segunda-feira, 16 de março de 2026

O que é uma orgia?

PERGUNTA:
Ouço muitos amigos meus a falarem disso e não tem problemas, mas eu nao tenho coragem lhe para lhes perguntar, para não pensarem que não sei......mas a verdade e que não sei mesmo.....o que é uma orgia??

RESPOSTA:
Bom, uma orgia é uma palavra perfeitamente normal, cuja descrição podes ir ver a um dicionário. Verás que lá diz que significa festa licenciosa - em que se cometem excessos de toda a ordem, especialmente sexual, sensual, etc..
Sinónimos serão: bacanal (que eram festas lúbricas em honra de Baco, na antiguidade pagã) ou deboche.

É assim mais ou menos como uma festa em que vale tudo... excessos sexuais, alimentares, de consumo de bebidas alcoólicas, etc., etc..

Já agora... Será mesmo essa palavra que desconheces?

O que é o ponto G?

PERGUNTA:
O que é o ponto G? Já ouvi falar mas ninguém sabe explicar-me o que é.

RESPOSTA
O ponto Grafemberg, mais conhecido como "ponto G" (recebe esse nome porque teria sido descoberto pelo ginecologista alemão Grafenberg), foi identificado como sendo uma pequena saliência altamente sensível e erógena, do tamanho de uma moeda de 1 cêntimo, localizada no fundo da parede frontal da vagina de todas as mulheres.

Pensava-se que este ponto despoletaria um tipo de orgasmo diferente do clitoriano, no qual as mulheres sentiriam "vagas" de prazer percorrendo todo o corpo, e não apenas na zona genital. Com a estimulação do ponto G, as sensações seriam muito mais profundas, gerando um prazer quase "incontrolável".

. Os homens também teriam o seu próprio "ponto G": a próstata, uma glândula localizada logo abaixo da bexiga. Parece com o ponto G feminino, porque é altamente erógena e fica escondida na parte interna do corpo.

Mas, na prática, os cientistas ainda não conseguiram provar sua existência.

O que é a sífilis?

PERGUNTA
Estou farto de ouvir falar da SIDA e da hepatite B e de mais umas coisas, mas nunca ninguém me explicou o que é a sífilis. E vi no jornal, há uns meses, que esta doença está a aumentar nos jovens. Afinal o que é isso?

RESPOSTA:
Boa questão. Falamos tanto das "novas" doenças que nos esquecemos que as "velhas" também existem, que estão a aumentar e que vocês não têm obrigação de as conhecer. E a ignorância é um primeiro passo para a pessoa não as prevenir...
A sífilis é uma doença de transmissão sexual, causada por uma bactéria, chamada Treponema pallidum ? o nome é tão horroroso como a doença ? e que se apanha em relações sexuais não protegidas com alguém que está infectado. A bactéria aloja-se nos órgãos sexuais, como a vagina e o pénis, e produz uma espécie de úlcera com um ligeiro corrimento que desaparece em algumas semanas. Mas esta aparente "cura" não quer dizer que esteja tudo bem ? pelo contrário. A infecção continua no corpo e se não houver um tratamento adequado com antibióticos a pessoa pode infectar outras através das relações sexuais ou, também, transmitir ao bebé durante a gravidez. Se não se fizer nada, a sífilis progride e afecta, ao fim de um tempo, outros órgãos e o cérebro, de uma maneira grave.

Monotonia na relação

PERGUNTA:
Em primeiro lugar gostava de dar os parabéns pelo site excelente que vocês tem. Agora o que eu gostava de partilhar convosco não é bem uma dúvida sexual, bem aqui vai. Eu namoro com um rapaz há quase 3 anos. A nossa relação ao príncipio era maravilhosa, sentia que ele gostava de mim, mas há uns tempos para cá a nossa relação tem vindo a torna-se demasiado monótona. Ele parece que se habituou a mim, por vezes tenho imensas dúvidas se ele ainda gosta de mim, por vezes parece que está farto de mim. Eu pergunto-lhe se está tudo bem, se ainda me ama, ele diz que sim mas as suas acções demonstram o contrário. E ainda para mais discutimos por tudo e por nada. Eu gostava de saber se uma relação assim é normal (é a primeira vez que tenho uma relão de longa duração). Há alguma coisa que eu possa fazer para acender novamente aquela "chama"!? Gostava de saber a vossa opinião!

RESPOSTA:
Sabes, pode acontecer que haja uma saturação na vossa relação. Mesmo que ele não o admita, as pessoas sentem essas coisas, sentem quando tudo está bem e quando não está.

Tenta pensar na resposta a estas perguntas:
1. Vocês andam a discutir mais, porquê?
2. Por que é que antes não discutiam?
3. Os assuntos complicados ainda não tinham sido falados ou agora discutem por "ninharias"?
4. Será que a tua reacção à indiferença dele é criar discussão para obteres uma reacção dele?
5. Ele também começa discussões?
6. Vocês têm falado sobre o que gostam ou não gostam ou caíram na rotina do namoro?
7. Ele tem a sua margem de liberdade? E tu, tens a tua?
8. O que é que havia entre vocês de especial que agora está adormecido?
9. Acomodaram-se um ao outro?
10. Respeitam-se?
11. Tentam agradar ao outro?
12. O que sentem quando estão separados? Alívio ou saudades?

E como estas perguntas podia haver muitas mais... Se calhar este e-mail era bom para os dois analisarem o que se está a passar.
Se calhar ele ainda não percebeu como as mudanças na sua atitude e na vossa relação a estão a afectar. E tu também não, pois também mudaste, de certeza..

. Conversem abertamente sobre o que sentem.
Pode ser que vejam pontos em que mudaram e que podem voltar a mudar para corrigir a situação. Ou podem ver que no fundo há diferenças de maneira de ser e de projecto de vida que vão fazer a relação falhar - e aí é melhor que acabe já.

Mas não vejam a coisa pelo lado negativo. Franqueza, abertura, diálogo e espírito construtivo é o que vos faz falta. E humildade e coragem para mudar o que for preciso.

Boa sorte!

Namoro "virtual"

PERGUNTA
Gosto de um rapaz da minha escola há cerca de 1 mês... Foi um amigo meu que mo apresentou, mas nunca consegui falar com ele na escola... Começámos a falar pela net e ele parecia estar interessado em mim e várias vezes me falou em sairmos. O problema é que ele na altura de sair "corta-se" sempre e acabamos por nunca estar juntos! O problema é que ele parece estar a perder aquele interesse que tinha por mim ao princípio! O que devo fazer?! Ajudem-me...

RESPOSTA:
Há uma coisa importante que parece não ter existido ainda entre vocês: contacto.
Segundo o que escreves, tu foste-lhe apresentada e contactaste com ele só pela net e nada mais.Que afecto sólido ou gostar de alguém é que se pode desenvolver só assim?

Tu gostas mesmo dele com base em quê? No que ele te escreve nos e-mails? Desenvolveste afecto por um écrã? E saírem? Dizes que ele fala nisso mas depois corta-se... Por que será?

Será que ele apenas comunica contigo porque achava divertido, sem nenhum interesse mais forte? O que parece é que o contrário se desenvolveu em ti...

No nosso ponto de vista devias "deixar cair" o assunto, ou então, conversando com ele cara a cara, definirem em que ponto é que as coisas (quais coisas?) estão.
Ele gosta de ti ou só de te mandar e-mails? És apenas alguém que ele conhece ou és algo mais?
Vocês nunca falaram!!!

Não achas um sinal forte de desinteresse ele nunca ter saído contigo e estar a querer "saltar fora"? Se calhar o melhor é deixá-lo saltar. Se algum dia houver algo mais, há-de acontecer naturalmente e aos dois.

Um afecto que não existe das duas partes nunca leva a lado nenhum...
Tudo de bom.

Masturbação no masculino

PERGUNTA:
Quando me masturbo, na altura daquela sensação, por vezes no local onde me encontro não estou com a disponibilidade de largar o esperma e por isso faço alguma pressão para ele não sair (não muita, a suficiente). Isto não me trará algumas consequências no futuro ou é normal?...Gostava de uma opinião e algumas dicas.

RESPOSTA:
O que nos contas não te vai trazer problemas, mas é preferível conteres-te quando estás excitado em má altura e depois, quando e onde for adequado, masturbares-te normalmente.
O que nos contas é 100% normal.

Masturbação e crianças

PERGUNTA:
Já apanhei o meu filho de 8 anos a masturbar-se.... Ele não é muito novo para isso? Mesmo tendo uma boa relação boa com ele, confesso que quando o assunto é sexo fico sem saber o que fazer.

RESPOSTA:
Masturbação é o nome que se dá à manipulação dos órgãos sexuais, por vontade própria, para obter prazer. Há muita desinformação sobre este assunto. Muita gente diz que "vicia", que provoca doenças ou ainda que a pessoa que se masturba pode perder o interesse pelo sexo. Hoje sabemos que a masturbação não causa qualquer doença. Ela faz parte do desenvolvimento da sexualidade de todos nós. E mais ainda: permite que cada um descubra o seu próprio corpo e o que lhe dá prazer.

Não é pelo facto de uma pessoa se masturbar que vai perder o interesse pelo sexo ou ficar "viciada". A maioria de homens e mulheres se masturba e não tem problemas por isso. Homens e mulheres que se masturbam, mesmo sendo casados, conhecem o próprio corpo bem melhor do que outros que nunca vivenciaram essa experiência. Com isso, a possibilidade de terem uma vida sexual mais recompensante será bem melhor.

É bom lembrar que a masturbação não é um comportamento exclusivo dos solteiros. Boa parte de casais masturba-se como uma forma de lidar com o desejo sexual diferente de cada um. E não há nada de errado nisso. Ou então masturbam-se simultaneamente, tentando proporcionar um ao outro boas sensações.

Masturbação contínua

PERGUNTA:
Um amigo meu disse-me que a masturbação deve perder o ritmo ao longo do tempo. Eu cada vez me masturbo mais. Será que "não morremos do mal e morremos da cura" ?

RESPOSTA:
Não é bem como diz o teu amigo: se te masturbas cada vez mais é porque é uma prática que te traz muito prazer.
Se, por acaso encontrares alguém com quem possas ter relações ditas "normais", é natural que reduzas as vezes que te masturbas e procures outras fontes de prazer a dois.
Reduzir a masturbação ao longo do tempo também acontece, mas deve-se sobretudo ao reduzir-se o prazer que a própria pessoa experiencia com isso.

Mamilos invertidos

PERGUNTA:
Olá. Tenho 15 anos e estou a escrever porque ando aflita com uma coisa: os meus mamilos estão invertidos. Olho-me ao espelho e fico sem saber o que fazer, e ao mesmo tempo preocupada. Vi numa revista o anúncio de um produto que cura. O que me pode dizer sobre o assunto?

RESPOSTA:
Olá, também. Obrigado pela carta, mas não precisas de ficar preocupada. Não há razão para que estejas aflita, e diz o mesmo ao teu namorado. Quando chegar altura de teres um bebé e dar de mamar vais ver que as coisas se alteram. E, se queres um conselho, desconfia sempre desses anúncios de produtos que curam tudo e, geralmente, também nos "limpam" a carteira...

Orgasmo - o que é?

PERGUNTA:
Estou a escrever e, mesmo assim, estou a corar. É uma pergunta chata, mas não resisto a fazê-la, porque acho que é altura de perceber. Sempre que pergunto a alguém, ou me gozam ou calam-se. A questão é: "o que é um orgasmo"?

RESPOSTA:
Olá. Em primeiro lugar, nunca te sintas aflita ou incomodada por tentares esclarecer coisas que estão confusas na tua cabeça, ou que te inquietam.

Provavelmente, muitos dos leitores que estão a ler a tua questão também não sabem o que é um orgasmo, mas em público fazem de conta que sim. Um orgasmo é uma sensação que ocorre quando se está sexualmente excitado. Há quem lhe chame o "clímax", o "máximo", ou "estar a vir-se". Quando as pessoas ficam sexualmente excitadas essa excitação vai aumentado mais e mais, até uma sensação de prazer indescritível - é nessa altura que o homem ejacula e a mulher sente a vagina apertada e com muito prazer, como se flutuasse. Depois do orgasmo, a excitação sexual começa a diminuir e fica uma sensação agradável de bem-estar. Uma coisa que vale a pena referir é que nem sempre o homem e a mulher têm o orgasmo ao mesmo tempo, embora os casais consigam "trabalhar-se" até acertarem o momento do orgasmo; esta é uma das vantagens de ter um parceiro fixo, é que se começa a aprender a jogar melhor este "jogo a dois", com o tempo, para que as coisas saibam melhor. É evidente que é mais fácil perceber quando o homem tem o orgasmo, porque a ejaculação é visível, mas as mulheres podem ter (e têm muitas vezes) orgasmos tão intensos ou mais do que o dos homens.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Menopausa

Caracterização
Trata-se de um fenómeno fisiológico, logo, absolutamente normal, mas que tem um grande impacto na vida da mulher. As implicações decorrentes deste período da menopausa podem ser maiores ou menores consoante a mulher, o seu prévio estilo de vida, os seus hábitos desportivos, os seus comportamentos alimentares e sexuais, entre outros. A menopausa surge por volta dos cinquenta anos de idade, mas este limite pode variar bastante de mulher para mulher. É antecedida por uns anos ou meses (pró-menopatisa) caracterizados por irregularidades menstruais devidas à falta de ovulações.

Com a redução progressiva do funcionamento das glândulas que são conhecidas como ovários, deixa de haver produção das hormonas femininas, denominados estrogénios e deixa também de se efectuar a libertação mensal de óvulos. Assim, o organismo feminino adapta-se a um novo ambiente hormonal designado hipoestrogenismo que se caracteriza por uma descida acentuada dos níveis de estrogénio no corpo. Importa referir que esta situação pode ocorrer mesmo antes do período de menopausa, nos casos de aparecimento de doenças que também acarretam o hipoestrogenismo. Se, na fase da menopausa, houver uma redução rápida e intensa dos estrogénios, é natural que nestas mulheres com doenças haja uma exacerbação dos sintomas da menopausa, que necessitarão de tratamento específico, para alívio dos seus sintomas, ao contrário dos casos em que o hipoestrogenismo se vai instalando lenta e progressivamente (e para o qual o respectivo tratamento só é feito nos casos em que os seus médicos pretendem fazer a prevenção de doenças que surgirão anos mais tarde em consequência do hipoestrogenismo).

Se há várias décadas, as mulheres tinham uma esperança média de vida não muito elevada, com taxas de mortalidade acentuadas, a verdade é que, presentemente, se verifica a situação inversa, ou seja, assiste-se ao envelhecimento global da população, encontrando-se uma percentagem cada vez maior da população feminina em fase pós-menopausa. Actualmente, pode dizer-se que as mulheres viverão cerca de um terço da sua vida em pós-menopausa. Esta realidade faz toda a diferença, não apenas a nível fisiológico, onde os efeitos da privação das hormonas sexuais femininas sobre vários órgãos se fará sentir concretamente, mas também a nível psicológico, social e financeiro. A mulher deparar-se-á com novos problemas relativos a estas áreas, nomeadamente os riscos aumentados de doença cardiovascular, doença óssea e até doença psíquica. Como tal, afiguram-se de extrema importância todos os tratamentos de correcta compensação hormonal que permitirão dar "mais anos às suas vidas e mais vida aos seus anos".


Sintomas
Durante a fase pró-menopatisa os sintomas caracterizam-se por irregularidades menstruais devidas à falta de ovulações. As menstruações abundantes podem traduzir a presença de anomalias do útero e que constituem um risco para doenças graves se não forem corrigidas, quer do útero quer da mama. Já na pós-menopausa surgem outros sintomas devido à falta de hormonas femininas (por serem diferentes causam, por vezes, dificuldades de diagnóstico para quem não esteja familiarizado com este problema). São frequentes os afrontamentos, os calores súbitos, as dores de cabeça, as insónias, o humor depressivo, a irritabilidade, a secura da vagina, as dificuldades sexuais, a incontinência urinária, o aumento de peso, a modificação da pele e do cabelo, as dores ósseas e articulares. Há, ainda, tendência para o aumento de pressão arterial, para a subida de colesterol e, por vezes, para o aparecimento de dores pré-cordiais e alterações no electrocardiograma.

Sistematizando, são estes os sintomas e sinais mais comuns da menopausa:
- Paragem das menstruações
- Aumento de peso, modificação da pele e do cabelo, artralgias, dores ósseas
- Afrontamentos, calores súbitos, sudação, cefaleias (sintomas vasomotores)
- Humor depressivo, insónias, irritabilidade (sintomas psíquicos)
- Incontinência urinária, secura da vagina, dificuldades sexuais (sintomas urogenitais)
- Aumento da pressão arterial e do colesterol, pré-cordialgias, alterações no E.C.G. (sintomas cardiovasculares)

Como tal, sempre que não haja contra-indicação, deverá proceder-se à substituição hormonal. A partir da década de cinquenta, foi desenvolvida uma terapia de substituição hormonal (TSH), usando apenas estrogénios, ou com progesterona, para colmatar os efeitos da menopausa. A realização desta terapia, a longo prazo, tem sido associada ao aumento de incidência do cancro do útero e à formação de coágulos nos vasos sanguíneos, mas formulações recentes, que usam estrogénios naturais, não têm sido associadas a estes efeitos secundários. Sem uma terapia de substituição hormonal existe um aumento do risco de aparecimento da osteoporose (adelgaçamento e fragilização dos ossos), o que pode levar a fracturas ósseas, muitas vezes fatais no caso de mulheres de idade avançada.

Alerta-se para o facto de nunca se dever iniciar um tratamento sem que se conheçam os resultados de uma mamografia, de uma ecografia ginecológica, de análises bioquímicas, ou de uma citologia cervico-vaginal (Papanicolau).

Eis uma lista de exames a efectuar antes de iniciar a Terapêutica Hormonal de Substituição:
- Exame ginecológico com citologia cervico-vaginal (Papanicolau)
- Mamografia
- Ecografia ginecológica
- Perfil lipídico
- Densitometria

De salientar que existem situações em que os tratamentos de substituição hormonal são contra-indicados. É o caso da presença de cancro da mama e do útero (adenocarcinomas), dos sangramentos vaginais de causa desconhecida, dos acidentes trombo-embólicos, em fase aguda, das doenças graves do fígado, e dos nódulos da mama de natureza não esclarecida.


Tratamento
Cada caso tem de ser estudado criteriosamente, de modo a escolher-se o melhor tipo de hormonas a utilizar, a dose recomendada e a melhor via da sua administração. Durante o tratamento é indispensável verificar se se obtém a desejada eficácia clínica e se há normalização dos factores de risco ósseo e cardiovascular. Por isso, nas mulheres que possuem útero devem utilizar-se sempre as duas hormonas femininas: os estrogénios e a progesterona, administrados em combinação diária ou sequencialmente (no primeiro caso, não surgem sangramentos; no segundo, há "menstruações" mensais).
No caso das mulheres que já não possuem útero deverão utilizar-se apenas os estrogénios.
É necessário tomar o equivalente a 1 grama de cálcio por dia (contido em 1 litro de leite). É altamente recomendada a prática de exercício físico regular bem como uma alimentação equilibrada e com muitas fibras (vegetais, cereais). Saliente-se que o recurso a antidepressivos e tranquilizantes é muito raro, ainda que pareça ser muito indicado o seu uso.

As interessadas poderão ter Consultas de Menopausa um pouco por todo o País, nomeadamente:
- Hospital Garcia da Orta (Almada)
- Hospital Fernando Fonseca (Amadora)
- Hospital Distrito de Aveiro (Aveiro)
- Hospital Nossa Senhora do Rosário (Barreiro)
- Hospital de São Marcos (Braga)
- Hospital Distrito de Cascais (Cascais)
- Hospitais da Universidade de Coimbra (Coimbra)
- Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra)
- Hospital do Espírito Santo (Évora)
- Hospital Distrital de Faro (Faro)
- Hospital da Senhora da Oliveira (Guimarães)
- Hospital Sousa Martins (Guarda)
- Hospital D. Estefânia (Lisboa)
- Hospital Egas Moniz (Lisboa)
- Hospital de Santa Maria (Lisboa)
- Hospital São Francisco Xavier (Lisboa)
- Maternidade Alfredo Costa (Lisboa)
- Hospital de Ponta Delgada (Ponta Delgada)
- Hospital Dr. José Maria Grande (Portalegre)
- Hospital Hospital de São João (Porto)
- Hospital do Terço (Porto)
- Hospital Geral de Santo António (Porto)
- Hospital P. Hispano (Porto)
- Maternidade Júlio Dinis (Porto)
- Hospital de Santo Tirso (Santo Tirso)
- Hospital de Vila Nova de Gaia (Vila Nova de Gaia)
- Hospital São Teotónio (Viseu)


Curiosidade
O Dia Mundial da Menopausa é assinalado a 18 de Outubro.


Bibliografia:
http://www.spmenopausa.pt/
www.universal.pt

Período: Modos de agir

Algumas mulheres têm dores durante o período. Outras não sentem nada. Embora possa haver nisto uma componente psicológica, está provado clinicamente que o desconforto físico e as dores menstruais - que se designam por dismenorreia primária - têm uma origem fisiológica normal mais uma vez relacionada com hormonas: as prostaglandinas. Produzidas pelo próprio endométrio e aí acumuladas antes de se iniciar o período, vão sendo absorvidas pelos músculos uterinos que se contraem para expulsar o fluxo menstrual, provocando as tais sensações dolorosas, a nível do abdómen. O efeito das prostaglandinas no organismo pode, além destas contracções uterinas mais ou menos dolorosas, provocar nalgumas pessoas, diarreia, vómitos, dores de cabeça e mau estar geral.

A tensão pré-menstrual (designada TPM por muitos) refere-se a sensações de inchaço, de seios doridos, ao aparecimento de borbulhas, a irritabilidade, ansiedade e nervosismo que também algumas jovens e mulheres começam a ter cerca duma semana antes de se iniciar o período. Médicos e cientistas apontam como causa a variação nos níveis de estrogéneo e progesterona que acontecem nesta fase do ciclo.

Há contudo pessoas que podem ter dores provocadas por problemas ginecológicos – a chamada dismenorreia secundária - não sendo esta habitualmente a origem das que acontecem nas jovens.
Para aliviar este desconforto, existem várias alternativas:

Tomar um analgésico especifico para a dismenorreia. Não se deve tomar qualquer analgésico sem pedir conselho ao médico ou ao farmacêutico.

Fazer exercício físico, pois este ajuda à produção de endorfinas, neutralizador natural das dores.

Tomar um banho morno relaxante, ou colocar um saco de água quente na barriga, o qual ajuda ao relaxamento muscular.

Fazer uma auto-massagem suave no abdómen.

Comer menos sal e beber mais água, o que diminui a retenção de líquidos nos tecidos e o desagradável inchaço.

Procurar fazer uma vida normal, não (sobre)valorizando as dores e o desconforto.

Masturbação

A masturbação é o acto de acariciar, tocar e estimular partes do corpo, com o objectivo de proporcionar prazer. É um acto que pode ser praticado isoladamente ou pelo casal, uma vez que é considerada uma das melhores formas de auto-conhecimento sexual.
Quem pratica a masturbação consegue, assim, saber e conhecer melhor as zonas do seu corpo (erógenas) — para além das genitais —que lhe proporcionam maior prazer, podendo contribuir para uma vida sexual mais gratificante. Para além do toque aquando da masturbação, as fantasias sexuais individuais accionam a excitação e o prazer momentâneo.

A masturbação pode ser praticada por pessoas de ambos os sexos e não acontece apenas na adolescência. Faz parte da sexualidade humana, ao longo da vida, embora possa ser mais frequente nesta fase, que está associada à descoberta do corpo.

Não existe nenhum estudo científico que demonstre que a masturbação causa problemas de saúde ou alterações/reacções físicas, como o crescimento anormal de pêlos, impotência, aparecimento de borbulhas, perda da virgindade, aumento de peso ou, ainda, que cause infertilidade, entre outros.

As referências a estas alterações físicas hipoteticamente decorrentes da masturbação são consideradas pela comunidade médica como sendo mitos sociais sustentados pela ideia de que a actividade sexual do ser humano deve ter como objectivo final a reprodução, em detrimento do prazer físico e psicológico. Mas os mitos não passam disso mesmo.

É importante esclarecer que a masturbação não faz mal à saúde. É uma simples e natural prática sexual, em que se explora e descobre o próprio corpo em busca de prazer. Só poderá ser considerada prejudicial quando altera a rotina diária do indivíduo, em que este se refugia na masturbação, evitando sociabilizar, por pensar que é mais fácil e simples do que procurar a companhia e o relacionamento com outras pessoas. Nesta perspectiva, é importante gostarmos do que vemos quando nos olhamos ao espelho e a masturbação faz parte dessa descoberta, de nós próprios e dos outros.
Segundo a Declaração dos Direitos Sexuais, “a sexualidade é uma parte integral da personalidade de todo o ser humano. O desenvolvimento total depende da satisfação de necessidades humanas básicas, tais como desejo de contacto, intimidade, expressão emocional, prazer, carinho e amor”.

Andropausa

Durante a andropausa regista-se no homem uma descida nos níveis de testoterona (hormona sexual masculina, segregada pelos testículos), à semelhança do que sucede com a descida dos níveis de estrogénios (hormonas sexuais femininas produzidas nos ovários) da mulher durante a menopausa.

No entanto, se na mulher este ciclo é marcado pelo fim da menstruação, no homem não existe um marco claro que assinale a transição. As mudanças ao nível físico ocorrem gradualmente e podem ser acompanhadas por mudanças na atitude e na disposição, fadiga, bem como perda de energia, de desejo sexual e de agilidade física.

Com a diminuição da testosterona diminuem também as acções que a hormona exerce sobre os tecidos do corpo, em especial nos órgão genitais e a nível cerebral, o que se reflecte a nível psicológico e corporal. A acção da hormona influencia também a densidade capilar, a massa gorda, as células sanguíneas e os ossos.

A investigação tem demonstrado que a diminuição da testosterona está relacionada com problemas como as doenças do coração e a fragilidade dos ossos (a osteoporose, cujo aparecimento também se realaciona com outros factores como a falta de actividade física e o alcoolismo). Estas mudanças ocorrem numa fase da vida em que se questionam as realizações pessoais, familiares, profissionais - e até o "sentido da vida" -, pelo que é difícil avaliar se as mudanças que ocorrem estão relacionadas com a andropausa ou com outas variáveis.

A diminuição da testosterona com a idade é , nos homens, parte do processo de envelhecimento, pelo que existe alguma resistência em identificar a andropausa como um período "real" ou uma condição específica.
A diminuição gradual de hormonas masculinas no homem faz com que alguns especialistas prefiram a utilização da designação hipogonadismo de início tardio, uma das mais usadas, a par com "andropausa".

Regra geral, os sintomas começam a surgir a partir dos quarenta anos, prolongando-se nas décadas seguintes, embora seja difícil de estabelecer uma idade para o seu aparecimento. Refira-se ainda que em cada indivíduo as mudanças podem ser diferentes (muitos homens não admitem sequer que existem mudanças). Além de os sintomas serem vagos e de diferirem de homem para homem, os testes que avaliam a disponibilidade da testosterona são recentes, o que, no passado recente, contribuiu para que este problema fosse pouco diagnosticado e tratado.

O nível de testosterona só é considerado baixo em relação à gama de valores normais em cerca de 13% dos casos. No entanto, análises de sangue mais detalhadas e recentes mostram que a disponibilidade da testosterona decresce em 74% dos casos. A terapia passa por uma reposição dos níveis de testosterona.

A investigação tem vindo a relacionar a deficiência de testosterona com algumas outras doenças, entre as quais a disfunção eréctil, a doença de Alzheimer e a síndroma metabólica (que atinge sobre tudo os homens com mais de quarenta anos e está relacionada com dietas hipercalóricas, obesidade e sedentarismo, caracterizando-se por uma associação de factores de risco para, entre outros, as doenças cardiovasculares ou a diabetes).

Os avanços nos meios de diagnóstico e o aumento da esperança média de vida têm contribuído para uma nova abordagem desta fase tão importante na vida dos homens.

Lendas em torno da pílula


Esquecer-se de tomar a pílula
Se se esquecer de tomar a pílula, siga este procedimento:
Se passaram menos de 12 horas desde a hora em que deveria ter tomado a pílula, tome a pílula de que se esqueceu e tome a pílula seguinte na hora habitual. Não importa se tomar duas pílulas no mesmo dia. E é tudo.
Se já passaram mais de 12 horas desde a hora em que deveria ter tomado a pílula, tome a pílula que “falhou” assim que se apercebe do esquecimento e a próxima à hora prevista. No entanto, deve utilizar outros métodos contraceptivos (como o preservativo durante a semana seguinte).
Se já passaram mais de 24 horas, então deve deitar fora a pílula que esqueceu e também tomar precauções adicionais como, por exemplo, o uso do preservativo durante os próximos sete dias.
Se o esquecimento aconteceu quando já faltavam menos de sete pílulas para acabar a carteira, não faça a pausa habitual dos sete dias e comece uma nova carteira assim que terminar a actual.
Não se preocupe se nesse mês a menstruação não aparecer.

Nota: O risco de engravidar será maior quando as pílulas esquecidas são as do princípio e do fim da carteira. O que não é “desculpa” para ignorar descansadamente as pílulas “do meio”…


Fazer uma pausa e não tomar a pílula
Há alguns anos atrás recomendava-se um período de pausa na tomada da pílula, um procedimento que visava minorar os eventuais efeitos secundários desta. O facto é que, nessa altura, as doses de hormonas que a pílula continha eram relativamente elevadas e não havia estudos (que actualmente já estão publicados) sobre os eventuais efeitos da ingestão da pílula durante longos períodos de tempo.

Actualmente as pílulas têm uma dosagem muito mais baixa, pelo que não é recomendado um período de pausa às mulheres que a tomam excepto, claro, se estas quiserem engravidar ou houver alguma indicação específica por parte do médico assistente.


Os antibióticos anulam o efeito da pílula?
Efectivamente alguns antibióticos reduzem a eficácia da pílula. Outros, com princípios activos como a penicilina ou algumas tetraciclinas, por exemplo, em determinadas circunstâncias, podem diminuir a eficácia da pílula.

Portanto, se tomar e pílula e lhe for receitado um antibiótico, fale com o médico sobre o assunto. Com muitos antibióticos não é possível prever com certeza essa redução de eficácia, pelo que será mais prudente recorrer também a outro método contraceptivo, como o preservativo.
Este segundo método contraceptivo deverá ser mantido até uma semana após a ter terminado a toma do medicamento. Não suspenda a toma da pílula.

Existem outros princípios activos que poderão diminuir a eficácia da pílula, pelo que, se estiver a tomar a pílula, deverá perguntar ao seu médico assistente se os medicamentos prescritos poderão reduzir o efeito da pílula.


A pílula engorda?
Não. Isso era antes. Ou seja, há alguns anos atrás, quando a pílula continha dosagens relativamente elevadas de hormonas registaram-se aumentos de peso. Esse aumento acontecia por duas razões: porque os estrogénios que compunham as pílulas combinadas podem provocar retenção de água (resultando num aumento de peso) e porque os progestagénios (outro componente da pílula) podem provocar um ligeiro aumento de apetite.
Actualmente são receitadas pílulas de baixa dosagem que não têm esse efeito secundário.

Folheto sobre Migrações Internacionais - Género e Saúde Sexual e Reprodutiva




Folheto sobre Jovens, Saúde Sexual e Reprodutiva e Desenvolvimento


Folheto sobre Igualdade de Género e Direitos das Mulheres


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ovulação e período

PERGUNTA:
O que é a ovulação? E porque é que temos o período???

RESPOSTA:
A ovulação é um processo no corpo feminino (das fêmeas dos mamíferos) em que este se prepara para a reprodução, que é uma das funções essenciais ao desenvolvimento da espécie (parece primário, mas o Homem É um animal).
O corpo da mulher prepara o ovo (óvulo) para ser fecundado pelo macho e para a consequente gravidez. O período ocorre se não há fecundação.
O corpo, ao preparar-se para formar uma nova vida, faz uma "cama" confortável, uma camada que reveste o útero e que estaria pronta para receber o óvulo fecundado. Quando o óvulo disponível não é fecundado por um espermatozóide, o corpo elimina essa "cama" - é o período - e começa depois a formar outra para o próximo óvulo resultante da ovulação seguinte. Se o óvulo for fecundado temo uma gravidez; caso não o seja, há um novo período.

Paixonetas

PERGUNTA:
É normal por volta dos 13/14 anos ter "paixonetas" por rapazes para aí 12 anos mais velhos ou professores?

RESPOSTA:
É pois! É tudo parte do crescimento e da procura de figuras que nos mostram mais maturidade e experiência do que os colegas da nossa idade.
Fica bem!