quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Exercícios sobre Ciberdemocratização

As NTIC? Poderá inconscientemente esta sigla triunfante designar as “Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação”? Serão elas também, os Novos Tipos de Inequidades Culturais?


O Mundo muda, os recursos materiais e intelectuais com os quais precisamos de viver, agir, captar para a realização dos nossos projectos renovam-se, ao sabor das mudanças tecnológicas. Muda também, agora, o padrão das inequidades culturais que condicionam o acesso aos recursos. No campo da comunicação, a emergência da escrita, depois da invenção da imprensa, actualizou a nossa perspectiva do Mundo; mais tarde, o telefone, a radio, o cinema, depois a televisão e o vídeo fizeram-no à sua medida. Hoje, o multimédia, as redes mundiais, a realidade virtual, e mais banalmente o conjunto das ferramentas informáticas e telemáticas parecem transformar a nossa paisagem, as relações sociais e os modos de trabalhar, de se informar, de se formar, de se distrair, de consumir, e mais basicamente ainda de se expressar, de escrever, de entrar em contacto, de consultar, de decidir, e pouco a pouco, talvez o modo de pensar. Pierre Lévy (1997) não teme associar estas mutações a uma incipiente cibercultura que já se instalou.

A Escola não pode ser pensada afastada destas transformações. Não faltam os espíritos não totalmente desinteressados, para a incitar a juntar-se à “revolução numérica”. O meu propósito não é combater esta mensagem, mas somente a parte do mito libertador e igualitário frequentemente veiculado: a alienação e as desigualdades intelectuais e culturais manifestam-se diferentemente utilizando as novas tecnologias que utilizando o livro, mas elas não desaparecem como por magia, e podem mesmo agravar-se temporariamente, ou mesmo duradouramente se não forem tomadas em consideração.


1. A Escola face às NTIC
2. A desigualdade frente às ferramentas
3. A desigualdade frente à abstracção
4. Cidadania e redes 



Continuar a ler o texto EM FORMATO DOC Opção reservada aos utilizadores do Arquivo


1. Desenvolva dois aspectos referidos no ponto 4.1. A Escola face às TIC.

2. Refira os recursos intelectuais clássicos que “fazem a diferença” na generalidade das tarefas escolares. (ponto 4.3.)

3. Mostre que o papel da Escola é relativamente mais complexo quando pretende oferecer aos indivíduos (1) idênticas oportunidades de utilização da Internet (ponto 4.3.) do que simplesmente (2) idênticas oportunidades de acesso à rede (ponto 4.2.)

4. Discuta a possibilidade da Internet favorecer os melhores estudantes.

5. “Ainda é necessário saber-se se servem [os computadores] para desenvolver competências, suscitar projectos, criar situações problemáticas, avaliar de um modo formativo, regular em função de objectivos claros e realistas (...)”.

Justifique as dúvidas de Perrenoud quanto às potencialidades educativas dos computadores.

6. A arquitectura da Internet foi discutida a nível mundial ou foi imposta a todo o mundo pelos peritos? (http://www.w3.org/Justifique tendo em consideração as características da modernidade.

7. Que papel atribui Perrenoud à Escola, num mundo onde o poder se encontra tão inequitativamente distribuído?

Exercícios sobre Tecnologia e Inovação

Leia o extracto da proposta de Barack Obama



Actualizar a Educação para atender as necessidades do Século XXI: Barack Obama vai enfatizar a importância da alfabetização tecnológica, assegurando que em todas as escolas públicas as crianças sejam dotadas com as necessárias competências em ciência, tecnologia e matemática, habilidades para ter sucesso na economia do Século XXI. Acesso a computadores e ligações em banda larga nas escolas públicas deve ser conjugada com professores qualificados, currículos flexíveis e um compromisso com o desenvolvimento de competências no domínio da tecnologia. Isto é central para a competitividade do sector tecnológico da nossa nação e dos nossos cidadãos. Obama também acredita que é preciso fortalecer a educação científica e matemática para ajudar a desenvolver uma qualificada força de trabalho e promover a inovação. Ele vai trabalhar para aumentar o nosso número de diplomados em ciências e engenharia, incentivar os jovens a estudar matemática e ciência para obterem graduação, e trabalhar para aumentar a representação das minorias e das mulheres na ciência e na área da tecnologia, representando a diversidade da América para satisfazer a crescente procura de uma mão-de-obra qualificada. Se vamos exportar o nosso melhor software e melhores empregos de engenharia para países em desenvolvimento, é menos provável que a América beneficie com a próxima geração de inovações em nanotecnologia, electrónica ebiotecnologia. Devemos ter mão-de-obra qualificada para que possamos manter e crescer empregos que exigem as competências do Século XXI em vez de obrigar os empregadores a encontrar trabalhadores qualificados no exterior.


1. Identifique a triologia de competências valorizada por Obama.

2. Relacione as competências tecnológicas com o crescimento económico.

Assista à reportagem da SIC sobre o papel da tecnologia na "escola do futuro".

Conheça os Projectos-chave do Plano Tecnológico da Educação. 







3. Comente o papel da tecnologia na "escola do futuro".

Exercícios sobre a Internet: História, Funcionamento, Serviços e Pesquisa

Veja a seguinte apresentação.    Backup (Arquivo)


Observações:

1. A Guerra Fria justificou a criação um sistema de comunicações descentralizado, mantido sob segredo entre os militares até aos anos 80. A ideia seria assegurar as comunicações entre os sobreviventes da III Guerra Mundial. 

2. Com afinal da Guerra Fria deixou de justificar o secretíssimo, e a partir dos anos 90 esta tecnologia passou a ser utilizada pela sociedade civil.

3. O Protocolo TCP/IP, Protocolo de Controle de Transmissão, Internet Protocol, decompõe a informação em pacotes, que circulam do computador de origem até ao de destino por diferentes vias da rede. Imagine um comboio cujas composições fossem de Lisboa ao Porto por diferentes linhas (as mais desimpedidas), mas quando chegassem ao Porto o comboio ficaria alinhado porque as carruagens estão numeradas! Evidentemente que isto não sucede com os comboios, mas é assim que viajam os pacotes de TCP/IP no mundo virtual.

4. Serviços Web

Na fase inicial os browsers permitiam ler a informação que se encontrava na Web. Hoje estamos numa fase em que a Web apela à interacção com o cibernauta permitindo-lhe a criação dos próprios conteúdos (redes sociais, wikis, folksonomia). Os termos Web 1.0 e Web 2.0 são utilizados para assinalar esta evolução. 
Tem-se assistido à webização da generalidade dos serviços.


browser mais utilizado hoje é o Firefox

A mais recente novidade no mundo dos browsers, que aconselho a experimentar é o Google Crome

5. E-mail

G-mail introduziu um novo conceito de mail que tornou obsoletas as restantes aplicações.. Os conceito de “conversação” e de “arquivar” as mensagens, além da quantidade de espaço disponível e da facilidade de pesquisa, entre outras características, colocaram o G-mail na liderança do mercado.

Grupos de mail

Turma G1 - http://groups.yahoo.com/group/g1esgb/ g1esgb@yahoogroups.com

Turma G3 - http://groups.yahoo.com/group/g3esgb/ g3esgb@yahoogroups.com

6. Newsgroups

Mais uma vez a Google volta a dominar. O grupo português mais frequentado é o


7. FTP

Alguns servidores são de livre acesso, outros exigem password.

Experimente

ftp://ftp.telepac.pt Servidor de acesso livre.

ftp://ftp.prof2000.pt Servidor de acesso reservado aos seus utilizadores.

Uma utilização frequente requer a instalação se software específico, dito cliente de ftp. Entre os mais populares destacam-se:~
Este software é indispensável para construir sites Internet. Quando se edita um blogue, ao publicar a mensagem a tecnologia do serviço realiza o ftp sem que o utilizador se aperceba da operação.


6. IRC

Os canais de irc permitem teclar mais rapidamente que no MSN. Nos canais de irc podem encontrar-se dezenas de pessoas e naturalmente que o diálogo é impossível. Quando querem teclar a dois passam a faze-lo em privado, e se o “teclanço” se prolongar acabam por trocar os endereços do MSN. 

A regulação do IRC em Portugal compete à PTNET

O cliente mais popular de irc é o Mirc.

7. Pesquisa

Os mecanismos de pesquisa anteriores ao Google utilizavam operadores da lógica matemática booliana: +, - , ou, e, permitiam combinar estes operadores utilizando parêntesis. O problema é que os utilizadores nunca tiveram paciência para realizar pesquisas complicadas!

O Google mais uma vez foi inovador. Introduziu no motor de pesquisa mecanismos que lhe permitemutilizar as experiências dos próprios utilizadores para hierarquizar os resultados apresentados nas pesquisas.


1. A Escola só pode mesmo oferecer as competências básicas. As tecnologias mudam a uma velocidade tão acelerada que quem não aprender a aprender por si, mais tarde ou mais cedo, ficará ultrapassado.Comente. 

Exercícios sobre a Internet

A Internet certamente obrigará a uma releitura do guru da comunicação: Marshall McLuan.



“As sociedades têm sempre sido redesenhadas mais pelas características dos meios de comunicação utilizados pelos homens que pelo conteúdo da comunicação.”


Todos os media são extensões de algumas faculdades humanas, mentais ou físicas. A roda é uma extensão dos pés. O livro é uma extensão dos olhos. A roupa é uma extensão da pele. Os sinais eléctricos são uma extensão do sistema neuronal-central. A forma como são transmitidos estes sinais afecta a forma como nós pensamos, e quando muda o modo de transmissão a sociedade também muda.




“A nossa cultura está a lutar para forçar os novos media a trabalhar com os antigos”.


Estes são tempos difíceis porque nós estamos testemunhando uma colisão de proporções violentas entre duas grandes tecnologias:
Imprensa: Jornalistas profissionais constróem notícias padronizadas, difundidas pelos públicos;
Internet: Cada qual tem oportunidade de construir procurar as suas fontes de informação.

televisão não tem como função principal a prestação de serviços de notícias, sendo mais utilizada como distracção, quando não é remetida simplesmente ao papel de “lâmpada” acesa.

rádio é um meio onde não toleramos a voz por períodos prolongados, sendo mais utilizada para nos sentirmos acompanhados com música de fundo.


O utilizador só adquire um controlo activo sobre os conteúdos, quando utiliza a Internet, e isto faz toda a diferença relativamente aos restantes meios.

Mais, a Internet pode ser utilizada de muitas maneiras. A este propósito será útil pensar na Internet enquanto Ambiente Personalizado de Aprendizagem.






1. Justifique as seguintes afirmações de Marshall McLuan:
- "As pessoas não costumam ler jornais. Elas passam por eles todas as manhãs como pelo banho quente".
- "O futuro do livro é a sinopse".

2. Refira-se ao papel atribuído ao "consumidor final" nas duas tecnologias referidas.

3. Desenhe o esquema que representa o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.

4. Critique o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.

Exercícios sobre o Twitter – O meio é a mensagem?

Como é possível dois utilizadores experientes como João Pedro Pereira e Paulo Querido revelarem opiniões tão contratantes sobres a mesma ferramenta. Para o SocialMediaClub o Twitter é bom para promover a associação entre as pessoas e a sua participação em eventos.


Discuta prós e contras desta ferramenta.

Documento sobre o Twitter




Documento sobre o Twitter - Prós e Contras


Download -  Documento sobre o Twitter - Prós e Contras 

Documento sobre Média e Informação - Satélites de Comunicação


STC - DR4 - NG5 - Ficha de Trabalho nº3 - Estabilidade e Mudança / Redes e Tecnologia


Powerpoint sobre a história do e-mail


Download -  Powerpoint sobre a história do e-mail

STC - DR4 - NG5 - Ficha de Trabalho nº1 - Estabilidade e Mudança / Redes e Tecnologia



STC - DR4 - NG5 - Ficha de Trabalho nº2 - Estabilidade e Mudança / Redes e Tecnologia



Links úteis para sites de TIC






  • breve história da net






  • rede Wifi






  • Significado da net
  • Exercícios sobre a Internet

    A Internet disponiza tanta informação, que é natural que surja a questão:




    - Como posso aceder rapidamente à informação?

    Uma parte da resposta passará certamente pela utilização de feeds RSS. No fundo, em vez de irmos aos sites verificar quanto têm informação nova, recebemos os novos posts num leitor de news, como se mostra no vídeo abaixo.

    Outra das formas de ler a Web e os Mass Media consiste em utilizar agregadores de news como oGoogle News ou o AllTop.

    Mas eu descobri uma forma mais rápida ainda de surfar na web: Basta deixar de fazer blogues ;)


    1. Problematize os problemas de natureza legal que se têm levantado aos agregadores.

    2. Discuta a pluralidade de modos de surfar a Web e de aceder à diversidade de fontes de informação hoje disponíveis.

    3. Comente a "solução" sublinhada.

    Exercícios sobre Blogues

    "Por que razão deixar os nossos alunos usar um blogue?" pareceu-me um título fraco para apresentar este vídeo que sintetiza as vantagens da utilização dos blogues enquanto recursos educativos. Creio que qualquer pessoa com o mínimo bom senso poderá concluir que já é tempo de arrumar os antigos dossiers no armário da história.


    Para comunicação...
    Para literacia...
    Para posse...
    Para partilha...
    Para colaboração...
    Para discussão...
    Para concessão...
    Para interacção...
    Para motivação...
    Para participação...
    Para engajamento...
    Para excitação...
    Para conversação...
    Para a criatividade...
    Para reflexão...
    Para alargar as paredes da sala de aula...
    Dar aos estudantes uma “voz”.
    Dar aos estudantes uma audiência...
    Dar aos estudantes um ambiente de aprendizagem...
    ...aberto 24 horas / 7 dias por semana.
    Para lhes dar competências úteis para os seus futuros digitais.

    Escrever para aprender...
    Blogar para aprender.




    1. Escreva uma composição sobre a utilidade dos blogues para si.

    2. Escreva uma composição sobre as potencialidades dos blogues enquanto (a) recursos educativos e (b) meios de valorização das pessoas.

    3. Para que os alunos a utilizem blogues, será indiferente a familiaridade que o docente revela com esta tecnologia? Justifique.

    quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

    Documento sobre Ciberdemocratização


    Download -  Documento sobre Ciberdemocratização

    Documento sobre Tecnologia e Inovação


    Download -  Documento sobre Tecnologia e Inovação

    Powerpoint com tudo o que você precisa saber sobre o Twitter


    Download -  Powerpoint com tudo o que você precisa saber sobre o Twitter

    Documento sobre Ciberdemocratização


    Download Documento sobre Ciberdemocratização

    STC - NG5 - DR4 - Ficha de Trabalho nº9 - Blogues



    STC - NG5 - DR4 - Ficha de Trabalho nº8 - Ciberdemocratização



    STC - NG5 - DR4 - Ficha de Trabalho nº7 - Tecnologia e Inovação



    STC - NG5 - DR4 - Ficha de Trabalho nº5 - A Internet


    Download -  STC - NG5 - DR4 - Ficha de Trabalho nº5 - A Internet

    STC - NG5 - DR4 - Ficha de Trabalho nº4 - Twitter


    Download - STC - NG5 - DR4 - Ficha de Trabalho nº4 - Twitter

    Powerpoint sobre o funcionamento da Internet


    Download -  Powerpoint sobre o funcionamento da Internet

    segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

    STC - NG5 - DR2 - Ficha de Trabalho nº2 - Código Binário



    Exercícios sobre o tema "Que sociabilidades promove o computador?"

    Os media na vida de crianças e jovens. Cristina Ponte. FCSH - Universidade Nova de Lisboa. ESTUDOBackup


    • A Internet está a converter-se vertiginosamente numa parte da nossa vida quotidiana e está a levantar novas questões acerca do acesso e das desigualdades, da natureza e qualidade do uso, das suas implicações no desenvolvimento social e educativo das crianças e, finalmente, sobre o equilíbrio entre os perigos e as oportunidades por ela criadas, tanto para crianças e jovens como para as suas famílias.
      Num país como Portugal, marcado por um fosso geracional significativo no que diz respeito ao acesso e uso das novas tecnologias, crianças e jovens são vistos com ambivalência: por um lado, são apelidados como a “geração digital”, pioneiros no desenvolvimento das capacidades online e com conhecimentos tecnológicos superiores ao dos adultos que os rodeiam; por outro, como um colectivo vulnerável, imerso num crucial, mas frágil processo de desenvolvimento social e cognitivo, no qual os meios de comunicação, e concretamente a Internet, pressupõem um risco potencial.
      Não há dúvida de que a Internet é uma ferramenta benéfica para as crianças e que elimina muitas das limitações de tempo e espaço que estas encontram no mundo “real”. A Rede aumenta o seu acesso à informação para fins educacionais, permite o estudo em grupo, oferece a oportunidade de contactar com outras pessoas sobre uma variedade quase infinita de assuntos e interesses, e aumenta também os seus círculos de conhecidos e amigos online.
      Apesar disso, influenciados pelos meios de comunicação, cuja atenção se centra muitas vezes nos perigos e riscos potenciais da Rede, e ligado a algumas experiências pessoais, os pais e a sociedade em geral têm vindo a mostrar grande preocupação sobre os aspectos menos úteis e de segurança que podem resultar do uso da Internet. Enquanto que somente uma parte mínima do material que se pode encontrar na Internet pode ser classificado como nocivo, essa pequeníssima fracção é enormemente visível e controvertida.
      Ainda que a definição de risco e os limites que dele derivam inclua sempre uma componente subjectiva, é certo que o risco existe. Tendo em conta a natureza da Internet e a forma como as crianças e os adultos a utilizam, é provável que alguns se tenham exposto
      alguma vez a conteúdos inapropriados ou tenham sofrido más experiências. Mas também existem conteúdos violentos, pornográficos ou xenófobos nos meios de comunicação tradicionais e é possível encontrar pessoas pouco convenientes em qualquer outro lugar.
      Por outro lado, existe uma associação forte e em sentido positivo entre as oportunidades e os riscos: aumentar as oportunidades, aumenta os riscos e, portanto, limitar o uso da Internet, diminui, não só os riscos, mas também as oportunidades. Por isso, é necessário colocar os riscos decorrentes do uso da Internet em destaque e oferecer uma valoração equilibrada dos diferentes enfoques que podem ajudar os pais e outros adultos a enfrentar esta questão de forma construtiva, em vez de se tomarem medidas de tipo restritivo ou limitativo.
      Em termos de interesse nacional, a sociedade - pais e educadores, operadores, reguladores - deve estabelecer um equilíbrio entre duas prioridades: proteger as crianças e permitir o seu desenvolvimento pleno, entre oportunidades e riscos. Contudo, estas prioridades podem parecer, por vezes, contraditórias: Pode proteger-se as crianças dos conteúdos inapropriados sem lhes negar o acesso a conteúdos educativos, válidos e atractivos? Podem minimizar-se os perigos sem reduzir as oportunidades? Estas questões são o ponto capital do dilema com que nos defrontamos actualmente.
      (...)
      O fenómeno da adição à Internet, as condutas de risco nos chats (transmissão de dados pessoais que possam permitir a localização, assim como o encontro “às cegas” com estranhos), a questão dos menores como protagonistas de condutas ilegais (download ilegal de filmes e músicas através das redes P2P), a mediação parental e escolar, o conhecimento e as estratégias dos professores para lidarem com o plágio e o uso acrítico da Internet, as práticas no contexto escolar, assim como o acesso à Rede em ciber-centros (há uma absoluta falta de controlo e regulamentação destes locais relativamente à presença de menores), são áreas de análise pouco estudadas e que poderão permitir ter um conhecimento mais aprofundado sobre a ligação das crianças e dos jovens com as novas tecnologias, para além dos seus riscos e oportunidades.




    Reflicta sobre a Internet no quadro das novas oportunidades que nos oferece e dos novos riscos a que nos expõe.

    STC - NG5 - DR2 - Ficha de Trabalho nº3 - Micro e Macroelectrónica



    STC - NG5 - DR2 - Colectânea de Textos sobre Micro e Macro Electrónica



    STC - NG5 - DR3 - Ficha de Trabalho nº3 - Televisão


    Exercícios sobre o tema "Que sociabilidades promove o computador?"

    Os media na vida de crianças e jovens. Cristina Ponte. FCSH - Universidade Nova de Lisboa. ESTUDOBackup


    • A Internet está a converter-se vertiginosamente numa parte da nossa vida quotidiana e está a levantar novas questões acerca do acesso e das desigualdades, da natureza e qualidade do uso, das suas implicações no desenvolvimento social e educativo das crianças e, finalmente, sobre o equilíbrio entre os perigos e as oportunidades por ela criadas, tanto para crianças e jovens como para as suas famílias.
      Num país como Portugal, marcado por um fosso geracional significativo no que diz respeito ao acesso e uso das novas tecnologias, crianças e jovens são vistos com ambivalência: por um lado, são apelidados como a “geração digital”, pioneiros no desenvolvimento das capacidades online e com conhecimentos tecnológicos superiores ao dos adultos que os rodeiam; por outro, como um colectivo vulnerável, imerso num crucial, mas frágil processo de desenvolvimento social e cognitivo, no qual os meios de comunicação, e concretamente a Internet, pressupõem um risco potencial.
      Não há dúvida de que a Internet é uma ferramenta benéfica para as crianças e que elimina muitas das limitações de tempo e espaço que estas encontram no mundo “real”. A Rede aumenta o seu acesso à informação para fins educacionais, permite o estudo em grupo, oferece a oportunidade de contactar com outras pessoas sobre uma variedade quase infinita de assuntos e interesses, e aumenta também os seus círculos de conhecidos e amigos online.
      Apesar disso, influenciados pelos meios de comunicação, cuja atenção se centra muitas vezes nos perigos e riscos potenciais da Rede, e ligado a algumas experiências pessoais, os pais e a sociedade em geral têm vindo a mostrar grande preocupação sobre os aspectos menos úteis e de segurança que podem resultar do uso da Internet. Enquanto que somente uma parte mínima do material que se pode encontrar na Internet pode ser classificado como nocivo, essa pequeníssima fracção é enormemente visível e controvertida.
      Ainda que a definição de risco e os limites que dele derivam inclua sempre uma componente subjectiva, é certo que o risco existe. Tendo em conta a natureza da Internet e a forma como as crianças e os adultos a utilizam, é provável que alguns se tenham exposto
      alguma vez a conteúdos inapropriados ou tenham sofrido más experiências. Mas também existem conteúdos violentos, pornográficos ou xenófobos nos meios de comunicação tradicionais e é possível encontrar pessoas pouco convenientes em qualquer outro lugar.
      Por outro lado, existe uma associação forte e em sentido positivo entre as oportunidades e os riscos: aumentar as oportunidades, aumenta os riscos e, portanto, limitar o uso da Internet, diminui, não só os riscos, mas também as oportunidades. Por isso, é necessário colocar os riscos decorrentes do uso da Internet em destaque e oferecer uma valoração equilibrada dos diferentes enfoques que podem ajudar os pais e outros adultos a enfrentar esta questão de forma construtiva, em vez de se tomarem medidas de tipo restritivo ou limitativo.
      Em termos de interesse nacional, a sociedade - pais e educadores, operadores, reguladores - deve estabelecer um equilíbrio entre duas prioridades: proteger as crianças e permitir o seu desenvolvimento pleno, entre oportunidades e riscos. Contudo, estas prioridades podem parecer, por vezes, contraditórias: Pode proteger-se as crianças dos conteúdos inapropriados sem lhes negar o acesso a conteúdos educativos, válidos e atractivos? Podem minimizar-se os perigos sem reduzir as oportunidades? Estas questões são o ponto capital do dilema com que nos defrontamos actualmente.
      (...)
      O fenómeno da adição à Internet, as condutas de risco nos chats (transmissão de dados pessoais que possam permitir a localização, assim como o encontro “às cegas” com estranhos), a questão dos menores como protagonistas de condutas ilegais (download ilegal de filmes e músicas através das redes P2P), a mediação parental e escolar, o conhecimento e as estratégias dos professores para lidarem com o plágio e o uso acrítico da Internet, as práticas no contexto escolar, assim como o acesso à Rede em ciber-centros (há uma absoluta falta de controlo e regulamentação destes locais relativamente à presença de menores), são áreas de análise pouco estudadas e que poderão permitir ter um conhecimento mais aprofundado sobre a ligação das crianças e dos jovens com as novas tecnologias, para além dos seus riscos e oportunidades.




    Reflicta sobre a Internet no quadro das novas oportunidades que nos oferece e dos novos riscos a que nos expõe.
    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

    Mensagens populares

    Emprego Docente

    Noticias da Educação

    Blogues

    Recomendamos ...