comando das forças pelo governador-geral de Moçambique, Álvaro de Castro. Com o regresso a Portugal, e após o seu restabelecimento, foi colocado na Secretaria da Guerra, sendo director da 1.ª Direcção Geral quando morreu.

Escritor militar colaborou na Revista de Infantaria e na Revista Militar com artigos técnicos e de história. Escreveu A Infantaria Portuguesa na Guerra da Península, obra que saiu durante as comemorações do centenário da Guerra Peninsular.

Fonte: 
Enciclopédia Portuguesa e Brasileira de Cultura

Biografia retirada daqui

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