Espaço de ajuda aos alunos nas várias disciplinas desde a Educação de Infância até ao Ensino Secundário
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Biografia - Bohr
(1885 - 1962) Físico dinamarquês, natural de Copenhague, cujas pesquisas lançaram as bases para o desenvolvimento da moderna física nuclear e considerado um dos mais importantes físicos teóricos do século. Filho de um professor de fisiologia da universidade de Copenhague, nesta cidade estudou até obter o doutorado (1911) com uma tese sobre o comportamento eletrônico dos metais. Depois que trabalhou em Cambridge com Thompson, foi trabalhar em Manchester (1912) com Ernest Rutherford e a partir das teorias e do modelo planetário de Rutherford, utilizando os fundamentos da física quântica, estudou e descreveu a teoria dos elétrons orbitais do átomo criando, portanto, as bases da moderna teoria atômica (1913). Segundo ele, os elétrons estavam distribuídos em níveis de energia característicos de cada átomo criando o modelo quântico do átomo. Ao absorver um quanta de energia, um elétron pode pular para outro nível e depois voltar a seu nível original, emitindo um quanta idêntico.
Voltando a Dinamarca (1916), foi nomeado professor de física na Universidade de Copenhague e, posteriormente, diretor do recém-criado (1920) Instituto de Física Teórica da Universidade de Copenhague (1921). Ganhou o Prêmio Nobel de Física (1922) por suas pesquisas sobre estruturas e radiações atômicas. A ocupação da Dinamarca pelo exército alemão (1940), a ascendência judia e suas atividades anti-nazistas obrigaram-no a viajar para a Inglaterra e mais tarde para os Estados Unidos, onde colaborou na produção da bomba atômica (Projeto Manhatan), projeto que abandonou (1944) para iniciar uma intensa atividade em favor da utilização pacífica de energia nuclear. Foi agraciado com o primeiro prêmio Átomos para a Paz (1957). Seu filho Aage Niels Bohr, um de seus colaboradores nos Estados Unidos, recebeu o Prêmio Nobel de Física (1975).
Biografia - António Teixeira Rebelo
n: 1748, na freguesia da Cumieira, Concelho de Santa Marta de Penaguião (Portugal)
m: 5 de Outubro de 1825 em Lisboa (Portugal)
Alistou-se em 1764 no Regimento de Artilharia de Valença, como era conhecido na altura o regimento de Artilharia do Porto, após ter realizado estudos de Gramática Latina e Filosofia. Em 1784 foi promovido a 2.º Tenente do Regimento de Artilharia de Faro, ou do Algarve, após ter concluído o curso da Academia de Marinha, sendo transferido em 1786 para o Regimento de São Julião, ou da Corte.
Em 1793 publicou a tradução do Tratado de Artilharia, de John Muller, obra que foi adoptada pela recém fundada Academia de Fortificação, sendo já Major do Regimento, posto a que chegou, como os anteriores, por meio de exames entre os candidatos, ou como se dizia naquele tempo por oposição. Em 1795 foi nomeado comandante da 2ª divisão de Artilharia da Divisão Auxiliar que foi enviada para o Rossilhão. Distinguiu-se em campanha, sobretudo na acção de 29 de Maio de 1794, ..., mas também na resolução de problemas logísticos. Durante a expedição sofreu bastante às mãos do grupo aristocrático dirigido pelo marquês de Alorna, mas sobretudo às mãos de Gomes Freire de Andrade e Sepúlveda, que o desprezavam por ser de condição social baixa. Graduado em tenente coronel, foi promovido a efectivo em 1793.
Regressado a Portugal com a divisão, foi nomeado comandante do parque da artilharia do Exército de Observação concentrado no Alentejo em 1796 e 1797. Mais tarde foi encarregue de dirigir as obras de melhoramento das fortificações de Abrantes, e a seguir as de Cascais e de todos os fortes marítimos de defesa da barra de Lisboa e da costa, desde o de Santo António da Barra até ao Cabo da Roca, realizando nessa época também o reconhecimento dos territórios adjacentes à fortaleza de Cascais.
Em 1801 foi nomeado novamente comandante dos parques do Exército do Sul, «de Entre Douro e Guadiana», que defenderá o país da invasão espanhola dirigida por Godoy, sendo encarregue da organização das duas companhias de artilharia a cavalo levantadas durante essa campanha. Em 1802 foi promovido a coronel efectivo e a comandante do Regimento de Artilharia da Corte, um caso praticamente único no exército português da altura, para um oficial que não pertencia à aristocracia, nem da corte nem da província. Membro da Sociedade Real Marítima, foi encarregado em 1803 da instrução de manobra das peças de todos as qualidades e calibres, sendo também escolhido para a Comissão de revisão do Código Penal Militar, e em 1806 foi nomeado Inspector dos Corpos de Artilharia e promovido a brigadeiro.
Em 1803 criou o Colégio Regimental da Artilharia da Corte, conhecido por Colégio da Feitoria, e que deu origem ao actual Colégio Militar, de que foi nomeado Director em 1813. Em 1821, de Fevereiro a Setembro, ocupou a secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, separada desde finais de 1820, da secretaria dos Negócios Estrangeiros.
Informação retirada daqui
domingo, 31 de dezembro de 2017
Biografia - Boltzmann
(1844 - 1906) Físico e professor austríaco nascido em Viena, histórico por ter desenvolvido a teoria cinética de gases. Após doutorar-se em ciências físicas na Universidade de Viena (1866), tornou-se professor de física teórica em Graz, depois de ter sido assistente do físico esloveno Josef Stefan (1835-1893). Desta parceria resultou a demonstração da lei empírica chamada lei de Stefan-Boltzmann, segundo a qual um corpo negro, definido como aquele capaz de absorver a totalidade das radiações que incidem sobre ele, possui poder emissivo proporcional à quarta potência de sua temperatura e calculou a velocidade das moléculas (1869). Ainda lecionou matemática e física em diversas universidades, como as de Graz e Viena, na Áustria, e de Leipzig, na Alemanha.
Morou em Munique (1891-1895) para a seguir voltar a Viena (1895). É considerado o grande gênio da teoria cinética dos gases, onde originalmente utilizou os princípios da mecânica para explicar os fenômenos da termodinâmica.
Foi o fundador da Mecânica Estatística e o sistematizou do conceito de Entropia, tendência natural da energia a se dispersar e da ordem evoluir invariavelmente para a desordem, explicando o desequilíbrio natural entre trabalho e calor. Estabeleceu as relações entre entropia e probabilidade no campo das radiações.
É considerado a fundador da física moderna , pois seus trabalhos forneceram as bases para o estudo estatístico de todos os fenômenos físicos em que ocorre intervenção do calor, isto é, que apresentam caráter termodinâmico, o que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da teoria cinética dos gases. A ele se devem os princípios básicos da teoria cinética dos gases e a determinação, a partir de valores experimentais, da constante dos gases perfeitos, para uma molécula isolada. Essa Constante de Boltzmann é definida como constante dos gases perfeitos para a determinação da massa de uma só molécula, e é representada por k, sendo igual a 1,38 x 10-16 erg por kelvin. Polemista vigoroso, de temperamento irrequieto, atravessava períodos de grande agitação. Numa de suas crises, suicidou-se em 5 de setembro (1906), em Duino, Itália.
Biografia - Avril, Jean-Jacques
n: 11 de Novembro de 1752 em Loudun (França)
m: 19 de Junho de 1839 em Le Bouscat (França)
Alferes das Milícias das Ilhas Maurícias (Ilha de França) em 1775, regressa a França em 1790. Serve no Exército do Oeste que combate os monárquicos franceses (Chouans) chegando a General de Brigada. Em 1800 é enviado para o Exército de Itália. De 1801 a 1807 ocupa postos administrativos no sul de França, sendo nomeado general de brigada no Corpo de Observação da Gironda que invade Portugal. Enviado em Março de 1808 para Estremoz, sob o comando do general Kellermann, é encarregue da repressão do levantamento de Vila Viçosa que ataca no dia 19 de Junho, permitindo que a vila seja posta a saque. Participa na batalha do Vimeiro, regressando a França após a Convenção de Sintra.
Enviado para Espanha, comanda a província de Bilbao até 1810. Em 1813 participa na campanha da Alemanha, distinguindo-se na batalha de Lutzen. Enviado para Hamburgo, regressa a França depois da queda do Império. Recusou-se a servir Napoleão Bonaparte durante os Cem-Dias.
Jean Tulard e outros,
Histoire et Dictionnaire du Consulat et de l'Empire,
Paris, Laffont, 1995.
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