domingo, 21 de janeiro de 2018

Conteúdo - Acufenos


Os acufenos, também designados por tinnitus ou zumbidos, correspondem à perceção de um som, no ouvido ou na cabeça, uni ou bilateralmente, sem a existência de um estímulo externo.

Estes acufenos podem ter origem em qualquer parte do sistema auditivo e são um sintoma muito comum que pode afetar pessoas de qualquer idade ou género. Contudo, ocorrem com mais frequência no género masculino.

É importante reforçar que os acufenos são um sintoma e não uma doença.

O tipo e intensidade de som varia de pessoa para pessoa. Este pode ser constante, intermitente ou pulsátil.

Estima-se que os acufenos afetem cerca de uma em cada 5 pessoas.

Embora sejam causa de incómodo, os acufenos raramente traduzem uma doença grave e, embora possam piorar com a idade, na maioria dos casos são tratáveis.

Quais são as causas dos acufenos?
Os acufenos podem associar-se a diversas condições, como a diminuição da audição, vertigens, acumulação de cerúmen, alguns medicamentos (antibióticos, diuréticos, antidepressivos, aspirina), infeções, traumatismos do ouvido ou cranioencefálicos, doenças cardiovasculares, doenças dos ouvidos e exposição ao ruído.

Em muitos casos, não se consegue identificar a causa exata.

Uma das causas mais comuns é a lesão do ouvido interno.

A perda de audição associada à idade, sobretudo depois dos 60 anos, é também uma causa frequente de acufenos.

A exposição ao ruído é importante no contexto profissional e ocorre também associada ao uso de auscultadores para ouvir música. Nestes casos, os acufenos podem ser de curta duração, como acontece após um concerto, ou serem mais prolongados, traduzindo uma lesão mais grave.

Os acufenos podem ainda surgir associados à Doença de Ménière, alterações da articulação temporomaxilar, lesões tumorais ou alterações vasculares, como a aterosclerose ou a hipertensão arterial.

O tabaco é também um fator de risco para o desenvolvimento de acufenos.

Como se manifestam os acufenos?
Os acufenos correspondem a uma sensação desagradável de som na ausência de um estímulo sonoro. Esses sons podem ser campainhas, buzinas, cliques, entre outros.

Estes sons-fantasma podem variar de intensidade e podem ocorrer num ou nos dois ouvidos. Em alguns casos, podem ser tão intensos que interferem com a capacidade de concentração ou na audição de sons reais.

Os acufenos podem estar sempre presentes ou serem intermitentes.

Os acufenos podem ser subjetivos, quando são ouvidos apenas pelo paciente, ou objetivos, quando o médico também os consegue ouvir. Este tipo é mais raro e pode resultar de anomalias vasculares, alterações nos ossos do ouvido ou contrações musculares.

É importante reforçar que os acufenos afetam de modo significativo a qualidade de vida dos pacientes, causando fadiga, stress, alterações no sono e na concentração, problemas de memória, depressão, ansiedade ou irritabilidade. O tratamento destas condições, mesmo sem reduzir os acufenos, ajudará o doente a sentir-se melhor.

Como se diagnosticam os acufenos?
O exame médico é muito importante e deve englobar os ouvidos, cabeça e pescoço, de modo a se tentar detetar a causa dos acufenos. Esse exame tipicamente engloba um audiograma, avaliação do movimento, estudos por imagem (tomografia ou ressonância).

Em muitos casos, a causa dos acufenos não é detetada e, nesses casos, importa definir a melhor estratégia para minimizar o seu impacto na vida dos pacientes.

Como se tratam os acufenos?
O tratamento dos acufenos irá variar consoante a sua causa e, portanto, diferentes causas têm abordagens diferentes.

A maioria das abordagens utilizadas recorre a medicamentos ou à terapêutica designada por TRT (Tinnitus Retraining Therapy). Nesta técnica de tratamento, recorre-se a um dispositivo portátil programado para mascarar as frequências específicas dos acufenos de cada paciente. Ao longo do tempo, este método permite que o doente se acostume aos seus acufenos, passando a estar menos focado neles.

A remoção de cerúmen dos ouvidos pode ajudar a reduzir os sintomas.

Sempre que existirem alterações vasculares, elas deverão ser tratadas.

É importante rever toda a medicação em curso, porque, como se referiu, alguns medicamentos podem ser a causa de acufenos.

A supressão do ruído recorrendo ao chamado "ruído branco" pode ser muito útil. Existem dispositivos eletrónicos que emitem esse ruído e, em simultâneo, podem produzir sons relaxantes (chuva, mar) e que são bastante eficazes.

O recurso a uma ventoinha, desumidificador ou ar condicionado no quarto durante a noite gera também um ruído branco que pode ajudar a suprimir os acufenos, permitindo um sono mais reparador.

Os medicamentos não tratam os acufenos mas podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas. Neste contexto, podem ser úteis os antidepressivos ou alguns sedativos.

Como se previnem os acufenos?
A prevenção passa por evitar a frequência de locais ruidosos. Se tal não for possível, é fundamental recorrer a proteção auditiva adequada.

É também importante evitar a ingestão de café, chá preto, chocolate ou outras substâncias que contenham cafeína e reduzir o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas.

O controlo da pressão arterial é igualmente importante.

Quando se utilizam auscultadores para ouvir música, deve-se manter o volume num nível não muito elevado.

Fontes
Associação Portuguesa de Audiologistas, 2014
Mayo Foundation for Medical Education and Research, Fev. 2013
American Academy of Otolaryngology, 2014

Biografia - Francisco da Cunha de Mendonça e Meneses

n: 26 de Abril de 1761 (Portugal)
m: 7 de Abril de 1821 (Portugal)

Entrou para o Exército como cadete, tendo sido promovido a alferes,  em Maio de 1782, no Regimento de Infantaria do Marquês das Minas, tendo sucedido na Casa dos Cunhas, em 1777. Em Setembro de 1786  foi promovido a capitão. Em 1793 foi nomeado coronel do Regimento de Cascais, sendo desde 1789 monteiro-mor do Reino e, tendo o regimento integrado a Divisão Auxiliar que foi apoiar o exército espanhol na guerra contra a República francesa, partiu para a Catalunha com o seu Regimento, comandando-o durante toda a campanha do Rossilhão, de 1793 a 1795. 

Foi incluído na promoção que premiou os serviços prestados durante aquela expedição a Espanha, sendo graduado em marechal de campo.

Em 1797 foi nomeado capitão-general e governador das Armas do Algarve. Na Guerra de 1801 defendeu o Algarve de uma tentativa de invasão espanhola, o que lhe valeu o título de Conde de Castro Marim, dado por decreto de 14 de Novembro de 1802. Título outorgado a premiar não um grande feito de armas, mas o único feito de armas da Guerra de 1801, na Europa.

Em 1807, com a ida da corte para o Brasil, foi nomeado presidente do Senado da Câmara de Lisboa, e governador do Reino suplente, tendo regressado ao Algarve, quando Junot assumiu o governo de Portugal em nome de Napoleão. A revolta de Junho de 1808 encontrou-o em Tavira, tendo assumido o Governo da Junta Governativa. Comandou a força militar que se dirigiu para Évora e Alcácer do Sal e que, no momento em que foi assinada a Convenção de Sintra, se achava nas imediações de Palmela. Por ter sido a revolta do Algarve a primeira de que se teve notícia no Brasil, devido a uma embarcação de pesca de Olhão ter conseguido atravessar o Atlântico chegando ao Rio de Janeiro, foi feito marquês de Olhão em 21 de Dezembro de 1808.

Foi escolhido para integrar a nova Regência, em substituição dos que, por terem colaborado com o regime napoleónico, não integraram o governo instituído após a evacuação de Lisboa pelos franceses. Até 1820, exerceu o cargo de governador do Reino e de membro do Conselho de Guerra.

Informação retirada daqui


Vídeo sobre o Meio Ambiente - Reciclagem

UFCD - 0108 - Máquinas fotográficas - objetivas e comandos

0108 - Máquinas fotográficas - objetivas e comandos
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Máquinas fotográficas - objetivas e comandos
Código:
0108
Carga Horária:
25 horas
Pontos de crédito:
2,25
Objetivos

  • Identificar e operar com diferentes tipos de máquinas fotográficas.
  • Distinguir as diferentes objetivas.
  • Manusear os diferentes comandos da máquina fotográfica.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Máquinas fotográficas
    • Subminiatura
    • Miniatura
    • 35 mm
    • Médio formato
  • Máquinas fotográficas
    • Objectivas
    • Distâncias focais
    • Luminosidade
    • Ângulo de campo
  • Comandos
    • Sistema focagem
    • Obturador
    • Diafragma
    • Exposimetro
Referenciais de Formação

213005 - Operador/a de Fotografia
Histórico de Alterações

(*) 2008-05-14   Criação de UFCD.

Postal Antigo - Grécia - Estádio Irinis & Filias


Manual - Projecto Faraday - Texto do 12ºano - Capítulos 1 a 8


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Vídeo - Isto é Matemática - T08E12 - “Mostra-me a Tua Simetria”

Vídeo - Mark Knopfler - "Sultans of Swing"

Protocolo - "Os objectos e as superfícies contêm microrganismos"


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Conteúdo - John Locke - Filosofia política


A filosofia política de Locke fundamenta-se na noção de governo consentido, pelos governados, da autoridade constituída e o respeito ao direito natural do ser humano - à vida, à liberdade e à propriedade. Influencia, portanto, as modernas revoluções liberais: Revolução Inglesa, Revolução Americana e a fase inicial da Revolução Francesa, oferecendo-lhes uma justificação da revolução e da forma do novo governo. Locke costuma ser incluído entre os empiristas britânicos, ao lado de David Hume e George Berkeley, principalmente por sua obra relativa a questões epistemológicas. Em ciência política, costuma ser classificado na escola do direito natural ou jusnaturalismo.

Suas ideias ajudaram a derrubar o absolutismo na Inglaterra. Locke dizia que todos os homens, ao nascer, tinham direitos naturais - direito à vida, à liberdade e à propriedade. Para garantir esses direitos naturais, os homens haviam criado governos. Se esses governos, contudo, não respeitassem a vida, a liberdade e a propriedade, o povo tinha o direito de se revoltar contra eles. A falha do Estado de Natureza levam à tal invasão da propriedade e, devido a tal, cria-se um contrato social para que haja transição do Estado de Natureza à Sociedade Política. As pessoas podiam contestar um governo injusto e não eram obrigadas a aceitar suas decisões. Locke ainda diz que se o governo viola ou deixa de garantir o direito dos indivíduos à propriedade o povo tem o direito a resistência ao governo tirano. O que define a tirania é o exercício do poder para além do direito, visando o interesse e não o bem público ou comum.

Outra constante na obra de Locke é do papel dos poderes na organização do Estado, sendo o legislativo o poder supremo, sobrepondo-se ao executivo e federativo. Assim, há no Estado um poder limitado, pois quando esses órgãos criados pelo consentimento do povo falha no atendimento dos fins a que foram concebidos perdem a razão de ser, dando aos cidadãos o direito de revolução. Locke apresenta ainda o trabalho como o fundamento originário da propriedade, tendo o seu valor corrompido com a introdução do ouro e do comércio, gerando a distribuição desproporcional das riquezas entre os homens.

O contrato social, embora não se trate de um contrato físico histórico, como acontece com qualquer contrato, consistiria na transferência de poder dos indivíduos carecidos de proteção para um conjunto de instituições artificiais e avantajada de meios para punir os que violam a obediência a essas mesmas instituições. De forma generalizada, o contrato social é a relação entre o povo e seu governante.

Há alguns pontos de contato entre o pensamento lockiano e hobbesiano. Primeiro na condição natural em que o homem vivia inicialmente e na sua passagem para organização social através do contrato social. Porém, distingue-se por caracterizar esse estado natural do homem como pacífico, sendo o homem nele plenamente livre. Enquanto Hobbes coloca o medo da morte violenta como fonte da organização dos homens, Locke impõe a defesa da propriedade como principal fonte de formação do Estado. Esta propriedade já existia anteriormente à formação do Estado.

Dedicou-se também à filosofia política. No Primeiro Tratado sobre o Governo Civil, critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, declarando que a vida política é uma invenção humana, completamente independente das questões divinas. No Segundo Tratado sobre o Governo Civil, expõe sua teoria do Estado liberal e a propriedade privada, onde ele caracteriza a propriedade privada como tudo a que você atribui um valor e tenha conquistado por direito. É algo legítimo e todo indivíduo tem direito a tais conquistas, e assim como Locke sugeriu, o Estado teria uma função primordial de proteger esses direitos.

Para Bernard Cottret, biógrafo de João Calvino, contrastando com a história trágica da brutal repressão aos protestantes na França no século XVI e a própria intolerância e zelo religioso radical de Calvino em Genebra, o nome de John Locke está intimamente associado à tolerância. Uma tolerância que os franceses aprenderam a valorizar apenas na década de 1680, quase às portas do Iluminismo. Como Voltaire afirmou, a tolerância é, para os franceses, um artigo de importação. Bernard Cottret afirma: A tolerância é o produto de um espaço geográfico específico, nomeadamente o noroeste da Europa. Ou seja: a Inglaterra e os Países Baixos. E ela é, no final, em especial, a obra de um homem - John Locke - a quem o século XVII dedica um culto permanente.

Dentre os escritos políticos, a obra mais influente de Locke foi Dois Tratados sobre o Governo (1689). O Primeiro Tratado é um ataque ao patriarcalismo, e o segundo introduz uma teoria da sociedade política ou sociedade civil baseada nos direitos naturais e no contrato social. Segundo Locke, todos são iguais, e a cada um deverá ser permitido agir livremente desde que não prejudique nenhum outro. Com este fundamento, deu continuidade à justificação clássica da propriedade privada, ao declarar que o mundo natural é a propriedade comum de todos, mas que qualquer indivíduo pode apropriar-se de uma parte dele, ao acrescentar seu trabalho aos recursos naturais. Este tratado também introduziu a chamada "cláusula lockeana ", que resume a teoria da propriedade-trabalho de John Locke: os indivíduos têm direito de se apropriar da terra em que trabalham desde isso não cause prejuízo aos demais. O direito de se apropriar privadamente de parte da terra comum a todos seria pois limitado pela consideração de que ainda houvesse bastante [terra] igualmente boa e mais do que aqueles ainda não providos pudessem usar.  Em outras palavras, que o indivíduo não pode simplesmente apropriar-se dos recursos naturais mas também tem que considerar o bem comum.

No âmbito das Relações Internacionais, Locke aponta que estas fazem parte do estado de natureza, mas isso não quer dizer que há uma falta de legalidade (deveres e direitos) entre as comunidades políticas no cenário internacional. Sendo assim, o poder de fazer guerra não é sem restrições, obedecendo às diretrizes da política interna, que trata dos interesses locais dos cidadãos, quanto à Lei Natural, caracterizada pela garantia da preservação da comunidade civil e da humanidade.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Notícia - O medronheiro como cultura sustentável


1. Características da espécie e área potencial de cultivo
O medronheiro ou ervedeiro, espontâneo em Portugal, pertence à espécie Arbutus unedo L. da família Ericaceae e distribui-se pela Bacia do Mediterrâneo, em quase todo o território da Península Ibérica e na parte sudoeste e noroeste da Irlanda.

O medronheiro apresenta porte arbustivo ou arbóreo (até 12 m), com folhas persistentes que se renovam maioritariamente durante a primavera. Esta espécie tem a particularidade da floração e da frutificação coincidirem na época outono-invernal.

As flores, de cor branca ou rosada, produzidas em panículas terminais pendentes, são polinizadas por insetos, maioritariamente abelhas. Os frutos são bagas com 10-20 mm de diâmetro e iniciam a maturação a partir de outubro, evoluindo a sua coloração do verde ao amarelo colhendo-se quando estão vermelhos.

As plantas espontâneas encontram-se em encostas e vales, sombrios ou soalheiros, fazendo parte de matos xerofílicos, bosques perenifólios, acompanhando azinheiras e sobreiros.

A sua abundância no terreno indica-nos a sua preferência pelo tipo de solo e de clima. No entanto, parece ser que o clima exerça maior influência na sua distribuição, pois vegeta em vários tipos de solo, bem drenados, com valores de pH desde o ácido ao alcalino, mas é mais frequente em solos de origem siliciosa.

A principal característica da espécie no que se refere às condições climáticas é a sua grande resistência à secura do solo e da atmosfera e às temperaturas elevadas na época estival.

A temperatura média anual deve ser superior a 12,5 ºC, sem geadas fortes, nem ventos frios. A precipitação anual deve situar-se entre os 500 e 1400 mm. A sua capacidade de resistir às condições climáticas prevalecentes na época estival deve-se sobretudo, às características morfológicas foliares e à estrutura do aparelho fotossintético no sentido de conservar um adequado teor hídrico nos tecidos.

A plantação de medronheiros para produção de fruto deve ter em conta as características ecológicas, evitando solos e locais que à partida se sabe que vão ser desfavoráveis à produção.

2. A investigação e a experimentação feitas pelo INIAV
Em Portugal, até há poucos anos, os medronheiros eram plantas espontâneas, tratadas como plantas florestais, das quais se colhiam os frutos para obter aguardente (medronheira). Devido à dificuldade em recolher os frutos e ao elevado custo desta operação e na perspetiva de fomentar o consumo de medronho em fresco ou o desenvolvimento de novos produtos à base do fruto, iniciaram-se plantações ordenadas desta espécie.

Os investigadores do INIAV têm vindo a desenvolver ações de investigação e experimentação, em parceria com outras entidades e universidades, no sentido de difundir pelos produtores, conhecimentos e as melhores práticas a adotar na cultura do medronheiro.

Informação retirada daqui

Notícia - Vila de Rei debate Agricultura Biológica


A Pinhal Maior – Associação para o Desenvolvimento do Pinhal Interior Sul, em parceria com o Município de Vila de Rei e a equipa do CLDS 3G, organiza a 16 de fevereiro pelas 18h30, uma sessão de divulgação sobre a temática “Agricultura Biológica”.

A iniciativa, de entrada livre, vai ter lugar na Biblioteca Municipal José Cardoso Pires e pretende mostrar as vantagens de desta forma de produção agrícola onde não são utilizados fertilizantes químicos ou pesticidas de síntese.

Os produtos de agricultura biológica destacam-se por ter um melhor sabor e valor nutritivo, contribuindo igualmente para conservar e melhorar a fertilidade do solo e a biodiversidade global dos ecossistemas agrícolas. 

Informação retirada daqui

Notícia - UE: 300 mil pessoas abandonaram em 2016 o setor agrícola


O emprego no setor agrícola tem vindo a descer apesar do aumento em geral, de acordo com os indicadores de contexto da Política Agrícola Comum para 2014-2020, que a Comissão Europeia publicou com os últimos dados disponíveis de 2016.

A economia europeia está a recuperar da crise de 2008 e o emprego global aumentou gradualmente até 66,6% em 2016, comparando com os 65,6% em 2015.

As tendências são semelhantes em todo o tipo de áreas, incluindo as rurais, urbanas, suburbanas e cidades.

Assim, o emprego na agricultura diminuiu ligeiramente em 2016 com um total de 8,9 milhões de pessoas empregadas nesse setor em comparação com 9,2 milhões em 2015.

Este setor representa 3,9% do emprego total em 2016, contra do 4,2% em 2015.

Dos 28 estados-membros, a Roménia, Grécia e Polónia têm a maior proporção de trabalhadores agrícolas do total de emprego com, respetivamente, 22,5; 11,9 e 10% em 2016.

Ao mesmo tempo, o rendimento agrícola começou a reduzir ligeiramente depois de recuperar da crise e alcançar um novo máximo em 2013.

Em termos de rendimento agrícola, ou seja, remuneração de todos os fatores de produção, nomeadamente, terra, capital e trabalho, tendo como o valor da produção menos os custos variáveis, a depreciação e os impostos sobre a produção, mais os subsídios à produção, os rendimentos foram de 144,709 milhões de euros em 2016, um ligeiro aumento em comparação com 2015, mas menos seis por cento que em 2013.

Informação retirada daqui

Notícia - A groselha


A Bagas de Portugal C.R.L. é uma cooperativa de produtores de pequenos frutos. Fundada em janeiro de 2016, tem a sua sede em Sever do Vouga, muito embora os seus cooperadores sejam oriundos de todo o Portugal continental. Esta cooperativa pauta a sua ação pela intervenção em todas as fases de produção, do planeamento à comercialização/ transformação.

Só neste pressuposto é possível dar a conhecer uma opinião produtor/ comercializador, na qual se abordam os dois lados que comunicam frequentemente com um só objetivo: produzir fruta de qualidade.

As plantas de groselha atingem entre 1 e 2 m de altura, podem produzir 3-4 kg por planta, mas só uma parte dessa produção é considerada apta para a comercialização em fresco.

Da experiência com os nossos produtores de groselha, verificamos que esse valor pode chegar aos 50%. A colocação de redes de proteção anti-pássaros também contribui para baixar a temperatura no pomar. Sabemos que temperaturas superiores a 30° danificam as folhas e, consequentemente prejudicam a produção, tanto em qualidade como em quantidade.

A comercialização assenta na qualidade e quantidade da fruta produzida e na estratégia de mercado. Antes de mais, é preciso produzir cachos de groselha com mais bagos, de melhor calibre e o mais cedo possível. É ainda essencial articular o transporte do campo até à prateleira do supermercado, para que se consiga manter a qualidade produzida em campo.

Como não produzimos quantidades muito elevadas de fruta e pretendemos a comercialização no exterior, temos de escolher os mercados preferenciais e quais os nossos parceiros.

Temos, também, de diferenciar a nossa fruta através da sua precocidade, da produção com cobertura e a produção em método biológico, garantindo melhor preço unitário e mais garantia de escoamento.

Formação dos produtores para que consigam o aumento do calibre através de métodos culturais: poda e fertilização adequada. É também importante combater pragas como os pássaros pois retiram alguns bagos do cacho, prejudicando o produto final.

Cobertura dos pomares que antecipa as datas de produção e combate fenómenos meteorológicos como o excesso de água e granizo, entre outros. Higiene dos pomares. Controlar os hospedeiros para determinadas doenças através da plantação, tal como na vinha, de roseiras que antecipam os sintomas do aparecimento de determinadas doenças, o que nos permite um combate preventivo mais eficaz.

Método de produção biológico. É mais exigente na qualificação dos produtores e tem uma menor produção por planta, mas permite maior retorno económico desde que haja um bom planeamento do pomar, da poda e operações culturais, o que permitirá melhorar a sanidade do pomar e aumentar o calibre e o grau Brix.

Informação retirada daqui