sábado, 26 de dezembro de 2009

Acordo Ortográfico adiado nas escolas


A ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciou que o novo acordo ortográfico não será aplicado nas escolas no próximo ano.

“Temos trabalho a fazer com diversos parceiros para estabelecer como será introduzido o acordo ortográfico nas escolas”, destacou a ministra durante o seminário sobre ‘O impacto das avaliações internacionais nos sistemas educativos’.

Isabel Alçada salientou ainda que os estudos internacionais sobre o ensino são fundamentais para, através do conhecimento e da comparação com o que se faz noutros países, melhorar o desempenho escolar e aumentar as competências dos portugueses.

Ao estabelecer a comparação entre os resultados obtidos pelos alunos dos vários países, os estudos internacionais permitem clarificar a situação de Portugal face aos seus parceiros e, a partir daí, criar um padrão que permita apreciar se o sistema educativo nacional está a ser desenvolvido de forma correcta, explicou a ministra.

'Nós precisamos é de uma evolução positiva. Quando nos encerramos em nós mesmos e só analisamos o que se passa no interior do país, não ganhamos a distância necessária, que estes estudos nos dão, para avaliar melhor a nossa situação', considerou, acrescentando que o que importa é perceber quais os problemas mais prementes de Portugal, pois o País necessita de políticas estruturantes para manter os alunos na escola, para melhorar a sua aprendizagem, no sentido de aumentar as competências.

Este prolongamento do tempo que os alunos se mantêm na escola aplica-se não apenas aos jovens, mas também aos adultos, realçou Isabel Alçada, referindo o programa Novas Oportunidades, que assegura estar a ser 'alvo de muita observação exterior'.

'Há pedidos de apoio de países estrangeiros para lançar programas como este nos países respectivos', sublinhou.

O Ministério da Educação está a desenvolver um trabalho que consiste em estabelecer qual a meta de aprendizagem que os alunos devem atingir em cada ciclo e ano de escolaridade para se considerar que obtiveram competências básicas naquele ano, de forma a que os professores tenham as ferramentas necessárias para estabelecerem metas de avaliação mais precisas.

L.M.N. com Lusa



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