domingo, 21 de outubro de 2018

Powerpoint - Regulação Hormonal


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Ficha de Trabalho - Ângulo ao centro - Área do setor circular


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Biografia - Adolfo Aizen

Jornalista e editor brasileiro, nascido em Juazeiro, na Bahia um dos principais responsáveis pela popularização dos quadrinhos no Brasil. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, decidido a ser um jornalista. Começou a trabalhar para O malho (1933), transferindo-se depois para O tico-tico. No mesmo ano viajou a Nova Iorque, onde entrou em contato com a King Features Syndicate. Depois de lançar o Suplemento juvenil, com aventuras de Jungle Jim, Flash Gordon, Tarzan, Mandrake e vários outros, fundou o Grupo Consórcio Suplementos Nacionais e passou a publicar várias outras revistas, como O mirim e O lobinho. Fechou o Suplemento (1947) e fundou a Editora Brasil-América, a inesquecível Ebal. Esta editora se caracterizou por editar histórias em quadrinhos durante muitos anos, até a década de 70. Seu primeiro sucesso no gênero foi com o lançamento da revista O Herói (1949). Publicou também Superman, Batman, Zorro, Bugs Bunny, Tom &Jerry, Homem Aranha, Thor etc. Logo no início, co-editou histórias de Disney com Cesar Civita, irmão do editor Victor Civita, na revista Seleções Coloridas, futura Editora Abril, que se transformou num império editorial na América Latina. Na Ebal, além da série Edições Maravilhosas, com adaptações de romances da literatura brasileira, ele prestigiou artistas nacionais, revelando André Le Blanc, Manoel Victor Filho, Nico Rosso, Eugenio Colonese e Ziraldo, entre muitos outros. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro (1991).


Noticia retirada daqui

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Postal Antigo - Reprodução de Arte - Edição alemã de cerca de 1910


Powerpoint - Termorregulação


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Postal Antigo - Reprodução de Arte - Desenho de V Schivert (cerca de 1910)


Postal Antigo - Reprodução de Arte - Postal circulado em 1907


Postal Antigo - Reprodução de Arte - Desenho de E.Dorno, Munique - Postal circulado em 1907


Manual - 12º Ano - Números Complexos


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Biografia - Katharine Graham


Na realidade, o seu poder nos media começou lentamente, a partir de 1963, na sequência da morte súbita do marido, ao decidir substituí-lo na direcção do jornal Washington Post. Fotografia de Katharine GrahamCom determinação e bom senso, conseguiu transformar um jornal modesto numa empresa que, em 1991, apresentava um lucro de 1,4 biliões de dólares. 
             Kay não ficou na memória de todos apenas por saber gerir uma empresa, mas por ter tido a coragem de denunciar, em 1969, nas páginas do seu jornal, factos políticos extremamente delicados que colidiam com a segurança do país, em virtude de serem informações muito comprometedoras sobre o envolvimento dos Estados Unidos da América na Guerra do Vietname (os chamados Pentagono Papers) e por, em Junho de 1972, quando, contra tudo e contra todos, incluindo os advogadas da empresa que lhe diziam para esperar mais uns dias, apoiou os jornalistas do seu jornal, Carl Bernstein e Bob Woodward que tinham investigado o envolvimento do presidente Nixon naquele que ficou conhecido como «o caso Watergate». Este foi o período mais penoso da vida de Kay e do seu jornal, porque Nixon, recém-reeleito, desferiu, por interpostas pessoas, toda a sua ira contra os jornalistas e a directora do Washington Post, boicotando as estações de rádio e televisão do Grupo, não lhe concedendo novas licenças e tentando que o jornal ou desaparecesse ou fosse comprado por alguém da sua confiança. 
             Evidentemente que, durante os 26 meses do Caso Watergate, as finanças do Post tiveram uma baixa considerável, mas o dia de glória para Kay chegou a 9 de Agosto de 1974, quando Nixon apresentou a sua demissão e, a partir daí, Katharine Graham passou não só a ser olhada com o maior respeito, como as empresas do grupo ganharam outra dimensão. Foram 26 meses, com muitas noites sem dormir, muitas angústias, mas Kay teve sempre do seu lado os filhos e o editor do Post, Ben Bradlee, que nunca a deixou esmorecer. Nixon foi o primeiro Presidente dos EUA obrigado a demitir-se e este facto alterou completamente o poder dos media não só nos EUA como em todo o mundo. 
             Depois de tudo serenado Katharine, Ben Bradlee e alguns jornalistas do Caso viajaram para um país onde se não ouvisse sequer a palavra Watergate e rumaram ao Brasil, embrenhando-se pelos mais recônditos locais, gozando a paz e as belezas naturais e esquecendo a «civilização». 
             Para lá de uma determinação sem limites, Kay possuía uma refinada educação e um charme que, a ao longo dos anos, lhe granjearam grandes amizades e muito respeito pelos seus colegas de profissão. Kay passou a ser regularmente vista, nas revistas e nas televisões, acompanhada das mais famosas pessoas do planeta. 
             O Newsweek de 20 de Julho de 2001 (que pertence ao grupo do Post), saiu com Kay na capa devido à notícia da sua morte. Podemos vê-la nas páginas centrais, fotografada ao longo da sua carreira, ao lado de sete presidentes dos Estados Unidos, desde Nixon a Clinton, passando por Lindon Johnson, Gerard Ford, James Carter, Ronald Reagan e Georges Bush. O actual presidente Georges W. Bush não descansou enquanto não foi convidado pela Sr. Graham para um dos seus célebres jantares na mansão em Georgetown, do outro lado do Potomac, rio que banha a capital dos EUA. 
             Ela foi, sem dúvida, durante décadas, a mais conhecida anfitriã dos media nos EUA, tendo recebido os mais famosos deste mundo, que se sentiam orgulhosos por conviver com ela. Era amiga pessoal de Diana de Gales, de Henry Kissinger, do historiador Artur Schlesinger Jr., de Júlio Eglesias, de Giscard D’Estaing, dos arquimilionários Bill Gates e Mike Nichols da Microsoft, de Waren Buffet, de Nelson Rockefeller, de Nancy Regan e de tantos outros e outras menos conhecidos na Europa, mas poderosíssimos nos EUA.

NA HORA DA DESPEDIDA
             Não foram exagerados todos os elogios feitos a Katharine Graham, directora do jornal Washington Post, quando esta morreu, a 17 de Julho de 2001, com 84 anos.

«Katharine Graham é o símbolo da Washington de sempre.» 
(Henry Kissinger)
«Kay foi alguém que transformou o mundo num lugar mais aprazível.» 
(Bill Gattes)
«Kay Graham era uma galante senhora, uma serena revolucionária. Ela deixou uma marca indelével na capital do país e na imprensa americana.» 
(Arthur Schlesinger)
«A sua aparente vulnerabilidade era a sua força.» 
(Richard M. Smith, editor chefe da Newsweek)

             Katharine foi chamada «dama de ferro da imprensa», «a aristocrata dos media», «a mulher mais poderosa dos EUA» e o Sunday Times afirmou que Katharine era insubstituível. Enfim, todos os seus colegas da comunicação social lhe quiseram manifestar o apreço autêntico e verdadeiro pelo seu valor, numa carreira feita com muita sabedoria, alguma humildade, charme e determinação. Para lá de todo o seu sucesso no mundo do jornalismo, Kay fez também um percurso importante como mulher. Ela poderia ter-se mantido como dona-de-casa e teria muito que fazer com quatro filhos; mas, desde nova, criticou o hábito de em Washington, em plenos anos 50, depois do jantar os homens reunirem-se numa sala para fumar, beber brandy e falarem de política e as senhoras serem remetidas para outra sala, para as suas conversas «triviais». Kay nunca alinhou nesta atitude, até porque sempre soube que os assuntos não são específicos de um género. Kay sempre se assumiu como feminista, e era de opinião que deviam ser dadas iguais oportunidades às mulheres para poderem ascender ao topo das carreiras. 

             Kay pode mesmo ser considerada como o protótipo da mulher americana emancipada do séc. XX. Passou dos afazeres do lar, para o mundo da comunicação social - o 5º poder - com enorme sucesso. Como Katharine, embora tendo nascido ainda no século XIX, a única norte-americana com um carisma semelhante ao de Kay, foi, sem dúvida, Eleonora Roosevelt (1884-1962) Quando a responsável do Post era já uma figura pública e a entrevistavam sobre o seu poder nos media, onde imperavam os homens, afirmava que as mulheres devem redefinir a sua feminilidade. «O poder não pode ser considerado um atributo masculino, porque o poder não tem sexo.» E acrescentava: «Eu não me transformei [de dona-de-casa em editora de jornal] foi o trabalho que me transformou.» 

A HISTÓRIA DE UMA VIDA
Para uma mulher de sucesso como Katharine Graham, a missão de escrever a sua biografia surgiu-lhe como uma necessidade de fazer o balanço da sua vida, onde as etapas se foram sucedendo num ritmo que nunca previra. E, como ela sempre dizia, teve duas carreiras: esposa e mãe durante 23 anos e mulher trabalhadora durante mais de 30. Na realidade, Kay teve tudo menos uma vida monótona e não é vulgar uma mulher, nos Estados Unidos da América, com o poder colossal dos media, que fazem e desfazem reputações, conseguir ser respeitada e admirada por poderosos e pelos cidadãos comuns até ao dia em que o seu coração parou. São precisas grandes qualidades de trabalho e um sentido das oportunidades assinalável. A somar a uma carreira brilhante, a senhora Graham recebeu o Prémio Pulitzer para biografia, no ano de 1998. O livro foi um enorme sucesso e, no dia da sua morte, a 17 de julho de 2001, foi o mais solicitado à conhecida livraria online Amazon.


INFÂNCIA E JUVENTUDE
             Katherine nasceu a 16 de Junho de 1917, em Nova Iorque, numa família rica, tendo sido a quarta de cinco irmãos. O pai, Eugene Isac Meyer (1874-1959) era um judeu abastado, que fez fortuna em Wall Street, viajou pela Europa e viria a ocupar o cargo de governador do Federal Reserve Bank. Teve diversos cargos de grande responsabilidade na administração pública, mas virou-se para os assuntos privados, quando, em 1933, comprou o Washington Post, nessa altura um jornal de pouca circulação e com um défice considerável. Em 1946, foi o primeiro presidente do Banco Mundial, durante a presidência de Harry Truman, mas não gostou do cargo e pediu a demissão. A mãe de Kay, Inês Elizabeth Ernst, era filha de luteranos e teve uma educação cuidada mas muito espartana e Inês assim fez com os filhos, tendo grande parte da educação das crianças ficado a cargo de amas, governantas e professores particulares, enquanto ela se ocupava afanosamente das suas actividades sociais e culturais. Publicou livros sobre escritores russos e fazia regularmente discursos para mulheres sobre os seus direitos.

             Os Meyer casaram em Nova Iorque, em 1910, e, em 1917, ano do nascimento de Kay, mudaram-se temporariamente para Washington, por questões profissionais do pai. A desembaraçada Sr.ª Meyer partiu com o marido e deixou, durante quatro anos, os filhos de seis, quatro, dois anos e Kay com alguns meses, entregues a dedicadas nanies, facto que demonstra bem a visão desprendida da mãe, quanto ao lugar dos filhos na sua vida. Para compensar este distanciamento da mãe Kay, foi sempre a filha preferida do pai. 

DE DONA-DE-CASA A JORNALISTA E EMPRESÁRIA, KATHARINE GRAHAM MUDOU A FACE DA IMPRENSA MUNDIAL COM O CASO WATERGATE
             Em 1933, a família passou a residir em Washington, devido à compra do Post. Entretanto, Katharine estudou Direito na Universidade de Chicago e decidiu seguir jornalismo. Fez um trabalho para o The San Francisco News, antes de ir trabalhar com o pai no Washington Post, mas por pouco tempo. Só muitos anos mais tarde, como veremos, voltaria ao jornalismo. 

UMA MULHER, DUAS ACTIVIDADES: CASA E JORNAL
             Kay chegava a estar oito horas consecutivas a conversar com Phil, quando já sabia que o marido estava gravemente doente. Era a sua maneira de tentar ajudá-lo. O marido, a partir de certa altura, passou a sofrer de uma doença psíquica. Era maníaco-depressivo. Durante seis anos, ela e os médicos tentaram minimizar esta terrível obsessão, que se manifestava com períodos absolutamente depressivos e outros de enorme excitação. Em 1962, Phil conheceu uma jovem e no seu estado de irresponsabilidade quis o divórcio. Kay estava pronta a fazer-lhe a vontade, embora sabendo que no estado em que ele se encontrava as perspectivas não eram as melhores, mas o divórcio nunca se concretizou, porque, num quente dia de Agosto de 1963, Phil deu um tiro na cabeça e Katharine Graham sofreu como se calcula. Tinham sido mais de 20 anos de um casamento que, excepto os anos da doença, ela recordava com ternura. O desaparecimento do marido veio transformar esta dona-de-casa numa outra mulher, até aí desconhecida dos outros e dela própria. Aos 46 anos, Katharine Graham teve de decidir entre três hipóteses: vender o Washington Post, convidar alguém para o dirigir ou tomar as rédeas do jornal que ela vira entrar na família, enquanto o filho Donald terminava os estudos na Universidade de Harvard. Optou pela terceira hipótese, embora reconhecesse que era «abissalmente ignorante» sobre assuntos de publicações. Com uma grande tenacidade, bom senso e elevadas qualidades de trabalho, foi aprendendo tudo, sabendo rodear-se de jornalistas como Ben Bradlee (o seu braço direito) e não hesitou em dar a conhecer aos seus leitores os meandros da política norteamericana, mesmo quando isso implicava a possível destituição de um presidente. Kay, por esse facto, ficou para sempre na história do jornalismo e da política norte-americanos. O «Caso Watergate» foi paradigmático e o mais mediático do séc. XX e veio provar o que Kay sempre disse: que «a democracia americana é forte.» 

CASAMENTO E FAMÍLIA
             Na sua autobiografia escrita em 1997 (ver destaque), Kay conta como, na adolescência, se considerava uma mulher pouco atractiva. Crescera depressa demais, era alta e deselegante. Mas isso foi passageiro. Pouco segura de si, não acreditava muito que um dia algum rapaz se interessasse por ela. Porém, essa ideia contrasta com a sua participação nas actividades escolares. Em 1939, conheceu Philip Graham e casaram no ano seguinte. O casal Graham tornou-se rapidamente muito popular na vida social de Washington e Phil vai trabalhar, em 1945, para o Washington Post, a convite do sogro, que acreditou no seu grande poder criativo e empreendedor. Phil fez um bom trabalho tendo, entre outras iniciativas, criado diversos canais de televisão e diversas rádios. 
             Kay foi uma mãe de família atenta. Teve quatro filhos: Donald que é hoje o director do Washington Post, tendo colaborado durante anos com a mãe a quem estava ligado por uma enorme cumplicidade e ternura fora do vulgar; Lally Graham Weymouthor, editora da Newsweek e colunista do Post, William e o mais novo, Stephen, produtor teatral. Phil e Kay foram um casal feliz e Katy dizia que ele lhe dera confiança em si própria. Depois da morte do marido, Kay assegurou a continuidade do washington Post. De 1969 a 1979, foi publisher do jornal, passou a chefe executiva e depois a presidente do Grupo Washington Post Company que detinha, além da revista Newsweek, canais de televisão e rádios.

AS VIAGENS
             Em 1965, Kay e Elliot (editor da Newseek, de 1961 a 1976) empreenderam uma viagem pelo mundo, tendo começado pelo Japão, onde foram recebidos pelo então imperador Hirohito, avô do actual imperador. Passaram em Hong Kong, onde assistiram ao Novo Ano Chinês com as suas festas cheias de luz e cor; visitaram o Vietname, o Camboja e, na Tailândia, estiveram com a família real. Na Índia, Kay conversou com a ministra dos assuntos da população e falaram de métodos anticoncepcionais num país de elevada explosão demográfica. Na Europa, foi recebida pelo Papa. 

             Kay tirava muitas notas de todos os sítios por onde passava. 
             Em 1968, rumou à Filipinas para assistir às eleições presidenciais que colocaram Corazon Aquino na presidência e, nesse mesmo ano, Kay convidou Aquino para a sua casa em Washington. 
             Katharine Graham viajou bastante por todo o mundo e entrevistou os políticos mais importantes. Numa viagem maratona de 15 dias aos países de Leste europeu, em 1990, ela e a sua equipa, onde estava a sua amiga Meg Greenfield, mais tarde colunista da Newsweek, entrevistaram, de manhã à noite, deputados e presidentes. Foi nessa ocasião que entrevistou e ficou amiga de Mikail Gorbachev.

VESTIR BEM
             Kay não descurava a sua aparência e vestia-se com muita elegância. Escolhia o guarda-roupa em costureiros de renome. O costureiro Oscar de La Renta recordou como, em 1966 a conheceu no baile organizado pelo escritor Truman Capote em homenagem a Kay, então uma senhora da sociedade.  Nessa altura, o costureiro estava longe de supor quão importante essa mulher discreta e com tanto charme viria a ser marcante na sociedade da capital, mas desde logo percebeu que ela tinha um gosto requintado. 
             Durante anos, o costureiro de Kay foi Halston, mas depois da morte deste, em 1990, foi na casa Oscar de La Renta que passou a escolher as toilettes, sempre elegantes e discretas. Oscar de La Renta recordou que Kay, com o seu feitio discreto, ia ao seu atelier escolher peças de roupa mas que nunca o incomodava, nunca mandava chamá-lo como faziam outras clientes, provavelmente menos importantes que a senhora Graham. Quando ele aparecia para receber esta cliente tão especial, ela insistia que podia escolher sozinha, que não o queria incomodar. Kay não faltava aos desfiles de moda de La Renta, como não faltava também às festas do criador de moda quando se tratava de angariação de fundos para uma associação de solidariedade social da República Dominicana. Sempre discreta e generosa.

18 DE JULHO DE 2001
             No seu funeral, compareceram 3000 pessoas e foi um verdadeiro desfile de celebridades onde estiveram o casal Clinton, Bill Gates, o então vice-presidente Dick Cheney, o então Mayor de Nova Iorque Rudolf W. Giuliani, inúmeros senadores, o dono da Coca-Cola, o presidente da USA Networks e os chefes executivos das mais poderosas empresas de comunicações do EUA, nomeadamente do New York Times, da Associated Press e da Advance Publications. Três dos seus quatro filhos falaram sobre a sua progenitora, com destaque para Donald, que, desde há catorze anos, substituíra a mãe. Foi no dia dos seus 70 anos que Kay decidiu passar o testemunho, mas manteve-se sempre por perto, porque o Washington Post era também a sua casa. 
             A sua morte não teve, na imprensa europeia, o destaque que merecia, mas o país que a viu nascer honrou-a como tão bem o sabem fazer. 
             Agora, e porque os norte-americanos nestas coisas de sucesso «não dormem em serviço» já se fala em passar ao cinema a vida de Katharine Graham. 


Biografia retirada daqui

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Powerpoint - Osmorregulação


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Ficha de Trabalho - 6ºAno - Exercícios de Exames - Álgebra


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Biografia - Nair de Teffé

Caricaturista brasileira, nascida no Rio de Janeiro e falecida em Niterói. Filha dos Barões de Teffé, estudou em Nice e em Paris. Sentiu bem cedo forte inclinação para a arte da caricatura. Em 1909, na revista Fon-Fon!, publicou o seu primeiro trabalho. A partir de 1910 expõe na Galeria das Elegâncias, série de caricaturas das principais figuras femininas da sociedade carioca. Rian colaborou em publicações parisienses, como Fantasio, Le Rire e Fémina, além de ter ilustrado livros como "The beautiful Rio de Janeiro", de Alfred Gray Bell(Londres, 1914) ou "Petrópolis, a encantadora", de Otto Prazeres (Rio de Janeiro, 1922). Casou com o Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente da República. Realizara no ano anterior uma exposição individual, no Salão do Jornal do Comércio, no Rio de Janeiro, mostrando cerca de 200 caricaturas em que mais uma vez afirmava seu talento de caricaturista, servida por um traço ágil e sabendo captar o detalhe recôndito capaz de lhe sublinhar o carácter. Além da caricatura, porém, cultivou a pintura e inclusive o teatro e a música, tendo sido cantora, pianista e mesmo violinista razoável. Deu escândalo quando convidou para o palácio de Catete (residência do Presidente da República) a, também irreverente, Chiquinha Gonzaga, tendo Nair tocado ao piano o sucesso "Corta Jaca". Espírito irreverente, um dia numa reunião ministerial presidida pelo marido, irrompeu na sala trajando um vestido em cuja roda ostentava caricaturas de, todos os ministros de Estado! Vivendo uma vida longuíssima, em fins de 1959 retomou a caricatura, a instâncias de Herman Lima, produzindo, a partir de então, umas poucas de caricaturas de temas actuais.

Informação retirada daqui

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Powerpoint - Coordenação Nervosa


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Ficha de Trabalho - 6ºAno - Exercícios de Exames - Números e Operações


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Biografia - Jewgeni Chaldej


Famoso fotógrafo soviético que ficou célebre com a fotografia da colocação da bandeira da URSS no Reichtag de Berlim em 1945. Nasceu em Jusowka, actualmente Donezk na Ucrânia, em 1917;  morreu em Moscovo em 1997.

 Filho de pais judeus a mãe foi morta, em 1918, durante um progrom contra a comunidade judaica da vila ucraniana onde tinha nascido. Vai por isso viver com uma das avós, que lhe dá a primeira máquina fotográfica - uma FED (uma Leica Felix Edmundowitsch Dzierzynski) - que despertará no neto o entusiasmo pela fotografia.

Começa a trabalhar numa fábrica metalúrgica, mas em 1933 consegue trabalho num laboratório de fotografia.  Em 1936 é contratado como repórter fotográfico pela Agência de Notícias TASS em Moscovo, viajando por toda a União Soviética ao serviço da agência. Torna-se correspondente de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Acompanhará o exército soviético com a sua Leica de Murmansk até Berlim, passando por Sebastopol e Kursk, e documentando a libertação da Roménia, Bulgária, Jugoslávia, Hungria e a entrada em Viena. Ao todo 1.148 dias e cerca de 30.000 km com o Exército Vermelho. 

Em Berlim fotografará a colocação da bandeira da URSS no tecto do Reichtag de Berlim, a sua mais famosa fotografia. Fotografia que não é típica da obra de Chaldej que normalmente não procurava fotografar atitudes heróicas, mas sim documentar o que se ia passando. Entretanto, o pai e três irmãos e irmãs são mortos pelos alemães no Inverno de 1941 / 1942.

Em 1946 acompanhará o julgamento de Nuremberga e a conferência de paz de Paris. Em 1949 será demitido da TASS com a desculpa de que não há trabalho para ele, mas de facto, como o próprio dirá mais tarde, «a verdadeira razão era por eu ser judeu». Será contratado em 1956 pelo Pravda, jornal diário do Partido Comunista da URSS, órgão de informação onde trabalhou nos 15 anos seguintes. No fim dos anos oitenta reformou-se, tendo ainda fotografado Gorbachev, o último dirigente soviético que fotografou. «Porque me interessou», como disse.

Biografia retirada daqui

sábado, 13 de outubro de 2018

Exercício - Regulação Nervosa e Sistema Hormonal


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Ficha de Trabalho - Mega-ficha de Preparação para o Exame Nacional


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Biografia - Françoise Giroud


Jornalista, escritora, cronista, ensaísta e política francesa, de seu nome France Gourdji de origem suíça. Mulher de acção, combatente e militante, esteve na Resistência contra a ocupação da França na 2ª Guerra Mundial. Foi presa pela Gestapo e encarcerada em Fresnes. Manifestou-se já depois da guerra contra a Guerra da Argélia e foi uma acérrima defensora da causa das mulheres jornalistas. Em 1932 escreveu o guião do filme “Fanny” a que se seguiram “A Grande Ilusão” e “António e Antonieta”. Foi directora da revista Elle e co-fundadora com Jean-Jacques Servan-Schreider, seu grande amor, o semanário francês L'Express, de que foi directora de 1953 1974, quando passou a ser secretária de Estado do Governo de Jacques Chirac. Depois passou a secretária de Estado da Cultura de Raymond Barre. Teve uma intensa vida política até 1979. Em 1983 passou a editora do Nouvel Observateur. Fez crítica literária e publicou uma biografia de Alma Mahler(1988) e do casal Karl e Jenny Marx, 1992. Escreveu «Mon très cher amour» numa noite. Dentre as suas frases cheias de sabedoria disse "O discurso é o que distingue o ser humano do animal e o democrata do bruto" e ainda "O mais insuportável não é a infelicidade suportada, mas a infelicidade imaginada". Foi uma talentosa jornalista e como escritora deixou-nos biografias de grandes mulheres como Lou Salomé, Cosima Wagner, Marie Curie e Alma Mahler, entre outros. Escreveu um livro autobiográfico com o título "Arthur ou le bonheur de vivre" (1997).

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Powerpoint - Regulação nos seres vivos


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Ficha de Trabalho - Fracções


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Biografia - Amauri Ribeiro Jr.

Amaury Ribeiro Jr. é um jornalista brasileiro que ficou conhecido pela atuação no segmento dos direitos humanos. Ganhou notoriedade na publicação de seu livro "A Privataria Tucana", onde esboçou esquemas escusos nas privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.

O jornalista atua no jornalismo investigativo político. Em 1996, ganhou um dos maiores prêmios do Brasil, o Esso de Jornalismo, quando escreveu um livro sobre a guerrilha do Araguaia, o que levou o estado brasileiro a pagar uma indenização às famílias e parentes das vítimas. Foram descobertas, na ocasião, ossadas e cemitérios clandestinos. A guerrilha era formada por militantes de esquerda na época da ditadura militar brasileira, nos anos 70.

Em 1997, Amaury Ribeiro Júnior ganhou o prêmio do jornal "O Globo" sobre uma matéria, na qual, denunciava uma rede de prostituição. Em 1999, recebeu o prêmio Esso.

No ano de 2007, foi baleado quando realizava trabalho de investigação jornalística sobre os homicídios ligados ao narcotráfico em Brasília. O caso teve como suspeito do crime o sobrinho da prefeita da cidade Sônia Melo. O fato levou o jornalista a trabalhar no jornal Estado de Minas, onde começou a escrever sobre assuntos políticos.

Em 2010, o polêmico jornalista foi acusado de subornar testemunhas e de usar documentos falsos. Mas livrou-se da acusação sob a alegação de ter obtido as informações através de fontes comprovadas, as juntas comerciais e paraísos fiscais.

Em 2011, lançou o livro "Privataria Tucana" onde investigou casos de privatização ocorridos no governo do Presidente da República do Brasil Fernando Henrique Cardoso. No episódio, haveria lavagem de dinheiro em paraísos fiscais. O político Paulo Maluf também estaria envolvido.

Amaury Ribeiro Jr. também ganhou 4 vezes o prêmio Vladimir Herzog.

Notícia retirada daqui

Vídeo - Lápis de cor - 5º ano


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Powerpoint - Regulação Nervosa, Osmorregulação e Termorregulação


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Manual - 10ºAno - Introdução à Lógica matemática


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Biografia - Constantino de Fontes

Nasceu em Lisboa, Portugal,  em 1777;
morreu entre 1835 e 1840.

Empregado na Imprensa Régia em 1810 como abridor de gravuras, era nessa época viúvo e morava na rua das Taipas. A sua primeira gravura conhecida, de 1810, descreve o embarque da família real e da corte para o Brasil. Colaborou na obra de Pedro José de Figueiredo, Retratos e Elogios dos Varões e Donas que Ilustraram a Nação Portuguesa, publicados entre 1806 e 1822, tendo também produzido várias gravuras com motivos alegóricos dedicados à Constituição de 1822, assim como uma gravura descrevendo a chegada à Praça do Comércio de D. João VI, quando do seu regresso do Brasil, em 1821.

Continuando a produzir em todas as épocas, há de sua autoria gravuras representando D. Miguel, o marquês de Chaves, assim como a D. Pedro no leito de morte, possivelmente a sua última gravura.

Fonte:
Ernesto Soares, História da Gravura Artística em Portugal. Os Artistas e as suas Obras, vol. I, nova edição, Lisboa, Livraria Sancarlos, 1971, pág. 286;
Catálogo da Biblioteca Nacional, Lisboa.

Biografia retirada daqui

Vídeo - 5º ano - Guache


domingo, 7 de outubro de 2018

Vídeo - Potencial de Repouso e Potencial de Acção

Manual - 10ºAno - Geometria


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Biografia - Ana de Castro Osório


Intelectual, jornalista, ensaísta, conferencista, feminista e republicana, considerada uma das mais notáveis teóricas dos problemas da emancipação das mulheres foi uma dedicada e incansável lutadora pela igualdade de direitos. Fundadora da literatura infantil em Portugal, (o aspecto vulgarmente mais salientado da sua biografia) com Para as Crianças, uma colecção que iniciou em 1897. Nascida em Mangualde, foi residir para Setúbal, onde casou com Paulino de Oliveira tribuno republicano. Desenvolveu uma intensa actividade em prol dos direitos das mulheres. Fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, do Grupo de Estudos Feministas e da Cruzada das Mulheres Portuguesas. Dirigiu várias publicações destinadas às mulheres e colaborou com inúmeros artigos, na imprensa, numa linha de actuação, comum à maioria das mulheres republicanas, que privilegiou a educação e a formação de uma opinião pública feminista esclarecida. Realizou conferências e comícios. Foi consultora de Afonso Costa, Ministro da Justiça do Governo Provisório, na elaboração da lei do divórcio.
Às Mulheres Portuguesas (1905) é uma colectânea (250ps) de artigos fundamentais, sobre as principais questões femininas que nunca conheceu reedição, onde exorta as mulheres ao “trabalho e ao estudo”, que considera “passo definitivo para a libertação feminina” ,apelando para que as mulheres não façam do amor “o ideal único da existência”. Ser feminista, diz, é “desejá-las criaturas de inteligência e de razão”. Sobre a rapariga portuguesa da época é implacável e irónica: “não tem opiniões para não ser pedante, não lê para não ser doutora e não ver espavoridos os noivos”. Defende a igualdade de salários, “por igual trabalho, igual paga” e afirma que “nada mais justo, nada mais razoável, do que este caminhar seguro, embora lento, do espírito feminino para a sua autonomia”. Em Às mulheres Portuguesas analisa detalhadamente a situação da mulher e o casamento, da mulher casada perante o código civil e perante o trabalho. 

Informação retirada daqui

Vídeo - 5º ano - Aguarela


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Vídeo - Bomba de sódio-potássio

Manual - 10ºAno - Iniciação ao Estudo das Funções Reais de Variável Real


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Biografia - Antónia Pusich


Numa época em que as mulheres estavam confinadas à família, à música e aos bordados, Antónia Pusich defendeu que deveriam também aprender a ler e a escrever para poderem participar na vida social e política do País. Através dos jornais que fundou despertou nas mulheres o sentido cívico que viria a ser uma realidade nos séculos que se lhe seguiram. Conhece-a e admire-a.

            Antónia Gertrudes Pusich foi a primeira mulher no nosso país que, como jornalista e directora de publicações periódicas, pôs o seu nome no cabeçalho, sem se esconder, como até aí outras mulheres o haviam feito, atrás de um pseudónimo masculino. 
            Desde nova que Antónia começou a rabiscar os primeiros versos. Com a educação que o pai lhe dera e os muitos livros de que a rodeou, sabemos que tinha conhecimento de várias línguas e que escrevia desde nova. A vida de casada e os três casamentos, bem como as adversidades da vida, só lhe permitiram que publicasse pela primeira vez em 1841. A sua obra mais conhecida é Olinda ou a Abadia de Comnor Place. de 1848. No prefácio do livro, Antónia Pusich conta que a ideia de escrever aquele romance lhe surgiu depois de ler uma novela de Walter Scott. De facto, no seu livro não faltam todos os ingredientes dos contos de terror, mais ao gosto das brumas britânicas que do nosso sol português, onde não faltam, como refere a investigadora Maria Leonor Machado de Sousa, «tradição, castelos, subterrâneos, ruínas, narcóticos, fugas, salteadores, mortes, tempestades e até um espectro». 
            Antónia Gertudes Pusich também escreveu sobre membros da família real, que sempre dedicou à sua família e a ela própria uma grande amizade, sendo mesmo íntima amiga da infanta Isabel Maria. A longevidade da escritora permitiu-lhe atravessar diversos reinados - de D. Maria I até ao reinado de D. Luís. 
            A sua obra literária é extensa e sabe-se que recorreu à escrita para custear as despesas da sua numerosa família. Embora muitos dos seus livros só interessem a investigadores, a sua escrita como jornalista e como fundadora de três periódicos ainda se lê com interesse e agrado. Fundou A Cruzada, A Beneficência e A Assembleia Literária que são testemunho de uma faceta de pedagoga e interveniente na vida social e política. Grande sucesso teve, no Teatro Normal, a apresentação da sua peça Constança ou o Amor Maternal, drama autobiográfico. No fim da representação apareceu no palco com as duas filllas mais novas, tendo sido muito aplaudida.

            Antónia Gertrudes Pusich nasceu em Cabo Verde a 1 de Outubro de 1805 e foi a quinta filha de António Pusich, originário da cidade de Ragusa, conhecida em croata pelo nome de Dubrovnik, e de uma portuguesa, Ana Isabel Nunes. António Pusich pertencia à nobreza que se dedicara à navegação comercial e era herdeiro de uma considerável fortuna. Segundo a tradição, ele deveria comandar os navios da frota de seu pai que lhe coubessem por herança. Entretanto, recebera uma educação primorosa, como competia aos varões ilustres do seu tempo, estudando em diversas cidades italianas. 
            Terminados os estudos e preparação na Marinha, António Pusich viajou por quase todos os países da Europa. Foi em Turim que o nobre de Ragusa conheceu Rodrigo de Sousa Coutinho, embaixador de Portugal naquela cidade do Piemonte, e que o viria a convidar a visitar Portugal. 
            Em Lisboa, a cultura, o charme, a bela e aprumada figura de António Pusich, com os seus cabelos loiros, os olhos azuis, abonaram decisivamente a seu favor. Não é de admirar, pois, que ao ser apresentado a D. Maria I, esta lhe peça que lhe traga relíquias de santos e esculturas italianas para o mosteiro do Santíssimo Coração de Jesus (Basílica da Estrela) que estava em fase adiantada e que ficaria pronto em 1790. 
            António Pusich foi, de facto, o responsável pelo transporte, por barco, da estátua de Santa Teresa de Jesus que está naquela basílica, sendo considerado um benfeitor pela rainha, que era muito religiosa, e pelas freiras que ocuparam o convento. Mais tarde, Pusich viria a comprar propriedades naquela zona onde mandou edificar casas. 
            Numa das suas viagens de regresso a Itália, António Pusich vem acompanhado de Franzini, célebre astrónomo e cardeal, que viria a ser um dos mestres dos príncipes, filhos de D. Maria I e de seu marido e tio D. Pedro III. Não podiam ter sido melhores as relações entre este estrangeiro e a família real portuguesa, como a história se encarregaria de o demonstrar. 
            Um dia, António Pusich é convidado para uma recepção no Palácio de Queluz. É aí que conhece aquela que iria a ser sua mulher, Ana Maria Isabel Nunes, filha de Manuel Nunes, valido da rainha D. Maria I e educador dos infantes mais velhos, D. José e D. João. Como capitão-do-mar de Sintra e Ericeira, Manuel Nunes fez parte da comitiva que foi buscar a Espanha, em 1785, a princesa Carlota Joaquina, que viria a casar com o futuro rei D. João VI. 
            O romance entre António Pusich e Ana Nunes acabou em casamento, com o apoio da própria rainha. Porém, a noiva pôs uma condição: casava, mas não sairia de Portugal. Como filha única, não queria deixar os pais. Não sabemos se António Pusich terá hesitado perante o pedido. O certo é que vai a Ragusa tratar dos seus negócios, deixar a mãe como sua herdeira, participar à família o seu enlace e regressa a Portugal. O ministro Martinho de MeIo e Castro garante-lhe um emprego compatível com as suas muitas habilitações, ao serviço da corte portuguesa. Como sabemos, a Marinha portuguesa gozava, nessa época, de grande prestígio e mais um homem do mar era bem-vindo. 
            Os pais de Antónia Gertrudes Pusich casam na capela do Paço de Queluz, em 25 de Agosto de 1791. 
            António Pusich foi acumulando distinções e subindo de posto com regularidade. Em 1798 é responsável pelo brigue Dragão. No ano seguinte, já comanda um bergantim de nome Balão que aporta às ilhas de Cabo Verde. Em 18 de Março de 1801, é nomeado intendente da Marinha de Cabo Verde e Capitão-de-Fragata graduado. Será posteriormente nomeado Governador daquelas ilhas, a partir de 1818. Sabemos pela filha - que mais tarde escreve a biografia do pai - que este foi o único Intendente da Marinha das Ilhas de Cabo Verde, cargo que exerceu durante oito anos. Foi em 1805 que nasceu, na Ilha de São Nicolau, Antónia Gertrudes Pusich, tendo sido o padrinho de baptismo o príncipe regente que se fez representar por um irmão da neófita. Foi para assinalar este nascimento que o pai mandou erigir a capela de Santo António dos Navegantes no Porto Preguiça, que ainda existe. 
            É Antónia Gertrudes Pusich que nos conta como ela, em pequena, colaborava com os pais no apoio às populações de Cabo Verde, tantas e tantas vezes assoladas por doenças e privações, devido a secas prolongadas e cíclicas. O pai, que ela não deixa nunca de elogiar, teria acabado, naquelas ilhas, com costumes bárbaros, como eram os castigos corporais em público, que o governador anterior cometia contra a população, que era praticamente escravizada.

«Nos outros colégios do Estado e ainda nas escolas particulares igual esmero se vai tendo com a instrução dos meninos e honra seja feita aos professores e directores desses colégios. Mas as meninas!... As meninas imploram atenção, e de todas as pessoas que nutrem sentimentos de humanidade e desejos de ver prosperar a sua pátria.[...]. Enquanto em nossa terra as mulheres não tiverem a precisa instrução literária, ensinam a coser, marcar, bordar, música, etc. Porém a ler, escrever, contar, etc., não. E ainda menos outros estudos. Que mal pode ensinar alguém o que mal sabe... Poucas senhoras sabem escrever bem [...]. Aparecem numa sociedade, ostentam uma brilhante conversação, fazem uma elegante figura... encantam os espectadores... seduzem... adquirem nomeada, estudam todas essas aparências fosfóricas (sic); vai um sábio entrar com elas em discurso... onde está o espírito dessas fascinantes beldades?... Evaporou-se! Nem sabem dar uma razão do que dizem.» 

            Desde pequena que Antónia Gertrudes acompanhava o pai nas suas viagens pelas ilhas de Cabo Verde. Era ela também que lhe servia de secretária para redigir certos documentos. 
            Em 1820, dá-se a Revolução Liberal no Porto e as notícias chegam à Ilha de S. Tiago, em Cabo Verde, em 24 de Agosto. Para António Pusich e família. fiéis à: monarquia, iria começar um período de infortúnio e de humilhações. No ano seguinte, ainda como Governador de Cabo Verde, recusa-se a jurar a Carta Constitucional, sem prévia ordem do rei. Para o efeito, manda o filho Pedro António ao Brasil aconselhar-se com o monarca mas o rei, entretanto, já embarcara para Lisboa. A instabilidade nas ilhas de Cabo Verde era enorme. Havia muita gente com poder económico que queria ver o Governador afastado das suas funções, embora grande parte da população das Ilhas estivesse do lado de António Pusich. É certo que ele desde sempre sentira que havia muita gente na corte de D. Maria I e depois de D. João VI que não via com bons olhos as atenções e cargos que os monarcas davam "àquele estrangeiro", como diziam. Diziam mesmo que ele não era merecedor dos cargos, pois "havia nacionais habilitados nas Academias (portuguesas) que o rei devia preferir ao estrangeiro". As eternas invejas e intrigas que rodeiam o poder só que ele não era estrangeiro pois, ao casar com uma portuguesa, tinha adquirido a nacionalidade portuguesa. Pusich, acompanhado da família, chegou a Lisboa, em Setembro de 1821 e foi impedido de desembarcar pelas forças governativas, tendo de aguardar que o próprio rei ficasse como seu fiador. Só então desembarcou.
            Antónia Gertrudes Pusich casara pela primeira vez, muito nova, em 1820, com o desembargador João Cardoso de Almeida Amado Viana Coelho, deputado às cortes de 1820, de quem teve seis filhos: João António, Antónia, Alfredo, Maria, Ana e Ema. Esta última filha deste primeiro casamento casaria com Humberto de Luna da Costa Freire e Oliveira, que chegou a coronel. Foi republicano e apoiou Sidónio Pais. Viria a aderir ao movimento revolucionário de 28 de Maio de 1926. 
            O segundo casamento de Antónia Pusich foi, em 1830, com o comendador Francisco Henriques Teixeira, que esteve do lado de D. Miguel. Deste casamento nasceu Miguel (Pusich Henriques Teixeira). Tendo enviuvado pela segunda vez, Antónia Gertrudes Pusich casa uma terceira vez, em 16 de Abril de 1836, na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, com o capitão José Roberto de Melo Fernandes e Almeida. Tiveram vários filhos, a saber: António (Pusich de Melo) : Antónia (Pusich de Melo), Ana Isabel Filomena (Pusich de Melo) e Maria Amélia (Pusich de Melo). 
            Os muitos descendentes que ainda são vivos têm um grande orgulho da grande jornalista que ela foi. 
            Antónia Gertrudes Pusich, monárquica e profundamente religiosa, morreu a 6 de Outubro de 1883. A sua obra merece uma nova leitura. Ela não pode ficar confinada às estantes das bibliotecas nem à lápide que a Câmara Municipal lhe colocou na última casa onde morou, na Rua de São Bento, em Lisboa.

Informação retirada daqui

Vídeo - 5º ano - Caneta de feltro / Marcador


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Vídeo - Excreção e osmorregulação

Manual - 11ºAno - Geometria


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Biografia - Joshua Benoliel

Nasceu em Lisboa, a 13 de Janeiro de 1873;
e morreu no mesmo local em 3 de Fevereiro de 1932.



Jornalista e fotógrafo português, descendente de uma família hebraica estabelecida em Cabo Verde. Foi praticamente o criador em Portugal da reportagem fotográfica. Fez a cobertura jornalística dos grandes acontecimentos da sua época, acompanhando os reis D. Carlos e D. Manuel nas suas viagens ao estrangeiro, assim como a Revolução de 1910, as revoltas monárquicas durante a República, assim como exército português que combateu na Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. As suas fotografias caracterizam-se pelo intimismo e humanismo com que abordava os temas.

Trabalhou sobretudo para o jornal diário de Lisboa Século e para a revista ilustrada publicada pelo mesmo jornal Ilustração Portuguesa, de 1906 a 1918 e de 1924 até à sua morte, mas também para o Ocidente e o Panorama. A Ilustração a partir de 1906, com o aparecimento da 2.ª série, e sob a direcção de Silva Graça, deu um grande impulso ao foto-jornalismo. 

Publicou, com prefácio de Rocha Martins, o Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa, obra em fascículos ilustrada com fotografias de 1903 a 1918.

Notícia retirada daqui

Vídeo - 5º ano - Lápis de cor


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Ficha de Trabalho - Osmorregulação do Salmão


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Manual - 11ºAno - Iniciação ao Estudo das Funções Reais de Variável Real


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Biografia - Elisabeth Arden

Elisabeth Arden, de seu nome Florence Nightingale Graham, foi esteticista e empresária, nascida no Canadá. Fabricou o seu primeiro creme de beleza nos anos vinte e revolucionou o mundo da cosmética. O creme Amoretta foi o primeiro de uma longa série de produtos de beleza. Teve, de início sociedade com uma amiga, Elizabeth Hubbard, daí ter adoptado o nome de Elizabeth Arden. Ela ensinou as mulheres a maquilharem-se sem exageros, dado que antes só se pintavam as actrizes e mulheres de má vida. Abriu institutos de beleza em todo o mundo e tornou-se dona de um empório de cosmética hoje dirigido por uma descendente. Durante a sua vida Elizabeth produziu mais de trezentos produtos de cosmética, de qualidade e acessíveis. Casou, em 1915 com um norte-americano, de quem se divorciou e que também estava ligado à cosmética. A grande senhora da cosmética era uma apaixonada por corridas de cavalos. O seu nome consta nas 100 mais famosas personalidades do século XX nos EUA. A sua imagem de marca era usar toilettes sempre cor-de-rosa. Até ao fim da vida foi uma mulher de enorme charme e requinte.


Biografia retirada de O Leme

Vídeo - 5º ano - Lápis de grafite


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