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segunda-feira, 19 de agosto de 2019
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segunda-feira, 5 de agosto de 2019
segunda-feira, 29 de julho de 2019
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segunda-feira, 8 de julho de 2019
segunda-feira, 10 de junho de 2019
sábado, 10 de novembro de 2018
Conteúdo - Pão Com Menos Sal
O projeto Selo Pão com “Menos sal, mesmo sabor” surge no âmbito do protocolo estabelecido entre a Direção-Geral da Saúde (DGS), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e as Associações dos Industriais da Panificação, Pastelaria e Similares, com vista a acordar um conjunto de medidas com o objetivo de reduzir o teor de sal no pão.
O consumo excessivo de sal pela população é um dos maiores riscos de saúde pública em Portugal. De acordo com os dados do último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física IAN-AF (2015-2016), a população portuguesa apresenta um consumo médio de sal de 7,3 g (2848 mg/dia de sódio), superior ao valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde (não superior a 5g de sal por pessoa, por dia). A ingestão de sódio acima do valor máximo recomendado verificou-se em 65,5% das mulheres e 85,9% dos homens. O consumo elevado de sal está associado ao desenvolvimento de um conjunto de doenças crónicas, em particular as doenças cardiovasculares que representam atualmente uma das principais causas de morte da população portuguesa.
De acordo com o estudo Global Burden of Diseases (GBD), os hábitos alimentares inadequados dos portugueses são o fator de risco que mais contribui para a perda de anos de vida saudáveis, sendo que a ingestão excessiva de sal surge como o comportamento alimentar inadequado que mais contribui para a perda de anos de vida saudável.
Deste modo, a definição e implementação de estratégias com o objetivo de reduzir o consumo de sal por parte da população portuguesa assume uma extrema importância no contexto da prevenção das doenças cardiovasculares e outras doenças crónicas. O plano de ação de 2015-2020 da OMS na área da alimentação e da nutrição, sugere que as estratégias na área da redução do consumo de sal são uma das melhores abordagens (estratégias com baixo custo e elevada eficácia) para a prevenção das doenças crónicas na população na região europeia. Estudos sugerem que uma redução de 20 a 35% do consumo de sal pode traduzir-se numa redução em 25% do risco de doença cardiovascular.
De acordo com dados do Inquérito Alimentar Nacional e de Actividade Física IAN-AF (2015/2016), em Portugal, o pão e seus subprodutos, pelo seu elevado consumo, correspondem a um dos principais alimentos a contribuir para a ingestão de sal dos portugueses.
Portugal, apresenta já desde 2009, legislação que estabelece o limite máximo para o teor de sal no pão (1,4g de sal por 100g de pão). Contudo, sabendo que é possível reduzir ainda mais o teor de sal no pão, e sabendo também que existem atualmente muitas padarias portuguesas que têm vindo a desenvolver um excelente trabalho nesta área tendo conseguido produzir pães com teor de sal significativamente abaixo do valor definido atualmente pela Lei n.º 75/09, de 12 de agosto, o protocolo de colaboração entre a DGS, INSA e as Associações dos Industriais da Panificação, Pastelaria e Similares, estabeleceu novas metas para a redução de sal no pão, tendo como meta final um teor máximo de sal no pão de 1,0g por 100g de pão. Como metas intermédias foram estabelecidas as seguintes: 1,3g de sal por 100g em 2018, 1,2g de sal por 100g de pão em 2019 e 1,1 de sal por 100g de pão em 2020. Este protocolo estabelecido com as Associações dos Industriais da Panificação, Pastelaria e Similares, para além de definir um conjunto de metas faseadas e progressivas para a redução do teor de sal no pão, prevê também a realização de uma campanha de comunicação/sensibilização para a redução do consumo de sal e para a promoção do consumo de pão, a nível nacional.
Este protocolo foi estabelecido no âmbito da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), publicada em Diário da República através do Despacho n.º 11418/2017, de 29 de dezembro de 2017. Este protocolo pretende dar cumprimento a uma das medidas da EIPAS, nomeadamente “promover a adequação dos perfis nutricionais para determinadas categorias de alimentos, nomeadamente relativamente à quantidade de sal, açúcar e ácidos gordos trans”.
Assim, a presente iniciativa Selo Pão com “Menos sal, mesmo sabor” pretende conceder uma distinção pública, através da atribuição de uma menção distintiva, às padarias que atualmente já cumpram a meta mais ambiciosa definida para o ano de 2021 para o teor máximo de sal no pão.
Este projeto surge tendo por base uma experiência já bem sucedida nesta área e levada a cabo pela Administração Regional de Saúde do Centro, nomeadamente o Projeto pão.come, já em curso desde 2007. Nesta região, e muito em resultado deste projeto, cerca de 76% das padarias já apresenta pão com teores de sal abaixo do valor definido como meta para o ano de 2022 (inferior a 1g de sal por 100g de pão).
https://www.sns.gov.pt/pao-com-menos-sal/
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Conteúdo - Barotraumatismo do Ouvido médio
Episódio associado a diferenças bruscas de pressão atmosférica que condicionam alterações ao nível do ouvido médio. Acompanhado habitualmente de otalgia e hipoacusia
Conteúdo - Azia
O que é a Azia e como ocorre?
A azia é um sintoma de uma perturbação digestiva e não uma doença em si mesma. Ocorre, por exemplo, no refluxo gastroesofágico, condição na qual o conteúdo ácido do estômago reflui para o esófago lesando as suas paredes.
Dispepsia e Azia
A azia faz parte de um quadro mais abrangente de sintomas que se designam por dispepsia, termo que significa má digestão.
A dispepsia caracteriza-se por um conjunto de sintomas que se relacionam com a digestão dos alimentos, tais como dor ou desconforto abdominal, sensação de enfartamento, eructações, vómitos, azia ou perda de apetite.
Trata-se de um problema comum e estima-se que cerca de 30% da população adulta sofra ou tenha sofrido de dispepsia.
Em Portugal, cerca de 3 a 4% das consultas médicas de clínica geral são devidas a dispepsia.
Quais são as causas da Azia?
Durante uma refeição, os alimentos passam da boca para o estômago através de um tubo, chamado esófago. Em condições normais, a ligação entre o esófago e o estômago não permite que os alimentos ou as secreções do estômago voltem para trás. Se esse mecanismo não funcionar devidamente, o ácido do estômago consegue alcançar as paredes do esófago irritando-as e causando azia.
Uma das causas desse refluxo é a hérnia do hiato, condição na qual uma parte do estômago passa para cima do diafragma, entrando na cavidade torácica.
Uma refeição muito abundante, a inclinação do corpo para a frente e a posição horizontal são fatores que podem contribuir para o refluxo e, portanto, para a ocorrência de azia.
A gravidez, o stress, o tabaco, o café (mesmo o descafeinado), o álcool, as bebidas com gás, os citrinos, o tomate, o chocolate, a menta, a cebola e os alimentos muito gordos ou picantes são outros fatores associados à azia.
Dentro dos medicamentos, a aspirina, o ibuprofeno, alguns sedativos e anti-hipertensores também se podem associar à azia.
Como se manifesta a Azia?
A sensação de azia começa habitualmente no esterno e pode subir até à garganta. É mais comum depois das refeições ou quando o paciente está deitado, podendo durar minutos ou horas.
De um modo geral, a azia manifesta-se sob a forma de uma sensação de ardor ou queimadura que pode agravar quando se engole. Esse ardor resulta da irritação causada pelo refluxo do conteúdo do estômago para o esófago.
Noutros casos, a azia manifesta-se sob a forma de um sabor amargo na boca.
Este sintoma não deve ser confundido com a dificuldade em engolir, que se designa por disfagia, e que pode ocorrer em diversas doenças como a esofagite ou o cancro do esófago.
Em alguns casos, a azia associa-se a um quadro de tosse crónica, igualmente resultante da irritação do esófago pelo conteúdo do estômago.
Se esta condição não for tratada e se ocorrer com frequência, a lesão repetida das paredes do esófago poderá causar perdas de sangue e um progressivo estreitamento do canal, dificultando a deglutição.
Podem ocorrer úlceras no esófago e se a agressão for prolongada existe o risco de desenvolvimento de cancro do esófago.
A dor da azia pode simular a dor que ocorre durante um ataque cardíaco e é importante, em caso de dúvida, recorrer com urgência ao médico.
Como se diagnostica a Azia?
Perante um doente com queixas de azia, o médico deve tentar obter, através da história clínica e do exame objetivo, uma hipótese diagnóstica, tão precisa quanto possível.
Muitas vezes, estes elementos são suficientes para se poder iniciar um tratamento, sendo importante uma reavaliação algumas semanas depois. De facto, em muitos casos consegue-se deste modo uma melhoria importante sem ser necessário efetuar outros exames.
Noutros casos, esses exames podem ser importantes e, dentro deles, destacam-se a endoscopia digestiva alta e o teste respiratório para pesquisa de helicobacter pylori.
Como se trata a Azia?
Existem diversos medicamentos úteis para o tratamento da azia. As classes de medicamentos mais utilizadas são os antiácidos, os bloqueadores dos recetores H2 e os inibidores da bomba de protões.
Estes medicamentos pretendem reduzir a secreção de ácido do estômago ou neutralizá-la, de modo a que a lesão do esófago seja menos significativa na presença de refluxo.
Todos estes medicamentos devem ser receitados pelo médico, que saberá seleccionar qual o mais indicado para cada caso de azia.
Existem diversas medidas não médicas que podem ajudar a combater a azia, tais como comer pelo menos 2 a 3 horas antes de ir dormir, dormir com a cabeceira elevada, deixar de fumar, perder peso, não comer em excesso, evitar roupas muito apertadas e alimentos que tendem a causar azia.
Estas medidas ajudam a prevenir o refluxo do conteúdo do estômago para o esófago ou reduzem a formação de ácido no estômago.
Em casos mais graves, poderá ser necessário o recurso à cirurgia para correção da causa do refluxo.
Fontes
Familydoctor.org, Julho 2009
Teresa Lopes e col., Dispepsia, 2010
NHS Choices, Junho 2012
The Regents of The University of California, 2013
Conteúdo - AVC - Acidente Vascular Cerebral
O que é um AVC?
Um AVC resulta da lesão das células cerebrais, que morrem ou deixam de funcionar normalmente, pela ausência de oxigénio e de nutrientes na sequência de um bloqueio do fluxo de sangue (AVC isquémico) ou porque são inundadas pelo sangue a partir de uma artéria que se rompe (AVC hemorrágico).
Os AVCs isquémicos correspondem a cerca de 4/5 do total.
As células do cérebro morrem pouco tempo depois da ocorrência do AVC. Contudo, estas podem durar algumas horas se o fluxo de sangue não estiver completamente interrompido. Por essa razão, é fundamental agir rapidamente de modo a minimizar as lesões cerebrais causadas por um AVC.
É comum designar-se o AVC como “trombose”.
Existe uma outra forma de AVC de duração mais reduzida, inferior a 24 horas, que se designa por acidente isquémico transitório (AIT). Nestes casos, o entupimento da artéria cerebral é meramente transitório e os sintomas podem durar alguns minutos ou horas.
É importante reforçar que, mesmo nestes casos transitórios, é fundamental recorrer ao Hospital, uma vez que um AIT pode ser o primeiro sinal de um AVC com consequências devastadoras. De facto, uma em cada cinco pessoas que apresenta um AIT irá sofrer um AVC extenso nos próximos três meses. Nunca se deve ignorar um AIT.
AVC – Os números em Portugal e no mundo
O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Em todo o mundo, estima-se que: uma em cada seis pessoas terá um AVC; a cada segundo uma pessoa sofre um AVC; e a cada 6 segundos o AVC é responsável pela morte de alguém.
Para podermos perceber melhor a importância deste quadro clínico, é importante referir que, por ano, 15 milhões de pessoas no mundo sofrem um AVC e, dessas, 6 milhões não sobrevivem.
De acordo com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Portugal é, na Europa Ocidental, o país com a mais elevada taxa de mortalidade, sobretudo na população com menos de 65 anos de idade.
Sinais de AVC
Uma vez que o cérebro controla as funções corporais, os sinais do AVC irão variar em função da área afetada. Por exemplo, se o AVC afetar a área que controla os movimentos do corpo do lado direito, esse lado do corpo irá ficar com a mobilidade reduzida.
Como o cérebro também controla os processos mentais mais complexos, como a comunicação, as emoções, o raciocínio e o pensamento, todas estas funções tenderão a ficar afetadas após um AVC.
Um AVC ocorre de forma súbita, pela oclusão ou pela rotura de uma artéria, e, portanto, os seus efeitos no corpo são imediatos.
Quais são os sintomas de um AVC?
Estes sintomas surgem de um modo quase imediato.
De um modo geral, é simples reconhecer um AVC recorrendo à regra dos 5 F’s. Estes sintomas podem surgir de forma isolada ou em combinação:
Face: a face pode ficar assimétrica de uma forma súbita, parecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras estarem descaídos. Estes sinais poderão ser melhor percebidos se a pessoa afetada tentar sorrir.
Força: é comum um braço ou uma perna perderem subitamente a força ou ocorrer uma súbita falta de equilíbrio.
Fala: a fala pode parecer estranha ou incompreensível e o discurso não fazer sentido. Com frequência, a pessoa parece não compreender o que se lhe diz.
Falta de visão súbita: a perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, é um sintoma frequente num AVC, bem como a visão dupla.
Forte dor de cabeça: igualmente, é importante valorizar uma dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente do padrão habitual e sem causa aparente.
Quais os fatores de risco para o AVC?
Os fatores de risco são muito numerosos e, quanto maior for o seu número, maior o risco de ocorrência de um AVC.
Alguns desses fatores não são controláveis, como a idade, o género (mais frequente nos homens) e a genética. Em relação à idade, é importante referir que cerca de 25% dos AVCs ocorrem em pessoas jovens.
A diabetes, a hipertensão arterial, o colesterol, a obesidade, o sedentarismo, as arritmias, a displasia fibromuscular, o consumo de tabaco e de álcool também aumentam o risco de AVC.
Qual o tratamento para o AVC?
Os medicamentos mais úteis para o tratamento e prevenção do AVC são os anti-hipertensores, os antiagregantes plaquetários e os anticoagulantes. No seu conjunto, estas três classes de fármacos melhoram a circulação e garantem um melhor aporte de sangue, oxigénio e nutrientes às células cerebrais.
A escolha da melhor combinação de medicamentos deverá sempre ser realizada pelo médico.
Em alguns casos, a cirurgia poderá ser fundamental para desbloquear uma artéria entupida.
Como prevenir um AVC?
É importante controlar todas as componentes da nossa saúde, verificando regularmente a pressão arterial e o colesterol, não fumando nem consumindo álcool ou sal em excesso, mantendo uma dieta saudável e praticando exercício físico.
Que fazer perante a suspeita de um AVC?
Nestes casos, é essencial ligar imediatamente para o 112, explicando tudo o que se está a passar.
O paciente será atendido como prioritário num Serviço de Urgência onde o tratamento será prontamente instituído e o diagnóstico realizado.
Quais as consequências de um AVC?
Estas consequências vão depender do tipo de AVC, da localização da artéria afetada, da área cerebral lesionada, do estado de saúde e de atividade antes do AVC. Todos os AVCs são diferentes e cada pessoa afetada irá apresentar problemas e necessidades diferentes.
Qual a recuperação após um AVC?
A recuperação de um AVC demora tempo. Cerca de um terço dos doentes recupera de um modo significativo no primeiro mês mas muitos doentes irão exibir sequelas ao longo das suas vidas.
A recuperação irá depender da localização e extensão do AVC mas também do tempo decorrido, razão pela qual é crucial o recurso imediato ao Hospital quando existe suspeita de desenvolvimento de um AVC.
A fisioterapia e a alteração no estilo de vida são aspetos importantes para a recuperação. A manutenção de uma atitude positiva, o suporte profissional e familiar são peças importantes para que tudo possa correr o melhor possível.
Fontes:
Stroke Association
Stroke Foundation
Centers for Disease Control and Prevention
Viver após um Acidente Vascular Cerebral - Recomendado aos Prestadores de Cuidados Informais, Direcção-Geral da Saúde, Lisboa, 2000
Sociedade Portuguesa de Cardiologia
Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral
Conteúdo - Autismo
O autismo é uma perturbação do desenvolvimento que habitualmente se inicia nos primeiros três anos de vida. A maioria das crianças autistas assemelha-se às outras crianças mas exibem um comportamento diferente, realizando atividades estranhas e incompreensíveis.
Nas formas menos graves de autismo, as crianças falam e exibem capacidades intelectuais embora apresentem perturbações sociais e comportamentais. Embora se pensasse que o autismo era irreversível, hoje sabe-se que existem tratamentos que podem ser úteis.
Qual a incidência de autismo no mundo?
Desde os anos 90 que a incidência de autismo tem vindo a aumentar em todo o mundo, atingindo atualmente cerca de 60 em cada 10.000 crianças. Desconhece-se, no entanto, a razão para este facto.
Em Portugal, estima-se que o autismo afete cerca de 1 em cada 1000 crianças em idade escolar, com um valor um pouco mais elevado nos Açores (1,56/1000) do que no Continente (0,92/1000) e com predomínio no sexo masculino.
Quais as causas do autismo?
Não existe uma causa específica, mas admite-se que o autismo resulte de anomalias na estrutura ou na função do cérebro.
Com maior frequência, têm vindo a registar-se casos de autismo em crianças portadoras de algumas síndromes genéticas, na esclerose tuberosa, rubéola congénita e na fenilcetinúria.
Tem sido também avaliada a importância da hereditariedade e da presença de outros problemas médicos como fatores associados ao autismo
Outros fatores possíveis podem estar relacionados com a gravidez, o parto ou outros de natureza ambiental, como infeções virais, desequilíbrios metabólicos e exposição a substâncias químicas, como metais pesados.
Como se manifesta o autismo?
As alterações comportamentais típicas do autismo podem ser ou não aparentes na infância (18 a 24 meses), mas são de um modo geral mais evidentes entre os 2 e os 6 anos.
Como regra geral, será importante realizar-se uma avaliação mais completa na presença de um destes sinais:
-A criança não balbucia nem emite sons aos 12 meses;
-Não executa gestos (como apontar ou acenar) aos 12 meses;
-Não pronuncia palavras simples aos 16 meses; não forma frases com duas palavras aos 24 meses;
-Perdeu capacidades de linguagem ou competências sociais em qualquer idade.
A presença de um destes sinais não significa que a criança seja autista mas, uma vez que os sintomas do autismo são tão diversos, é importante, nestes casos, proceder a uma avaliação por uma equipa multidisciplinar, onde se englobam neurologistas, psicólogos, pediatras, terapeutas da fala e outros.
Importa assinalar que, em 20% dos casos, estas crianças também apresentam epilepsia.
Como se diagnostica o autismo?
O diagnóstico do autismo é difícil e não existe um teste específico. Como tal, o mesmo assenta na observação da criança, das suas competências sociais, verbais e comportamentais, e no modo como elas evoluem ao longo do tempo.
No momento atual, o diagnóstico do autismo baseia-se na presença de um conjunto de critérios definidos pela Associação Americana de Psiquiatria e que abrangem as áreas sociais, da comunicação e do comportamento. Existem testes de desenvolvimento que cobrem áreas como a linguagem, a fala, o nível de desenvolvimento e os aspetos comportamentais e sociais.
Alguns comportamentos podem indiciar a presença de autismo, como por exemplo:
-Dificuldades no estabelecimento de contacto visual
-Dificuldade em fazer amizades e em partilhar emoções
-Insensibilidade face aos sentimentos dos outros;
-Atraso na fala, incapacidade em iniciar ou manter uma conversação, repetição de palavras ou verbos sem entender o seu significado;
-Interesse anormal em objetos ou tópicos,
-Comportamentos repetitivos e/ou comportamento perturbado quando a sua rotina é alterada.
O diagnóstico é habitualmente realizado antes dos 3 anos, pela presença de atrasos óbvios na linguagem e na interação social. Quanto mais precoce o diagnóstico maiores as probabilidades de melhorar a linguagem e o comportamento da criança.
Como se trata o autismo?
No passado, o tratamento destas crianças passava pela sua institucionalização. Na atualidade, existem serviços e redes de suporte adequadas, acesso a informação e treino e, nestas condições, as crianças com autismo podem crescer, aprender e desenvolver-se, mesmo que o façam a um ritmo diferente do das outras crianças.
Embora não exista cura para o autismo, existem tratamentos e medidas educativas que permitem lidar melhor com esta situação, reduzindo os comportamentos mais perturbadores e oferecendo maior autonomia.
Medicação:
Em alguns casos, medicamentos antidepressivos, anti psicóticos ou aqueles utilizados no tratamento da hiperatividade podem ser úteis.
Se existirem outras doenças, como a epilepsia, alterações do sono ou problemas digestivos, será importante abordá-los em paralelo.
O tratamento deve ser instituído o mais precocemente possível e deve ser ajustado a cada caso.
Outras terapêuticas:
De um modo geral, as abordagens terapêuticas para o autismo podem ser não médicas, onde se incluem as abordagens comportamentais e educativas; o uso da comunicação e os tratamentos biomédicos, que englobam alterações na dieta, adição de vitaminas e minerais, reguladores do sistema imunitário e outros.
A seleção da melhor abordagem dependerá, como se referiu, de cada caso individual.
Qual o prognóstico do autismo?
O prognóstico do autismo é determinado fundamentalmente pela quantidade de linguagem frequente que a criança adquiriu até aos 7 anos de idade.
Uma vez que, como regra, os sintomas do autismo persistem durante toda a vida, os autistas com inteligência inferior à normal poderão requerer um cuidado institucional a tempo completo quando atingirem a idade adulta.
Fontes
Autism Research Institute, 2013
Autism Society, 2013
APPDA - Lisboa, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
Guiomar Oliveira, Autismo, Unidade de Desenvolvimento e Autismo, Centro de Desenvolvimento Luís Borges, Direcção Regional Educação Centro, Hospital Pediátrico de Coimbra, 2009
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