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domingo, 9 de outubro de 2016
Notícia - China: Cientistas procuram voluntários para teste de vacina contra a Sida
Cientistas chineses procuram voluntários para passar à segunda fase de testes em humanos de uma vacina contra a Sida, anunciou hoje a agência Nova China.
O primeiro grupo de 49 voluntários, com idades entre 18 e 50 anos e composto por estudantes de medicina e funcionários públicos, recebeu a vacina experimental em Maio de 2005, nove anos após o início desta investigação na China, segundo a agência oficial daquele país.
"Não revelaram qualquer sinal de efeitos adversos. Os testes de imunização obtiveram resultados favoráveis", declarou um dos investigadores responsáveis do programa, Kong Wei, citado pela Nova China.
Uma vacina deste tipo tem que passar por três fases de ensaios clínicos antes de ser aprovada: o primeiro é centrado mais particularmente na segurança, o segundo sobre a taxa de imunização, o terceiro sobre a taxa de protecção para os grupos de alto risco, explicou a agência.
Os primeiros testes foram realizados na região autónoma de Zhuang, em Guangxi, uma província do sul do país. Segundo os números oficiais, considerados subavaliados por peritos, a China registou até ao final do ano passado 276.630 casos de Sida, com 38.100 mortes.
De acordo com a Onusida, entre 30 e 50 milhões de pessoas estão ameaçados pelo vírus na China, onde a transmissão por via sexual é cada vez mais forte.
O primeiro grupo de 49 voluntários, com idades entre 18 e 50 anos e composto por estudantes de medicina e funcionários públicos, recebeu a vacina experimental em Maio de 2005, nove anos após o início desta investigação na China, segundo a agência oficial daquele país.
"Não revelaram qualquer sinal de efeitos adversos. Os testes de imunização obtiveram resultados favoráveis", declarou um dos investigadores responsáveis do programa, Kong Wei, citado pela Nova China.
Uma vacina deste tipo tem que passar por três fases de ensaios clínicos antes de ser aprovada: o primeiro é centrado mais particularmente na segurança, o segundo sobre a taxa de imunização, o terceiro sobre a taxa de protecção para os grupos de alto risco, explicou a agência.
Os primeiros testes foram realizados na região autónoma de Zhuang, em Guangxi, uma província do sul do país. Segundo os números oficiais, considerados subavaliados por peritos, a China registou até ao final do ano passado 276.630 casos de Sida, com 38.100 mortes.
De acordo com a Onusida, entre 30 e 50 milhões de pessoas estão ameaçados pelo vírus na China, onde a transmissão por via sexual é cada vez mais forte.
sábado, 8 de outubro de 2016
Notícia - Alda foi com o filho para o politécnico
Alda Serrazina partilha um quarto com o filho numa residência do Politécnico de Leiria. “Muita gente pergunta: ‘O teu filho vai estudar para quê?’ Eu pergunto: ‘Ele vai ficar em casa para quê? Ficamos os dois maluquinhos!’ Ele quis vir. Eu disse: ‘Quer ir, vai.’ O meu marido ainda perguntou: ‘Vai como?’ Eu respondi: ‘Vai como os outros!’ Eu estou cá para o ajudar. Não quero que um dia ele diga: ‘A minha mãe não me deu oportunidade de seguir o que eu queria.’”
Márcio é filho único. Há 14 anos, seguia com a mãe e o padrasto na estrada, houve um acidente. Era um menino. Ainda nem completara 11 anos. “O médico disse: ‘O seu filho está muito mal.’ Eu só pedia a Deus que não o levasse. Tinha ele dois aninhos, fiquei sem o pai dele num acidente.”
Perdeu a voz. Ficou tetraplégico. “Ele reagiu mal. Era um menino tão bem disposto. Falava muito. Tudo. Tentei dar-lhe força. Disse-lhe que não era o único, que a vida dele havia de seguir em frente, que eu estava cá para o ajudar.” Esteve cinco meses no Centro Hospitalar de Coimbra e um ano e meio no Centro de Reabilitação de Alcoitão. Recuperou alguns movimentos.
Findo o secundário, Márcio quis ir para o superior. E lá vieram as perguntas: 'Vais massacrá-lo para quê?’ Têm a ideia que estas pessoas [com deficiência] não precisam de se esforçar. Ele tem de se fazer à vida! De maneira diferente, mas tem.”
Antes de o filho regressar à Benedita, em Alcobaça, Alda mandou alargar as portas da casa, pôr uma rampa no jardim, despediu-se da fábrica. Ele não podia estar sozinho. E tinha de continuar os tratamentos. Matriculou-o na escola. “A dificuldade que elas lá tinham! Propus desempenhar o papel de tarefeira. Estava por ali. Dava-lhe as refeições, levava-o a casa de banho.” Fizeram-lhe um contrato de trabalho.
Quando Márcio entrou no 7.º ano, mudou de escola. Alda ainda conseguiu trabalhar lá um ano. O programa do centro de emprego, através do qual fora colocada, não se pode repetir. Continuou, como voluntária. “Os professores sempre o ajudaram. Eu sempre a dar força.” Findo o secundário, o filho quis ir para o superior. E lá vieram as perguntas de vizinhos, de amigos, até de familiares: “'Vais pôr o teu filho a estudar para quê? Vais massacrá-lo para quê?’ Têm a ideia que estas pessoas [com deficiência] não precisam de se esforçar. Aqui ninguém é coitado nem coitadinho. Ele tem de se fazer à vida! De maneira diferente, mas tem.”
O rapaz, de 25 anos, já concluiu a licenciatura em Gestão. Começou agora o mestrado. Tem aulas à segunda, à terça e à quarta das 19h às 23h30. Ela leva-o e mantém-se perto. Senta-se no carro, costura, lê. Sai do carro, caminha um bocadinho. “Ele quer ir à casa de banho, dá-me um toque e eu vou.”
Márcio continua quase sem voz. No início, ninguém consegue ler-lhe os lábios, como a mãe dele faz. “É muito difícil a gente tentar perceber. Ainda hoje às vezes há coisas que eu não percebo. Ele troca-me as letras”, diz ela. Ele tem de escrever o que quer dizer. E a grande luta de Célia Sousa, do Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria, é convencê-lo a usar software de voz, como o de Stephen Hawking. “Terá de ser, se quiser defender a tese.”
Informação retirada daqui
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
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