sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Powerpoint sobre a importância dos fósseis na reconstituição da História da Terra


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Reconstituindo a História da Terra

Os fósseis são os grandes fornecedores de informações para o estudo de diversos aspectos da história da Terra. Em primeiro lugar, como acabas de estudar, permitem-nos conhecer a idade relativa das rochas. Em segundo lugar, indicam-nos as características da fauna e da flora do passado e, desse modo, a evolução dos seres vivos.
Finalmente, deixam conhecer a distribuição, ao longo do tempo, dos meios marinhos e terrestres e, consequentemente, permitem a reconstituição dos ambientes passados.
O estudo dos fósseis é fundamental para explicar a evolução dos seres vivos. Através destes estudos, concluiu-se que o nosso planeta foi habitado por seres vivos diferentes dos que existem actualmente.
Enquanto uns se extinguiram, outros sofreram diversas alterações nos seus organismos ao longo do tempo, isto é, foram evoluindo. Por exemplo o fóssil de transição Ichtyostega apresenta características dos peixes e dos anfíbios actuais, sugerindo que estes últimos evoluíram a partir dos primeiros.
O estudo dos fósseis permite também reconstituir os ambientes dopassado – paleoambientes. Os fósseis fornecem informações sobre a distribuição das áreas marinhas e continentais e sobre as condições climáticas existentes no passado. Por exemplo, a presença de fósseis de corais em certas áreas actualmente emersas, leva a concluir que no passado estavam cobertas por mares de águas límpidas, pouco profundos e com temperaturas entre os 25°C e os 29 °C.
Todos os organismos vivos, tanto os actuais como os que outrora povoaram a Terra, apresentam várias características, quer externas,como o revestimento ou a forma do corpo, quer internas, como o tipo de órgãos, adaptadas ao meio em que vivem e sobre o qual nos proporcionam diversas informações. Assim, o estudo dos fósseis permite verificar, por exemplo, que em certos períodos só existiram seres vivos nos meios aquáticos, enquanto noutras épocas as plantas dominaram a Terra em ambientes pantanosos ou em grandes florestas.Para esses estudos são fundamentais os fósseis designados por fósseis de fácies . Este tipo de fósseis aparece apenas em ambientes que tiveram, no passado, condições muito específicas, fornecendo-nos importantes indicações sobre o meio em que esses seres viveram.Por exemplo, ao serem encontradas rochas com amonites podemos concluir que no passado essas rochas se formaram em ambiente marinho, mesmo que na actualidade se encontrem em zonas afastadas do mar.

Acontecimentos marcantes na história da Terra

A Terra formou-se há cerca de 4600 milhões de anos (M.a.). Os geólogos consideram este tempo, até à actualidade, dividido em dois intervalos – o primeiro é designado por Criptozóico e o segundo por Fanerozóico. Estes intervalos estão divididos outros mais pequenos designados por Éons.
Éon Arcaico (4600 M.a. – 2500 M.a.): origem da vida e das primeiras células procariontes.
Éon Proterozóico (2500 M.a. – 570 M.a.): primeiras células eucariontes e primeiros seres pluricelulares.
Éon Fanerozóico (570 M.a. – Actualidade): encontra-se dividido em três Eras.
Era Cenozóica(66 M.a. –actualidade) os mamíferos povoam todos os ambientes; a fauna e a flora evoluem para as formas de vida actuais ; aparecimento do ser humano.
Era Mesozóica(245 M.a. – 66 M.a.):dominam as amonites e os dinossáurios; aparecem as primeiras aves, mamíferos e plantas com flor; ocorre a extinção das amonites e dos dinossáurios.
Era Paleozóica(570 M.a. – 245 M.a.): evolução da vida no mar; dominam as trilobites; aparecemos primeiros peixes, anfíbios e répteis;abundam os insectos e as grandes florestas; ocorre a extinção das trilobites.
As etapas da história da Terra são marcadas por certos acontecimentos de carácter cíclico, como são os casos das extinções de grande número de espécies e dos avanços e recuos do mar em relação à linha de costa, respectivamente, as transgressões e as regressões marinhas.Segundo os testemunhos fósseis, as grandes extinções que ocorreram no final da Era Paleozóica quase que despovoaram a Terra. Mais de 70% das espécies extinguiram-se. No final da Era Mesozóica ocorreram também, segundo o registo fóssil, grandes extinções marcadas pelo desaparecimento dos dinossaúrios e das amonites, entre muitas outras espécies. Os cientistas de várias áreas do conhecimento, entre os quais geólogos, biólogos, químicos, físicos e astrofísicos, consideram que a actividade vulcânica muito intensa existente na Terra ou o impacto de um corpo vindo do Espaço, como um cometa ou um asteróide, podem ter estado na origem das grandes extinções.

Extinção dos Dinossauros

Exemplos de Dinossauros

Alfred Wegener - Teoria da Deriva Continental

Até princípios do século XX, os geólogos pensavam que a posição dos continentes e dos oceanos, na superfície da Terra, tinha sido sempre a mesma. Wegener, em 1915, apresentou uma hipótese inovadora e revolucionária para a época, em que propôs a mobilidade dos continentes ao longo da história da Terra.
Alfred Wegener propôs que no fim da Era Paleozóica, há cerca de 250 milhões de anos, existia um supercontinente designado por Pangea, rodeado por um único oceano Pantalassa.

A fragmentação da Pangea iniciou-se já na Era Mesozóica por consequência de uma fissura que se abriu na crosta. Um mar de águas pouco profundas, chamado Mar de Tétis, passou a separar a Pangea em duas partes: a parte Norte designada por Laurásia, que inclui a Gronelândia, a América do Norte, a Europa e a Ásia (Eurásia); a parte Sul designada por Gondwana, que inclui a América do Sul, a Índia, a Austrália e a Antárctica.
Ao longo da Era Mesozóica e da Era Cenozóica, a separação dos continentes foi continuando até atingirem as formas e as posições actuais.

Pangeia



Argumentos de Wegener


Wegener observou que certos continentes, como a parte oriental da América do Sul e a parte ocidental da África, apresentavam um «recorte» complementar.



Foram encontrados, em diferentes continentes afastados uns dos outros, fósseis de seres que não dispunham de meios de locomoção que lhes permitissem percorrer tão longas distâncias. É o caso do Mesossáurio, cujos fósseis podem ser encontrados na América do Sul e na África.



Wegener observou marcas das glaciações, que se estendem por áreas tão vastas que vão desde a Oceânia, passando pela Ásia, até à América do Sul, regiões na actualidade distantes e com climas quentes.




Foram identificadas rochas de características idênticas, que evidenciam uma origem comum, em montanhas muito distantes,como, por exemplo, no Canadá e na Europa.

Pangea

Wegener, baseando-se na morfologia dos contornos continentais e em dados paleontológicos, paleoclimáticos e outros dados geológicos, admitiu que todos os continentes estiveram unidos num único grande continente. A fragmentação deste em vários continentes menores e as posteriores deslocações destes até à actualidade teriam originado o mapa-múndi actual.
Baseando-se na complementaridade dos contornos dos vários continentes, Wegener construiu um mapa da Terra no qual todos os continentes estavam unidos num supercontinente – a Pangea.




A hipótese de Wegener foi revolucionária para a época em que foi apresentada. Os cientistas seus contemporâneos argumentavam que ele evidenciava o movimento dos continentes, mas não explicava convenientemente como é que isso era possível. Wegener apresentou duas hipóteses para explicar o movimento dos continentes:

• os continentes abrem caminho através da crosta oceânica impeli-
dos como um barco na água;
• a crosta continental flutua sobre a crosta oceânica.

Porém, Harold Jeffreys e outros físicos da época provaram que estas duas hipóteses não eram possíveis, o que foi aceite pela maioria dos cientistas. Assim, a hipótese de Wegener não foi aprovada e quando este morreu, em 1930, as suas ideias tinham sido esquecidas.

Fundos Oceânicos

As plataformas continentais prolongam os continentes sob os oceanos, possuindo até cerca de 200 metros de profundidade e até 1000 quilómetros de comprimento. Formaram-se entre períodos glaciares, quando os oceanos inundaram parte dos continentes, dando origem a áreas de águas pouco profundas ao longo das costas. Estas áreas encontram-se cobertas de sedimentos provenientes da erosão das rochas continentais, que para ali são transportados pelos rios.

Na transição entre a plataforma continental e as planícies abissais, existe o talude continental. Este consiste num declive muito acentuado, passando das centenas para os milhares de metros de profundidade em poucos quilómetros, e forma-se a partir de sedimentos provenientes do seu cume e da esfoliação da placa continental em subdução.


Os oceanos não são apenas a porção de superfície terrestre que se encontra coberta por água. Os fundos oceânicos são geologicamente distintos dos continentes e encontram-se num ciclo perpétuo de criação e destruição que molda o seu aspecto. Este processo ocorre lentamente ao longo de dezenas e centenas de milhões de anos.

Foi durante os anos após a Segunda Guerra Mundial que grande parte do fundo oceânico foi descoberto e estudado, devido ao avanço tecnológico dos sonares. Com estes estudos descobriram-se vários relevos oceânicos, tais como as dorsais oceânicas, que consistem num sistema contínuo de cadeias montanhosas submarinas de origem vulcânica, com aproximadamente 60 mil quilómetros, que rodeia o planeta Terra, ocupando o eixo médio dos oceanos. Este sistema é o maior relevo geológico no planeta e é formado por placas divergentes, ou seja, que se movem em direcções opostas. Nas suas zonas de fractura, denominadas riftes oceânicos, o magma basáltico, de origem mantélica, ascende e forma nova crosta oceânica, elevando assim o fundo oceânico. A dorsal ergue-se em média 3000 a 4000 metros acima do fundo marinho mas, por vezes, as montanhas submarinas erguem-se ao ponto de vir a superfície formando ilhas vulcânicas, como é o caso dos Açores e da Islândia. A dorsal oceânica é ocasionalmente fracturada por falhas transformantes, em que as placas deslizam uma paralelamente à outra e não há destruição nem formação de crosta.


A crosta formada pela dorsal oceânica é destruída nas fossas oceânicas, também designadas de zonas de subdução. As fossas são criadas em fronteiras convergentes quando se dá a colisão entre uma placa oceânica densa e uma placa continental mais leve. A placa oceânica afunda em relação à continental e mergulha no manto até se fundir. O material fundido ascende a superfície formando ilhas ou cadeias montanhosas, como a cordilheira dos Andes na América do Sul. Na fossa das Marianas, perto do Japão, encontra-se o ponto mais profundo da superfície terrestre, com aproximadamente 11 quilómetros de profundidade.

Ocupando aproximadamente metade do fundo marinho encontramos as planícies abissais. Iniciam-se na fronteira entre a crosta continental e a crosta oceânica e prolongam-se até às profundezas dos oceanos. É a área mais plana da superfície terrestre, situada entre os 2500 e os 6000 metros de profundidade. O seu relevo plano é o resultado da acumulação de lençóis de sedimentos com uma espessura aproximada de 5000 metros. Estes lençóis escondem as rochas basálticas características da crosta oceânicas. O seu relevo plano é, por vezes, interrompido pelas abyssal hills, que acontecem quando os lençóis de sedimentos não possuem espessura suficiente para cobrir as rochas da crosta oceânica. As abyssal hills encontram-se normalmente cobertas por sedimentos. São vulcões já extintos ou pequenas formações rochosas que ascenderam pela crosta sob a forma de magma. As abyssal hills podem ser encontradas paralelamente a dorsal oceânica, e observadas em grupo ou isoladas. As planícies abissais são mais comuns no oceano Atlântico e menos comuns no Pacifico, onde as fossas oceânicas são mais comuns, pois os sedimentos tendem a acumular-se nas fossas.
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