quarta-feira, 1 de março de 2017

Biografia - Thomas Hobbes

Filósofo inglês do século XVII, fundador da filosofia moral e política inglesa.
Nasceu em Westport, Inglaterra, a 5 de Abril de 1588, e  morreu Hardwick Hall em 4 de Dezembro de 1679.

Nascido no ano da Invencível Armada, nasceu prematuramente devido à ansiedade da mãe, segundo ele próprio defendeu. O pai de Hobbes, um clérigo da igreja anglicana, desapareceu depois de se ter envolvido numa zaragata à porta da sua igreja, abandonando os seus três filhos aos cuidados de um seu irmão, um bem sucedido luveiro de Malmesbury.

Aos 4 anos Hobbes foi enviado para a escola, em Westport, a seguir para uma escola privada, e finalmente para Oxford onde se interessou sobretudo por livros de viagens e mapas. Quando acabou os estudos tornou-se professor privado do futuro 1.º conde de Devonshire, William Cavendish, iniciando a sua longa relação com a família Cavendish. Tornou-se muito chegado ao seu aluno, que era pouco mais novo do que ele, tornando-se seu secretário e companheiro. Assim, em 1610 Thomas Hobbes visitou a França e a Itália com o seu pupilo. Aí descobriu que a filosofia Aristotélica que tinha aprendido estava a perder influência, devido às descobertas de astrónomos como Galileo e Kepler, que formularam as leis do movimento planetário. Por isso, ao regressar a Inglaterra decidiu tornar-se um estudioso dos clássicos, tendo realizado uma tradução da História da Guerra do Peloponeso de Tucídedes, publicada em 1629, influenciada pelos problemas contemporâneos da Inglaterra .

Tendo voltado a viajar para o estrangeiro, com o seu novo pupilo Hobbes foi chamado a Inglaterra, em 1630, para ensinar o jovem 2.º conde de Devonshire, William Cavendish, filho do seu patrono e pupilo.  

Foi durante uma nova viagem, a terceira, ao continente que se deu o ponto de viragem intelectual de Hobbes, quando descobriu os Elementos de Euclides, e a Geometria, devido à influência de Galileu, que o ajudou a clarificar as suas ideias sobre a filosofia, como qualquer coisa que podia ser demonstrada em termos positivos - «as regras e a infalibilidade da razão» - tendo escrito os Elementos do Direito, Natural e Político, que circulou manuscrito em 1640, mas que só foi publicado no século XIX, após ter chegado a Inglaterra, em 1637.

Em 1640 foi um dos primeiros emigrantes Realistas, o primeiro segundo ele próprio orgulhosamente afirmava, tendo vivido em Paris, nos onze anos seguintes. Contactou de novo co ocírculo de Mersenne, escreveu sobre Descartes e publicou o De Cive, que desenvolvia os argumentos apresentados na 2.ª parte dos Elementos, concluindo abordando as relações entre o estado e a religião. Em 1646 o príncipe de Gales, o futuro Carlos II, chegou a Paris tendo Hobbes sido convidado a ensinar-lhe matemática. Os problemas políticos ingleses e o cada vez maior número de refugiados políticos levou-o a de novo para a filosofia política. Assim, em 1647 publicou uma segunda edição, aumentada, do De Cive, e a sua tradução inglesa em 1651. Em 1650 publicou Os Elementos da Lei em duas partes, a Natureza Humana e o De Corpore Politico (Do Corpo Político).

Em 1651 publicou a sua obra-prima, o Leviatã. Carlos I tinha sido executado e a causa realista parecia completamente perdida, por isso no fim da obra tentou definir as situações em que seria possível legitimamente a submissão a um novo soberano. Tal capítulo valeu-lhe o desagrado da corte do novo rei de Inglaterra, no exílio, já que se pensava que Hobbes estava a tentar cortejar o regime republicano em Inglaterra. Excluído da corte inglesa e suspeito para as autoridades francesas, devido aos seus ataques contra o Papado, Hobbes regressou de facto a Inglaterra nesse ano de 1651.

O regresso a Inglaterra não se fez sem perigos, já que Hobbes tinha atacado o sistema universitário, devido ao seu antigo apoio ao Papa, continuando a criticá-lo devido à manutenção de um ensino baseado em conhecimentos ultrapassados. De facto, a Universidade de Oxford criticou-o duramente em 1655, quando da saída do De Corpore. Hobbes impressionado com os progressos de Galileu na mecânica, tentou explicar todos os fenómenos e os próprios sentidos com base do movimento dos corpos. A posição foi muito criticada dando origem a uma polémica que durou até 1662, ano em que se defendeu, com sucesso, de ter abandonado Carlos II, no exílio.

Com a Restauração da monarquia inglesa, em 1660, na pessoa de Carlos II, Hobbes voltou a ser  admitido na corte, contra o parecer dos bispos, passando mesmo a receber uma pensão do rei. Em 1666-67 Hobbes sentiu-se realmente ameaçado, devido à tentativa de aprovação no Parlamento de uma lei contra os ateus, e os profanadores de túmulos, já que a comissão encarregue de discutir a lei  tinha por dever analisar O Leviatã. Hobbes defendeu-se afirmando que não havia em Inglaterra nenhum tribunal com jurisdição sobre as heresias, desde a extinção da «high court of comission», em 1641. O parlamento acabou por não aprovar a lei contra o ateísmo, mas mesmo assim Hobbes nunca mais pôde publicar sobre a conduta dos homens, possivelmente o preço que o rei acordou para Hobbes ser deixado em paz.

O fim da vida foi passado com os clássicos da sua juventude, tendo publicado uma tradução da Odisseia em 1675, e a da Ilíada no ano seguinte.

Fonte:
Enciclopédia Britânica

Biografia retirada daqui

Biografia - Alessandro Volta

Alessandro Volta (1745-1827) foi físico italiano. O inventor da pilha voltaica. Recebeu de Napoleão Bonaparte o título de conde. Em 1893 o Congresso dos Eletricistas deu o nome de volt à unidade de força eletromotriz. Alessandro Volta (1745-1827) nasceu em Como, cidade às margens do lago do mesmo nome, no sopé dos alpes italianos, no dia 18 de fevereiro de 1745. Começou a falar aos quatro anos de idade. 

Com seis anos foi levado por alguns parentes influentes na igreja, para uma escola de jesuítas. Em 1759, resolve estudar física, e aos dezessete anos terminava o curso universitário. Passou a lecionar Física na Escola Real de Como, onde permaneceu até 1779. Nessa época aperfeiçoou o eletróforo, uma máquina que não tinha valor prático, mas se usava nas aulas de Ciências para explicar e demonstrar a eletricidade estática. Ainda esse ano tornou-se professor de Física na Universidade de Pavia, Itália, onde permaneceu por 25 anos. 

 Volta usou o eletróforo para descobrir muitas das leis que determinavam o funcionamento do hoje conhecido condensador ou capacitor. Empregou o dispositivo para aumentar o efeito de uma carga elétrica, a fim de operar os não muito sensíveis eletroscópios ou eletrômetros com que se media a eletricidade naquela época. Estudando as experiências de Luigi Galvani, professor de Biologia e Fisiologia da Universidade de Bolonha, não estava convencido da "eletricidade animal" e continuou seus estudos. 

No dia 20 de março de 1800, escreveu uma carta à Sociedade Real de Londres, descrevendo o que se conhece hoje como pilha voltaica. Com placas de prata, de zinco e de papelão encharcado de água salgada os empilhou em diversas camadas e obteve um fluxo continuo de eletricidade nos extremos da pilha. Volta fizera a primeira "célula" elétrica, precursora das baterias secas usadas hoje. Pela primeira vez na História da Ciência se produzira uma fonte contínua de eletricidade. Sua descoberta abriu novos rumos para a pesquisa elétrica e química. Alessandro Volta foi convidado por Napoleão, para ir falar no Instituto de Paris.

Em 1810 o nomeou conde. Cunhou-se uma medalha de ouro em sua homenagem. Em 1815, o imperador da Áustria deu-lhe o posto de diretor da Faculdade de Filosofia de Pádua. Em 1819, voltou para sua cidade natal. Em 1893, o Congresso dos Eletricistas deu o nome de volt à unidade de força eletromotriz. Alessandro Guiseppe Antonio Anastasio Volta morreu em Como, Itália, no dia 5 de março de 1827.

Vídeo - Isto É Matemática T01E06 Um Novo Paradoxo .

Fotografia - Três aspectos do 25 de Abril em Lisboa


Conteúdo - O Turismo


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Parque Nacional

Entende -se por «parque nacional» uma área que contenha maioritariamente amostras representativas de regiões naturais características, de paisagens naturais e humanizadas, de elementos de biodiversidade e de geossítios, com valor científico, ecológico ou educativo.
A classificação de um parque nacional visa a protecção dos valores naturais existentes, conservando a integridade dos ecossistemas, tanto ao nível dos elementos constituintes como dos inerentes processos ecológicos, e a adopção de medidas compatíveis com os objectivos da sua classificação.

No território português a única Área Protegida que beneficia deste estatuto é o Parque Nacional da Peneda-Gerês, criado em 1971.

Notícia - O que nunca deve fazer quando está com prisão de ventre


A obstipação é um problema intestinal frequente, sendo mais comum entre as mulheres. A dificuldade em defecar pode surgir pelos mais variados motivos, mas jamais deve ser desvalorizada, especialmente quando se prolonga por vários dias.

A médica gastroenterologista Lee Ann Chen revela que “a obstipação severa não só é muito desconfortável, como pode também bloquear o cólon, o que pode implicar tratamentos mais invasivos do que apenas os laxantes”. E por falar em laxantes, quantos mais se tomar, maior é a probabilidade de agravar a prisão de ventre.

À revista Women’s Health, a especialista uniu-se a outros médicos para revelar tudo aquilo que as pessoas jamais devem fazer quando estão com prisão de ventre e um dos primeiros alertas diz respeito à alimentação. Diz o corpo clínico contactado pela revista que nestas alturas deve-se evitar ao máximo o consumo de alimentos processados, não só pode serem pobres em fibra, mas também por possuírem poucos nutrientes e muita gordura, sal e açúcar.

O consumo de álcool e cafeína é também de evitar, pois não só provocam desidratação, como também inibem a hormona anti-diurética, fazendo com que a dificuldade em defecar dê origem a uma vontade constante em urinar. E quando mais líquidos se perdem, mais agressivos serão os sintomas de prisão de ventre. De acordo com a publicação, o consumo de lacticínios deve ser igualmente enviado, mesmo quando não existe uma intolerância à lactose.

A prática de exercício físico é fundamental e, por isso, as pessoas jamais devem escapar ao treino quando estão com prisão de ventre, uma vez que precisam de uma maior fluidez da corrente sanguínea e um melhor funcionamento do Organismo.

Joann Kwah, professor assistente no Centro Médico de Montefiore, nos Estados Unidos, diz ainda que os suplementos de ferro e cálcio devem ser evitados perante episódios de prisão de ventre, uma vez que podem agravar ainda mais a situação.

Informação retirada daqui

Conteúdo - Autismo - Comportamentos repetitivos


Indivíduos autistas exibem muitas formas de comportamento repetitivo ou restrito, que o Repetitive Behavior Scale-Revised (RBS-R)[36] categoriza como se segue.

- Estereotipia é o movimento repetitivo, como agitar as mãos, virar a cabeça de um lado para o outro ou balançar o corpo.

- Comportamento compulsivo destina-se e parece seguir regras, como organizar objetos em pilhas ou linhas.

- Uniformidade é a resistência à mudanças; por exemplo, insistir que os móveis não sejam movidos ou recusando-se a ser interrompido.

- Comportamento ritualista envolve um padrão invariável de suas atividades diárias, como um menu imutável ou um ritual de vestir. Isto está intimamente associado com a uniformidade e uma validação independente sugeriu a combinação dos dois fatores.

- Comportamento restrito é o foco limitado em um só interesse ou atividade, como a preocupação com um programa de televisão, brinquedo ou jogo.

- Automutilação inclui movimentos que ferem ou podem ferir a pessoa, como o dedo nos olhos, bater a cabeça ou morder as mãos. Cutucar feridas, arranhar-se ou pressionar alguma parte do corpo contra um objeto ou superfície que machuque também são formas de automutilação/autoagressão.

Nenhum comportamento repetitivo ou autodestrutivo parece ser específico para o autismo, mas só o autismo parece ter um padrão elevado de ocorrência e gravidade destes comportamentos

Higiene e Segurança no Trabalho - Trabalhos de Betonagem


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Notícia - Mosca do vinagre mostra como o cérebro decide o que se come


Como é que o cérebro toma a decisão para comer este ou aquele tipo de alimento? Carlos Ribeiro, um cientista suíço de pai português, procurou uma resposta nas moscas do vinagre: passou semanas de roda delas, em experiências, até que identificou moléculas nos neurónios envolvidas no processo de decisão sobre a comidaNessa altura, Carlos Ribeiro estava no Instituto de Investigação de Patologia Molecular, em Viena (Áustria). Em 2009, mudou-se para Portugal, como investigador do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, e agora, aos 34 anos, vê os resultados das experiências em Viena publicados na revista Current Biology.

Para descobrir como é que as moscas decidiam o que iam comer, Carlos Ribeiro e o outro co-autor do artigo, Barry Dickson, do mesmo instituto austríaco, engendraram uma experiência com comida e corantes.

Tingiram com um corante azul a comida enriquecida com proteínas, o que em alimento de moscas significa ter leveduras. A comida sem leveduras foi corada de encarnado. Pela observação da cor das barrigas das moscas, sabiam o que elas tinham comido.

Primeiro as observações: quando as moscas já tinham a sua dose de proteínas, não aceitavam mais. “Mas se as privarmos de proteínas durante um período, acabam por escolher a comida com proteínas”, diz Carlos Ribeiro, citado numa nota de imprensa. “E as fêmeas que acasalaram são mais rápidas a mudar de dieta do que fêmeas virgens.”

Como é que as moscas, em todas as situações, sabem quantas proteínas estavam na dieta ingerida antes? “Sabem porque há um receptor [uma molécula] no cérebro que detecta quantas proteínas estão no corpo.”

E, no caso de uma mosca grávida, outro receptor detecta a presença de uma molécula do esperma dos machos, que diz ao cérebro que ela está grávida e a faz preferir comida com proteínas.

Embora obtidos na famosa mosca do vinagre, um dos organismos favoritos dos cientistas para as experiências, os resultados podem ajudar a compreender como outros seres vivos escolhem os seus alimentos. Mas ainda não se sabe se as mesmas moléculas envolvidas nas escolhas alimentares das moscas estão em acção nos seres humanos. Sabe-se apenas que, nos ratinhos, o mesmo receptor para a detecção de proteínas no organismo controla a quantidade de comida ingerida: “Mas não sabemos se também controla as escolhas.”

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Biografia - Adérito Sedas Nunes

Licenciado em Economia e Finanças pelo ISCEF (1955), onde começou a carreira acadêmica, passou, em 1973, para o ISCTE. Lecionou também na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Fundou e dirigiu o Gabinete de Investigações Sociais da Universidade de Lisboa e a sua revista Análise Social. Fez parte da "ala liberal" na Câmara Corporativa (1969 l973), foi presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (1976-1977) e ministro da Cultura e Ciência e da Coordenação Cultural no V Governo Constitucional (1979-1980). Foi o grande renovador e impulsionador das modernas Ciências Sociais em Portugal, muito particularmente da Sociologia. Obras principais: Situação e Problema do Corporativismo (1954), Sociologia e Ideologia do Desenvolvimento (1968), A Situação Universitária Portuguesa (1971) e Questões Preliminares sobre as Ciências Sociais (1972).


Noticia retirada daqui

Vídeo - Isto É Matemática T01E05 O paradoxo do barbeiro - parte 1

Fotografia - Pormenor do painel do Campo Alegre


Notícia - Rãs mudam de sexo quando expostas a pesticida

As rãs do sexo masculino mudam de sexo quando expostas a um pesticida comum e relacionam-se com outros machos, ao ponto de serem capazes de produzirem ovos.

A conclusão é do estudo divulgado pela revista norte-americana ‘Proceedings of the National Academy of Sciences’, que expôs os animais a um produto que é utilizado há muitos anos em plantações agrícolas.

Em consequência, 10 por cento das rãs estudadas mudaram completamente de sexo, algo que é inédito. Anteriormente, animais como pássaros e peixes já tinham desenvolvido os dois sexos, mas nunca se tinha tegistado uma mudança radical.

Os machos registaram mudanças no comportamento reprodutivo, diminuição da produção dos espermatozóides e da testosterona.

O estudo foi, entretanto, questionado por alguns dos produtores de pesticidas, que negam efeitos tão profundos.




R.P.V

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Biografia - John Locke

Filósofo inglês, iniciador do iluminismo.
Nasceu em 29 de Agosto de 1632 em Wrington, Inglaterra ; 
morreu em Oates em 28 de Outubro de 1704.

Filho de um advogado e proprietário rural do Somerset, no sudoeste de Inglaterra, que se transformou em capitão de cavalaria durante a Guerra Civil, Locke despertou muito cedo para os problemas da vida política inglesa da sua época. Mas os problemas políticos não influenciaram em nada o decurso da sua educação. Entrou para a escola de Westminster em 1646, tendo ido para Oxford para o Colégio de Christ Church em 1652, tendo aí vivido até 1684. Parece ter-se preparado para entrar na vida clerical, mas sabe-se que recusou um futuro cargo em 1666, ano em que pediu dispensa das ordens para continuar os seus estudos. Num dado momento começou a estudar medicina, tendo-se licenciado em 1674. 

Em 1666 conheceu Lord Ashley, conde de Shaftesbury em 1672, passando a integrar a casa do aristocrata, chefe do partido Whig. Dirigiu, ou realizou, uma operação que salvou o seu patrono o que lhe abriu as portas da Royal Society. A sua posição junto de Ashley tornou-se assim indispensável, tendo negociado o casamento do seu herdeiro e tornando-se o seu tutor, apoiou o conde nas suas obrigações, tanto na administração dos seus interesses privados, como nos do serviço público. Assim, quando Shaftesbury foi nomeado Lorde Chanceler, Locke tornou-se o seu secretário para a apresentação de benefícios, sendo nomeado no ano seguinte, em 1673, secretário da Junta de Comércio, que abandonou em 1675 devido à queda política do seu protector.

A vida política de Locke fê-lo viajar bastante. Visitou a Alemanha em 1666, quando acompanhou uma embaixada inglesa à corte prussiana, durante a primeira Guerra contra a Holanda. Em 1675 foi viver para França, realizando algumas excursões, mas tendo vivido sobretudo em Montpellier. Foi nesta cidade que começou a tomar forma o seu Ensaio sobre o Entendimento Humano, obra que começou em 1671 e que só será publicado em 1690. Regressado a Inglaterra em 1679, exilou-se na Holanda em Agosto de 1683, depois de uma breve passagem por França, devido às posições políticas de Ashley que, em luta aberta contra o rei católico de Inglaterra, Jaime II, se tinha exilado no mesmo país, e aí morrido no ano anterior.

Na Holanda, andando de cidade em cidade, para fugir à prisão, requerida pela Inglaterra, conheceu Philip van Limbroch, dirigente de uma seita protestante, teólogo liberal a quem foi dedicada a Carta sobre a Tolerância, Epistola de Tolerantia no seu nome original latino. Foi aqui que terá concluído o seu Ensaio, pouco tempo antes de regressar a Inglaterra acompanhando a futura rainha Maria, em Fevereiro de 1689.

O novo regime quis reconhecer os serviços e nomeou-o embaixador ou para Berlim ou para Viena, à sua escolha, mas Locke recusou devido ao «ar frio» e às «bebidas quentes». Foram-lhe propostos outros cargos menos importantes, que aceitou, como o de comissário de comércio. Mesmo ocupando cargos públicos, que o obrigavam a estar em Londres, foi viver para o campo, para Oates, para casa de Francis Masham, casado com a filha do célebre filósofo platónico de Cambridge, Cudworth. Aí viveu até à sua morte, acontecida em 1704.

Biografia retirada daqui