domingo, 29 de dezembro de 2019

O que querem as crianças do pré-escolar?


Deixaram de pedir colo a toda a hora, começaram a gatinhar, atreveram-se a caminhar, a saltar, a correr, e agora fazem perguntas atrás de perguntas porque querem saber e descobrir, querem perceber como funciona tudo o que existe à volta. Estão a crescer e as brincadeiras fazem parte da compreensão do mundo, do desenvolvimento, da curiosidade e da imaginação, das competências emocionais e sociais. As crianças em idade pré-escolar, dos três aos cinco anos, querem brincar, jogar, aprender, mexer, perguntar, explorar. E voltar a brincar. Com os pais sempre por perto.

“As crianças precisam de ter muito tempo para brincar. Brincar é a atividade mais importante para elas nestas idades”, explica Teresa Sarmento, doutorada em Estudos da Criança, professora do Instituto de Educação da Universidade do Minho, em Braga, com vários projetos e publicações na área da educação de infância. Tudo é importante nesta etapa da vida em que aprendem uns com os outros e com os adultos, com curiosidade, desenvolvendo a linguagem e os aspetos cognitivos e emocionais.

Brincar livremente deve ser uma ideia feliz e arejada. Teresa Sarmento refere que “há uma grande intromissão dos pais nas brincadeiras, na perspetiva de superproteção”. “As crianças precisam de se confrontar com desafios para serem capazes de experimentar formas de resolverem conflitos”, sublinha. Essa superproteção não ajuda na aprendizagem, no crescimento, no desenvolvimento. Incentivar a curiosidade e a imaginação é essencial, naturalmente em contextos seguros e protegidos de condições adversas.

Brincar é um mundo de infinitas possibilidades. Brincar com objetos, com materiais não estruturados, flexíveis, que permitam dar asas à imaginação. Saltar, correr, mexer o corpo. Ouvir uma história, abrir livros, ser a personagem de que mais se gosta. Fazer de conta, imaginar, sonhar. Assimilar o que existe à volta. Saltar à corda e ao elástico. Jogar à bola. Usar as novas tecnologias para brincar e aprender. Jogar em tabuleiros, jogar no computador, explorar conhecimentos no mundo digital com vídeos e mil e uma coisas sobre o próprio mundo. Sair de casa para passeios ao ar livre, assistir a um filme de animação. Conversar, perguntar, esclarecer.

“Entre os três e os cinco anos, as brincadeiras devem ter algumas componentes-base: conexão, diversão e exploração”, adianta Joana Laranjeiro (Mãe Catita), autora e coach parental. Há tanta coisa que pode ser feita. “Criar exercícios curtos onde a criança se sente desafiada a ampliar a sua curiosidade e capacidades, e em que se sente vista pelo olhar presente dos pais. Brincadeiras em que os objetivos são claros e a tarefa adequada à idade. Apostar na concretização e não na frustração. Misturar música, a utilização do corpo e, sempre que possível, contacto com a natureza. Deixar a criança liderar e inventar algumas brincadeiras”, aconselha.

Brincar nunca deve ser um assunto menor. “Deixar a criança ensinar aos pais algo que aprendeu é extremamente poderoso para a autoestima.” “Nesta idade, já é possível trabalhar as emoções com a criança, perguntando como se sentiu quando ganhou o jogo, ou quando perdeu. E em que parte do corpo sente a emoção com mais intensidade”, adianta Joana Laranjeiro.

A idade pré-escolar é também um precioso momento para trabalhar competências em várias áreas. Joana Laranjeiro lembra as palavras de Stuart Brown, fundador do National Institute for Play, que reforça a importância do brincar como um minilaboratório de aprendizagem. “E é uma excelente oportunidade para fortalecer a nossa relação com os nossos filhos. A relação é a base de uma infância feliz”.

https://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=158906&langid=1

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

EFA - STC - NG3 - DR2 - Colectânea de Textos - Riscos e Comportamentos Saudáveis - Sociedade, Tecnologia e Ciência


EFA - STC - Texto - Eficiência Energética - Sociedade, Tecnologia e Ciência



47 Milhões de euros é quanto as famílias e empresas vão poupar na factura de electricidade com Programa ECO, de acordo com as contas da empresa eléctrica.
A eficiência energética vai passar a ser uma das grandes apostas da EDP. A empresa eléctrica prepara-se para investir sete milhões de euros através do Programa ECO. Segundo um comunicado emitido pela empresa, o conjunto de iniciativas previsto no plano de acção para este ano deverá gerar poupanças de 47 milhões de euros na factura de electricidade a pagar pelos clientes domésticos e industriais.
Em 2007, o Programa ECO evitou o desperdício de 407.706 MWh, o equivalente à electricidade consumida anualmente por 150 mil famílias, o que equivale a uma poupança de 43 de milhões de euros.
Além do benefício económico, as medidas previstas terão também impacto ambiental, isto é, o aumento da eficiência energética evitará a emissão de 182.222 mil toneladas de CO2 para a atmosfera, segundo a EDP. Trata-se de “um objectivo chave na estratégia do grupo que elegeu a sustentabilidade ambiental como base do crescimento, visível na aposta simultânea nas energias renováveis e na promoção da eficiência energética”.
A distribuição de 700 mil lâmpadas eficientes, 400 mil das quais em bairros sociais e históricos, é uma das medidas previstas. O plano contempla ainda a entrega de 100 mil multi-tomadas e a atribuição de subsídios de 40 euros na compra de arcas frigoríficas eficientes. A pensar na competitividade das empresas portuguesas, a EDP vai oferecer auditorias energéticas, distribuir lâmpadas economizadoras ao comércio e serviços e instalar variadores electrónicos de velocidade ou corrigir o Factor de Potência em empresas industriais.
A componente pedagógica do Programa ECO será assegurada com a realização de acções de formação em 1.200 escolas, havendo ainda prémios para incentivar alunos universitários a criar produtos que reduzam o consumo energético. A generalidade dos consumidores terá ainda a possibilidade de fazer o seu auto-diagnóstico energético no site eco.edp.pt ou ver quais os equipamentos mais eficientes no topten.pt. O Programa ECO é co-financiado pela Entidade Reguladora do Sector Energético – ERSE, através do Plano de Promoção de Eficiência Energética (PPEC).
Jornal Reconquista, 13-11-08

O que se entende por eficiência energética?

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

UFCD - 0230 - Execução de tapeçaria artesanal tradicional

0230 - Execução de tapeçaria artesanal tradicional
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Execução de tapeçaria artesanal tradicional
Código:
0230
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Executar tapeçaria tradicional de acordo com o projeto desenvolvido.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Pontos de tapeçaria – revisão
  • Elementos
    • Bainhas
    • Remates
    • Nós
    • Franjas
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

UFCD - 0229 - Execução de tapeçaria artesanal - iniciação

0229 - Execução de tapeçaria artesanal - iniciação
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Execução de tapeçaria artesanal - iniciação
Código:
0229
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Preparar e organizar materiais e o posto de trabalho para a execução de tapeçaria artesanal.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Preparação e organização de materiais
  • Preparação do posto de trabalho
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Powerpoint - Psicologia Positiva aplicada ao Coaching


Manual - Esclerose Múltipla

Manual - Produção e Embalamento de Ovos

UFCD - 0228 - Elaboração de projeto de tapeçaria

0228 - Elaboração de projeto de tapeçaria
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Elaboração de projeto de tapeçaria
Código:
0228
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Efectuar um projeto/desenho de auto criação que contenha elementos da natureza, devidamente decorado.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Criação, desenvolvimento e execução do projecto
    • Tapeçaria tradicional
    • Tapeçaria contemporânea
  • Elementos da natureza
    • Fauna
    • Flora
    • Paisagem
    • Fainas
    • Vestuário
    • Figura humana
  • Técnicas para elaborar composições
  • Técnicas de transferência de desenhos
    • Cartão
    • Papel quadriculado
    • Outras
  • Tapeçarias criativas e temáticas
  • Execução de cálculos
    • Noções de escala
    • Redução e ampliação
    • Técnicas de quadriculado
  • Prevenção
  • Ergonomia
  • Higiene no posto de trabalho
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Powerpoint - Psicologia e Educação


Manual - Suporte de Vida em Pediatria

Powerpoint - Programas de Segurança em Pós-Colheita de Frutas e Hortaliças

Powerpoint - O trabalho seguro com substâncias químicas


UFCD - 0227 - Execução de tapeçarias simples - acabamentos

0227 - Execução de tapeçarias simples - acabamentos
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Execução de tapeçarias simples - acabamentos
Código:
0227
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Aplicar acabamentos a peças de tapeçaria.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Acabamento da peça (tapete)
  • Revisão dos conceitos sobre a prevenção de acidentes
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Powerpoint - Como abrir um consultório de psicologia?


Resumo - Abordagem em criança politraumatizada

Manual - Símbolos nos Rótulos em Produtos Alimentares

Powerpoint - Prevenção e Controlo de Derrames Ambientais


UFCD - 0226 - Execução de tapeçarias simples

0226 - Execução de tapeçarias simples
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Execução de tapeçarias simples
Código:
0226
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Executar peça de tapeçaria, aplicando as técnicas de acordo com o projeto realizado.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Execução da peça (tapete)
    • Cortar e aparar os fios
    • Retirar a peça (tapete) do tear
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Powerpoint - Funções Orgânicas


Powerpoint - Psicologia uma nova introdução


Ficha de Avaliação de História e Geografia de Portugal

Ficha de Avaliação de História - Das Sociedades Recoletoras às Primeiras Civilizações

Manual - Violência no Local de Trabalho no Sector da Saúde - Estudos de Caso Portugueses

Manual - Segurança e Contaminação - Informação para o Consumidor visando o Controlo, a Qualidade e a Segurança nas Cadeias de Produção Biológica

Powerpoint - Primeiros Socorros


“Ou nos preparamos hoje para as alterações climáticas ou pagamos um preço devastador amanhã”, alerta comissário europeu


Christos Stylianides sublinhou durante o discurso de abertura da cimeira pelas alterações climáticas, que nenhum país está imune às alterações climáticas e que “nenhum país deve combater a enormidade deste desafio sozinho”, dando destaque à importância das parcerias entre os setores público e privado como o “próximo passo em frente”.

O Comissário Europeu integrou no painel de abertura da 4.ª Conferência Europeia de Adaptação às Alterações Climáticas (ECCA 2019), juntamente com o Ministro do Ambiente João Matos Fernandes e o Presidente da Câmara de Lisboa Fernando Medina. É a primeira vez que este evento se realiza num país do Sul da Europa. Durante três dias vão ser apresentados estudos e partilhadas experiências sobre temas variados, que vão dos incêndios florestais extremos à inovação e resiliência urbana, passando pelos serviços da ciência para os sistemas de tomada de decisão e pela adaptação de infraestruturas urbanas ou de negócios à nova realidade.

Para além da cooperação entre os dois setores, Stylianides aproveitou o momento para destacar as Estratégias para Adaptção às Alterações Climáticas, nomeadamente refinar o conhecimento com conferências como esta e programas europeus como o Copernicus (sistema satélite de observação da Terra); “o reforço da cooperação público-privada”, nomeadamente com o setor dos seguros, para prevenir riscos e compensar perdas; e a “aposta em investimentos e infraestruturas resilientes”.

Christos Stylianides aproveitou o momento para relembrar lançado “rescEU” – o Mecanismo Europeu  Proteção Civil, que serve de “resposta coletiva” ou “rede de segurança” para eventos extremos como os incêndios florestais. “O rescEU é uma rede de segurança. Uma rede disponível para quando as nações estão sobrecarregadas”, afirmou.

O programa foi desenhado para ajudar as cidades em risco e fortalecer a resistência urbana, capacitando, preparando, respondendo e recuperando de ameaças significativas com o mínimo de danos.

Ao longo de três dias, em 580 apresentações, o encontro será a maior edição da conferência bienal, que se realiza pela primeira vez num país do sul da Europa.

A conferência centra-se em temas como os incêndios florestais, a necessidade de o setor empresarial privado ter que se adaptar às mudanças trazidas pelo aquecimento global, as zonas verdes nas cidades, inovação na maneira como as cidades são desenhadas e geridas e iniciativas dirigidas à juventude, entre outros.

UFCD - 0225 - Execução de tapeçarias simples - análise de projeto

0225 - Execução de tapeçarias simples - análise de projeto
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Execução de tapeçarias simples - análise de projeto
Código:
0225
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Analisar o projeto para a execução de peças de tapeçaria.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Leitura e interpretação de debuxo
  • Analisar o projecto
    • Tipo de linha (qualidade e característica) a aplicar
    • Processo de entrelaçamento da linha
    • Ponto/s a aplicar
    • Nós necessários
    • Manuseamento das peças
    • Acessórios necessários
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Powerpoint - Hidrocarbonetos


Powerpoint - O Pretérito Imperfeito do Indicativo em Espanhol


Segunda Guerra Mundial - Nostalgia História

Powerpoint - Fundamentos da Psicologia Social

Ficha de Avaliação - Localização Relativa e Processos de Orientação

Manual - Aleitamento Materno

Manual - Segurança e Contaminação - Informação para os Retalhistas visando o Controlo, a Qualidade e a Segurança nas Cadeias de Produção Biológica

Powerpoint - Riscos Profissionais


Lidl volta a transformar o plástico das praias



Este ano será em Vila Nova de Gaia que o projecto terá o seu ínicio, sendo 15 locais na totalidade a receber a iniciativa.

Durante 45 dias os banhistas poderão depositar as embalagens num depósito próprio, e participar ativamente na reciclagem e nova vida destes desperdícios. O objetivo é claro, que estas embalagens não acabem no mar, como acontecem a milhões de plásticos e metais todos os anos.

Segundo o responsável da iniciativa, os resultados da primeira edição foram ótimos e existe a expectativa que este ano a abrangência seja ainda maior.

O projecto TransforMAR resulta de uma parceria entre o Lidl Portugal, o Eletrão, Associação Bandeira Azul da Europa, Quercus e Agência Portuguesa do Ambiente.

UFCD - 0224 - Execução de tapeçarias simples - iniciação

0224 - Execução de tapeçarias simples - iniciação
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Execução de tapeçarias simples - iniciação
Código:
0224
Carga Horária:
50 horas
Pontos de crédito:
4,50
Objetivos

  • Preparar o tear e a teia para a execução de peças de tapeçaria.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Preparação do tear
  • Preparação da teia
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Powerpoint - Nomenclatura de Hidrocarbonetos


Powerpoint - Dislexia


Powerpoint - Dislexia - Aprenda estratégias de ensino!


Powerpoint - Países que falam Espanhol


Primeira Guerra Mundial - Nostalgia História

Powerpoint - Psicologia da Educação


Ficha de Avaliação de Geografia

Resumo - Qualidade de Vida e Suporte Social dos Idosos em Ambiente Institucional - Contributos da Bioética

Powerpoint - HACCP -Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle

Powerpoint - Revisões


Jovens e responsáveis governamentais de todo o mundo discutem sustentabilidade em Lisboa


A Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019 e o Fórum da Juventude “Lisboa+21” regressam a Lisboa 21 anos depois de Portugal ter organizado este evento, em 1998. Centenas de responsáveis governamentais pela área da juventude, jovens e representantes de organizações internacionais vão reunir-se numa Conferência Mundial que pretende desencadear um debate sobre temas emergentes da juventude, entre os quais o desenvolvimento sustentável e a crise climática.

Em declarações à agência Lusa o ministro da Educação, responsável pela pasta da juventude e anfitrião da conferência, explicou que o objectivo é construir com os jovens de hoje o futuro de amanhã uma vez que serão eles a passar o testemunho. “É com os jovens que temos de construir o objectivo do desenvolvimento sustentável. São eles que comunicam à geração seguinte as premências do seu tempo”, disse Tiago Brandão Rodrigues em declarações à Lusa a propósito do evento que está a ser organizado também pelo Conselho Nacional da Juventude.


Na opinião do presidente do Conselho Nacional da Juventude, Hugo Carvalho, em 1998 Portugal deu um grande passo ao organizar a I Conferência Mundial de ministros da Juventude sob a égide das Nações Unidas.

Vinte e um anos depois, sustenta Hugo Carvalho, Portugal volta a ser arrojado, organizando um novo encontro com o endosso das Nações Unidas, mas com a particularidade inédita de ser em parceria com as estruturas de juventude. “Há o inédito de os ministros estarem sentados ao lado dos representantes legais dos jovens dos seus países”, disse Hugo Carvalho adiantando que é importante acabar com a lógica de auscultar os jovens decidindo depois sem ter em conta as suas opiniões.

Em 1998, o Governo Português, em cooperação com os parceiros do Sistema das Nações Unidas, organizou a Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, que se tornou um marco no trabalho em torno das políticas de Juventude.

Na Declaração final, ministros e demais líderes mundiais presentes, comprometeram-se a trabalhar com a Juventude num conjunto de políticas e programas que fossem ao encontro das preocupações dos jovens e melhorassem as suas vidas.

Estes compromissos cobriam as áreas prioritárias do sector, tal como definido no Programa Mundial de Acção para a Juventude, adoptado em 1995 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Agora, os Estados são chamados a intensificar os seus compromissos para integrar a perspectiva da Juventude na implementação da Agenda 2030 e da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019 e do Fórum da Juventude “Lisboa+21” resultará uma Declaração renovada sobre Políticas e Programas de Juventude (Lisboa+21), no quadro da Agenda 2030.

Segundo o ministro da Educação, a agenda 2030 tem grande ambição dentro do sistema das Nações Unidas para que países possam entender que compromissos podem assumir para pelo menos uma geração e que os jovens têm de ser co-decisores nas políticas de juventude.

O conhecimento, a influência e a iniciativa dos jovens são, na opinião de Tiago Brandão Rodrigues, essenciais para que possam ser alcançados os objectivos da agenda 2030 das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável. “Nesta conferência é preciso pensar que caminho fizemos de 1998 até agora, que ferramentas temos, que políticas públicas, que formas temos de nos organizar com os jovens para cumprir a agenda 2030”, disse adiantando que os jovens são garante de sustentabilidade, segurança e paz sendo por isso necessário construir com eles objectivos de desenvolvimento sustentável. “É com os jovens que temos de construir objectivos de desenvolvimento sustentável que possam ser alcançáveis. Sã os 1,8 mil milhões de jovens que darão a herança às próximas gerações comunicando à geração seguinte as premências emergentes do seu tempo”, frisou,

O ministro da Educação, anfitrião da Conferência intervêm na sessão de abertura, assim como o fará o presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e o primeiro-ministro português, António Costa, encerram os trabalhos no domingo.

Marcam ainda presença nesta Conferência Mundial a Presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, María Fernanda Espinosa Garcés, e a Enviada do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Juventude, Jayathma Wickramanayake.

“Lisboa+21” é organizada pelo Governo Português – através do Ministério da Educação – e pelo Conselho Nacional de Juventude, com o endosso do Gabinete da Enviada do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Juventude, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Fundo das Nações Unidas de Apoio à População (UNFPA) e o Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA).

UFCD - 0223 - Desenvolvimento de projeto e decorações simples

0223 - Desenvolvimento de projeto e decorações simples
(*) Em Vigor
Designação da UFCD:
Desenvolvimento de projeto e decorações simples
Código:
0223
Carga Horária:
25 horas
Pontos de crédito:
2,25
Objetivos

  • Executar um projeto/desenho de tapeçaria simples com figuras geométricas, aplicando normas de decoração.
Recursos Didáticos

Conteúdos

  • Concepção do projeto
    • Características do projeto
    • Dimensão
    • Materiais necessários
    • Técnica a aplicar
    • Tempo necessário à sua execução
    • Custos do projeto (Noções de orçamentação)
  • Preparação dos materiais
    • Meios
    • Recursos
  • Execução do debuxo
    • Técnicas de realização de debuxo
  • Verificação da configuração/perfeição do projeto
  • Normas de decoração
    • Repetição
    • Alternância
    • Gradação
    • Simetria
    • Irradiação
  • Luz do ambiente na representação do espaço e forma
  • Relação luz sombra
  • Contraste
  • Harmonia e equilíbrio
  • Execução de cálculos
    • Áreas de figuras geométricas
  • Cuidados necessários na preparação de trabalhos
  • Higiene no posto de trabalho
Referenciais de Formação

215010 - Tecelão/Tecedeira
Histórico de Alterações

(*) 2008-03-07   Criação de UFCD.

PS quer alunos do secundário a aprender primeiros socorros nas aulas de Educação Física


O PS apresentou um projecto de resolução no qual recomenda ao Governo que introduza na disciplina de Educação Física, no ensino secundário, um módulo teórico e prático, de frequência obrigatória, em Suporte Básico de Vida (SBV), que inclua formação em Desfibrilhação Automática Externa (DAE).

No documento, os deputados socialistas defendem que a formação deve ser dada por profissionais com certificação credenciada e propõem ainda que sejam promovidas, em locais públicos, campanhas de sensibilização, informação e divulgação para a prevenção e combate à morte súbita cardíaca.

“Segundo a Associação Portuguesa de Arritmologia morrem em Portugal vinte e sete pessoas por dia vítimas de morte súbita, mais de uma vítima por hora. A agravar esta realidade, a maioria da população portuguesa não sabe, em geral, prestar os primeiros socorros e o acesso a DAE é ainda muito reduzido (só dois DAE por 10 mil habitantes)”, escrevem os socialistas, sublinhando que “o pronto exercício de manobras de reanimação”, o uso de desfibrilhador automático externo e “a activação dos meios de emergência médica são determinantes no socorro às vítimas de paragem cardíaca, contribuindo para a redução do número de óbitos”.

Ora, para tal, continuam os deputados, “é determinante que estas acções sejam iniciadas por quem se encontre mais próximo da vítima, sendo esta medida unanimemente aceite pela comunidade médica nacional e internacional”.

Os socialistas compilaram um conjunto de avisos neste sentido: em 2010, o Conselho Europeu de Reanimação “recomendou que a reanimação cardiopulmonar fosse ensinada a todos os cidadãos”, argumentando que tal “duplica a taxa de sobrevivência na paragem cardíaca”; em 2012 a Fundação Europeia para a Segurança do Doente, o Comité de Ligação Internacional de Ressuscitação e a Federação Mundial das Sociedades de Anestesiologistas emitiram um parecer conjunto, suportado pela Organização Mundial de Saúde, segundo o qual “a reanimação cardiopulmonar deveria ser ensinada nas escolas” e, em 2013, a própria Assembleia da República tinha já recomendado ao Governo a introdução, no 3.º ciclo do ensino básico das escolas nacionais, uma formação, de frequência obrigatória, em SBV.

“A experiência internacional demonstra que em ambiente extra-hospitalar, a utilização de desfibrilhadores automáticos externos, por pessoal não médico, aumenta significativamente a probabilidade de sobrevivência das vítimas”, insistem os socialistas, propondo, “em “estreita articulação” com o Ministério da Educação, que passe a ser “obrigatório por lei” o ensino de SBV e DAE, para todos os alunos do ensino secundário, “assegurando que, no futuro, ninguém possa finalizar a escolaridade obrigatória sem ter tido contacto, conhecimento e prática em SBV e DAE.

Em Fevereiro deste ano – e depois de ter sido noticiada a morte de um aluno numa aula de Educação Física, por paragem cardiorrespiratória –, o PAN questionou o Ministério da Educação sobre a existência ou não de desfibrilhador automático externo na escola em questão (Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho) e também se, até à chegada da ambulância, o SBV e a desfibrilhação tinham sido assegurados por professores e funcionários.

Na sequência desta notícia e segundo noticiou à data a Lusa, também a Associação de Protecção e Socorro (Aprosoc) questionou o Parlamento sobre quais as escolas e recintos desportivos com desfibrilhadores e qual o pessoal formado para tal.

Há vários anos que este é um tema recorrente. Em 2018, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho com o objectivo de melhorar o Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa e as recomendações passavam, por exemplo, por um reforço de desfibrilhadores em locais onde passam em média mil pessoas por dia e pela obrigatoriedade de formação no uso de desfibrilhadores para quem vai tirar a carta de condução e para alunos do ensino superior de Ciências da Saúde e do Desporto.

Também no ano passado foi apresentado, na Faculdade de Medicina de Lisboa, um movimento cívico chamado cívico Salvar Mais Vidas que propunha igualmente o ensino obrigatório de suporte básico de vida nas escolas. E, já em 2016, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia defendia, entre outras medidas, que houvesse nas escolas formação prática obrigatória em SBV e em utilização de desfibrilhadores nos 9.º e 11.º anos.

tp.ocilbup@sepoljm